Setembro Amarelo: Mês de Prevenção ao Suicídio

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Sírio-Libanês

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A campanha Setembro Amarelo foi criada para abordar temas relacionados ao sofrimento emocional e ao suicídio, trazendo visibilidade, diminuindo tabus e estigmas, sensibilizando e conscientizando a população não apenas no mês de setembro, mas de maneira contínua.

A ideia é não só disponibilizar informações relevantes, como também promover a cultura do acolhimento, da escuta e do cuidado com a saúde mental. A seguir, veja os principais questionamentos e respostas importantes sobre o tema:

Como ajudar alguém que está em sofrimento emocional?

Ao identificar em alguém sinais de sofrimento emocional, sintomas depressivos ou ainda isolamento voluntário sem motivo aparente, você pode tentar se aproximar para ouvir a pessoa falar sobre como está se sentindo. Busque realizar uma escuta sem julgamentos, interessando-se verdadeiramente pelo que ela tem a dizer, acolhendo, sendo solidário e incentivando-a a procurar ajuda.

É importante dizer que nunca sabemos o que cada indivíduo está enfrentando no momento. A quantidade de sofrimento e a importância que damos às diferentes situações da vida variam de pessoa para pessoa. Então, o que é irrelevante para alguns pode representar muito sofrimento para outros, e vice-versa. Dessa forma, não faz sentido julgarmos a dor dos outros, como também não faz sentido que outros julguem nossa dor.

Existe prevenção ao suicídio?

Os serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) são fundamentais nesse sentido, pois acompanham os pacientes de forma constante e integral, considerando todo o contexto de vida: social, biológico, histórico, familiar, religioso e ambiental. Esse é o tipo de acompanhamento que disponibilizamos, por meio do Time de Saúde do Sírio-Libanês, a você, por inteiro, no centro de uma rede de cuidado focada, essencialmente, em sua qualidade de vida.

Caso não tenha acesso a um acompanhamento integral de saúde, é recomendada a busca por profissionais de Psicologia e Psiquiatria. O importante é que o sofrimento e os sintomas ansiosos e depressivos sejam descobertos, discutidos e tratados antes que se agravem.

Diante de uma pessoa sob risco de suicídio, o que se deve fazer?

Estudos mostram que, quando alguém que está pensando em suicídio é questionado sobre o tema, ele se sente escutado e um canal de comunicação se abre com possibilidade de ajuda. Sendo assim, reforçamos os itens que já trouxemos aqui:

• Encontre um momento e um lugar apropriado para falar sobre o assunto e escute de forma acolhedora e sem julgamentos. Deixe a pessoa saber que você se interessa e que está lá para ouvi-la;

• Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de saúde e, se possível, ofereça-se para acompanhá-la;

• Aproxime-se: o isolamento é um fator de risco e o compartilhamento é um fator de proteção. Mantenha o contato, pergunte como a pessoa se sente e saiba o que ela está fazendo;

• Se você acha que há algum risco iminente, não a deixe sozinha. Incentive-a a ligar para o Centro de Valorização à Vida (CVV), que disponibiliza voluntários treinados para lidar com esse tipo de situação. O número de telefone é fácil de memorizar: 188.

E, claro, conte com seu Time de Saúde para o que precisar!

Se você está passando por um momento difícil e identificou que está deprimido, isolado ou com dificuldade de lidar com o sofrimento, converse com amigos, colegas, familiares ou pessoas de confiança. Marque também uma conversa com seu Time de Saúde. Nós estamos aqui para te escutar e para cuidar de você em todos os momentos da vida.