Alimentação na oncologia: uma aliada essencial no tratamento do câncer de mama
Bem-estar
São Paulo, outubro de 2024 – O cuidado com a alimentação durante o tratamento do câncer de mama é fundamental em todas as etapas, promovendo melhor qualidade de vida e bem-estar para o paciente. Uma dieta equilibrada auxilia na minimização dos efeitos colaterais, fortalece o sistema imunológico e contribui para a recuperação. É o que afirma a nutricionista do Sírio-Libanês, Janilene Medeiros, que destaca a importância do acompanhamento especializado e alerta sobre os riscos das chamadas ‘dietas milagrosas’, que podem prejudicar o processo terapêutico e a recuperação. “O equilíbrio é a chave, e nenhum alimento isolado resolverá todos os problemas", afirma a especialista.
Segundo Janilene, eliminar grupos inteiros de alimentos, como carboidratos, por exemplo, pode comprometer a capacidade do organismo de produzir energia suficiente para sustentar o corpo durante o tratamento. “Frequentemente, os pacientes ficam confusos, e há uma tendência de exagerar e acreditar em mensagens alarmantes sobre o que se deve ou não comer, o que pode levar a escolhas alimentares prejudiciais à saúde. Não existe uma abordagem única; a dieta precisa ser personalizada e adaptada a cada fase do tratamento", completa a nutricionista.
O tratamento oncológico, como a quimioterapia, pode causar efeitos adversos que afetam a relação do paciente com a alimentação, como alterações no paladar e desconforto oral. Esses efeitos contribuem para a falta de apetite, diminuem a ingestão de alimentos e afetam a qualidade de vida, podendo levar à desnutrição. Para apoiar os pacientes durante o tratamento, o Hospital Sírio-Libanês desenvolveu um Guia de Receitas especialmente voltado para pacientes oncológicos. As duas edições desse livro de receitas, disponíveis gratuitamente no site do hospital, oferecem pratos simples e nutritivos que ajudam a amenizar os efeitos colaterais do tratamento contra o câncer de mama.
Cinco desafios nutricionais durante o tratamento e dicas de como contorná-los:
● Náusea e vômitos: A quimioterapia pode causar enjoos e vômitos, dificultando a ingestão de alimentos. A recomendação é optar por refeições leves e geladas, como frutas, picolés e vitaminas, que trazem sensação de frescor. Gengibre e hortelã também são aliados para amenizar os sintomas.
● Alterações no paladar: Alguns pacientes relatam que os alimentos apresentam sabor metálico ou amargo. "Nesses casos, sugerimos o uso de temperos e especiarias suaves para tornar as refeições mais agradáveis", explica Janilene.
● Perda de apetite: A falta de apetite é comum durante o tratamento. Recomenda-se consumir refeições menores e mais calóricas, como vitaminas e sucos com frutas e vegetais. Pratos únicos, como risotos, escondidinho de carne ou omelete com legumes, são boas opções.
● Fadiga e falta de energia: A exaustão causada pelo tratamento pode comprometer a disposição para se alimentar adequadamente. É essencial garantir a ingestão adequada de proteínas, tanto de origem animal (carne, frango, ovos e peixe) quanto vegetal (feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico). Também é recomendável incluir carboidratos de boa qualidade, preferindo opções integrais e evitando o excesso de açúcares simples.
● Constipação: A constipação é um efeito colateral comum da quimioterapia, geralmente causado pela baixa ingestão de água e fibras. Além de aumentar a ingestão de líquidos, é importante consumir alimentos ricos em fibras, como aveia, frutas e vegetais, que ajudam a regular o intestino.
Além desses pontos, é importante entender que os desafios podem variar conforme a fase do tratamento. "Em cada etapa do processo, o corpo reage de uma forma diferente, e é por isso que a alimentação deve ser ajustada conforme essas necessidades", reforça Janilene.
O Guia de Receitas para o Paciente Oncológico está disponível gratuitamente no site do Hospital Sírio-Libanês. Acesse: https://hospitalsiriolibanes.org.br/receitas-oncologicas
Sobre o Sírio-Libanês A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que em 2021 completou 100 anos, trabalha diariamente para oferecer e compartilhar com a sociedade uma assistência médico-hospitalar de excelência, sempre com um olhar humanizado e individualizado em mais de 60 especialidades. Um trabalho reconhecido desde 2007 com o selo da Joint Commission International (JCI), o órgão mais importante do mundo em controle da qualidade hospitalar. O Sírio-Libanês mantém o compromisso assumido em 1921 por suas fundadoras e realiza iniciativas sociais em quatro pilares: Integração com a Comunidade, Ambulatórios de Filantropia, Instituto Sírio-Libanês de Responsabilidade Social e Projetos de Apoio ao SUS. Desde 2003, por meio do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa, a instituição contribui para o desenvolvimento de profissionais da saúde regidos pela ética e capacitados para prestar um atendimento baseado em boas práticas, além de contribuir com o desenvolvimento científico por meio de parcerias, estudos e pesquisas nacionais e internacionais. Atualmente, a instituição oferece programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, programas de residências médicas e multiprofissionais, cursos de atualização (continuados e de curta duração), Ensino a Distância (EAD), estágios, seminários e reuniões científicas. O Sírio-Libanês foi pioneiro na criação de programas de Saúde Populacional, que unem empresas, operadoras e time de Atenção Primária no cuidado qualificado e acompanhamento da saúde, ajudando na gestão do benefício do plano de saúde e melhorando a qualidade de vida e a produtividade de profissionais. Atualmente, o Sírio-Libanês está presente com dois hospitais e cinco unidades em São Paulo e Brasília. Saiba mais em nosso site.
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