Dia Mundial do Diabetes é um alerta para controle da glicose no sangue e a inclusão de hábitos saudáveis no dia a dia.
Saúde
No Brasil, são 17 milhões de pacientes portadores de diabetes. Considerando os familiares mais próximos, é possível afirmar que quase um quarto da população brasileira está envolvida com esta condição. A maior parte dos pacientes possui diabetes tipo 2, que pode não apresentar nenhum sintoma. Isso faz com que muitas pessoas possam ter diabetes e não saber. Por isso, é importante dosar a glicose no sangue, que é um exame acessível, rápido e capaz de indicar a necessidade de orientação dietética e, eventualmente, medicamentos. Pessoas acima de 40 anos, com excesso de peso, sedentários e que tenham familiares com diabetes, devem ficar atentas aos seus índices de glicose.
“Este tipo de diabetes está frequentemente associado ao excesso de peso, pressão alta e colesterol elevado. O controle é essencial tanto da glicose no sangue como destas outras condições no sentido de prevenção das complicações crônicas da moléstia. Essas complicações incluem a doença renal do diabetes, que pode eventualmente necessitar de tratamentos mais especializados como a hemodiálise”, explica o endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, Dr. Antônio Roberto Chacra.
O especialista alerta também para a necessidade de exames anuais com oftalmologista, no sentido de detectar eventuais alterações na retina. “É a chamada retinopatia diabética, cujo tratamento pode incluir métodos de tratamento como a foto coagulação para impedir a progressão do distúrbio visual”, explica. Pacientes com alterações na pressão arterial e no colesterol podem desenvolver ainda problemas de circulação nas artérias do coração e nas artérias que levam sangue ao cérebro e nos membros inferiores. Outra complicação é a neuropatia, afecção dos nervos que, se não cuidada, pode levar a gangrena diabética com eventual amputação.
O Dr. Chacra explica que essas complicações, apesar de dramáticas, podem ser evitadas pelo bom controle da glicose sanguínea, assim como da pressão arterial e do colesterol.
O tratamento do diabetes tipo 2 é sempre baseado na mudança do estilo de vida, com dieta adequada e implementação da atividade física na rotina do paciente.
Dr. Chacra chama a atenção para a outra forma de manifestação da doença, que é o diabetes tipo 1. De acordo com o médico, o tipo 1 aparece mais precocemente na criança ou adulto jovem e os sintomas são: perda de peso, urinar muito, tomar muita água e visão embaçada. “O diabetes tipo 1 sempre necessita de insulina. O tratamento tem tido um progresso expressivo incluindo novas preparações insulínicas e o advento da tecnologia com o objetivo de se atingir o melhor controle da glicose”, complementa o endocrinologista. As fitas anteriormente utilizadas para a detecção dos níveis de glicose e que eram dependentes da obtenção da gota de sangue, tem sido substituída por métodos não invasivos. A tecnologia inclui também o avento de bombas de infusão de insulina, que permitem um controle bastante adequado da glicose sanguínea e levando, portanto, a prevenção das complicações.