Moradores de SP testam positivo para Covid e gripe no mesmo dia; médicos dizem que casos de dupla infecção serão comuns
Coronavírus
Moradores da cidade de São Paulo foram diagnosticados com gripe e Covid-19 ao mesmo tempo nas últimas semanas. Os relatos de pacientes da capital paulista com dupla infecção pelos vírus Influenza e coronavírus ocorreram com diagnósticos feitos na mesma semana ou até no mesmo dia. Um desses relatos foi o da jornalista Giulia Fernandez, que recebeu a confirmação par Covid-19 e Influenza na mesma ocasião. Os testes foram feitos no dia 20 de dezembro em um hospital particular. "Como meus sintomas começaram no mesmo dia e fiz teste no mesmo dia, e os dois deram positivo, o período de isolamento foi o mesmo, 10 dias. Mas foram dias muito complicados, quatro dias de cama que eu não conseguia levantar, e a partir disso fui melhorando aos pouquinhos", contou. "Como meus sintomas começaram no mesmo dia e fiz teste no mesmo dia, e os dois deram positivo, o período de isolamento foi o mesmo, 10 dias. Mas foram dias muito complicados, quatro dias de cama que eu não conseguia levantar, e a partir disso fui melhorando aos pouquinhos", contou. No último sábado (1º), o governo de Israel registrou, pela primeira vez, um caso dessa dupla infecção em uma mesma pessoa. A condição ficou conhecida como flurona, uma junção das palavras "flu", que é gripe em inglês, com parte da palavra "coronavírus". Apesar disso, médicos ouvidos pela TV Globo explicaram que a dupla infecção já foi registrada no Brasil há algum tempo, e que não deve trazer, necessariamente, um aumento no sintoma das duas doenças. Em outros lugares do Brasil, como Rio de Janeiro e Ceará, também há registros da dupla infecção (veja no vídeo abaixo). Segundo a infectologista Mirian Dal'Ben, do Hospital Sírio Libanês, a infecção dupla não aumenta as chances de óbito nem faz com que as doenças sejam mais leves. "O importante é que as pessoas precisam saber que a gente não tem nada ainda na ciência que fale pra gente que pegar as duas coisas ao mesmo tempo aumente as chances da pessoa morrer ou que faça a doença talvez ser mais leve. Nenhuma das duas coisas", disse a médica. "O importante é que as pessoas precisam saber que a gente não tem nada ainda na ciência que fale pra gente que pegar as duas coisas ao mesmo tempo aumente as chances da pessoa morrer ou que faça a doença talvez ser mais leve. Nenhuma das duas coisas", disse a médica. "A gente acaba tendo que acompanhar as duas doenças como a gente faria se a pessoa tivesse pegado de forma independente", explicou. O tratamento duplo ocorreu também na casa do contador Mario Martins Bastos Junior. Tanto ele quanto a esposa foi diagnosticados com Covid-19. Antes disso, o filho, de 19 anos, recebeu um teste positivo para Influenza. O resultado dos exames tem dois dias de diferença: dia 28 de dezembro para influenza e dia 30 para Covid-19. "Meu filho está bem, nós três estamos bem, medicados, só que o que está perturbando mais é a tosse seca", disse o contador. Aumento de casos Hospitais públicos e privados da cidade de São Paulo têm registrado aumento no fluxo de pessoas com sintomas gripais nas últimas semanas, o que tem provocado filas e maior tempo de espera por atendimento. Em prontos-socorros municipais, pacientes afirmam que a espera pode chegar a 6 horas. Além dos vírus Influenza A e B, que provocam a gripe, a circulação de outros vírus também pode estar por trás do crescimento repentino de um "conjunto de doenças respiratórias", segundo os médicos. Prontos-socorros municipais registraram esperas de até 6 horas. Hospitais São Camilo, Beneficência Portuguesa, Einstein e Santa Catarina confirmaram aumento repentino de pacientes. As hospitalizações de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 também aumentaram. A média móvel de pacientes internados com Covid-19 nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no estado voltou a crescer após 6 meses de queda, de acordo com dados do governo. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
Fonte: G1/NACIONAL