Espondilite Anquilosante: é uma doença sistêmica inflamatória crônica
A espondilite anquilosante é uma doença sistêmica inflamatória crônica, que afeta a coluna vertebral, podendo levar à sua fusão ou anquilose. Ocorre sobretudo em homens jovens (3 a 5 vezes mais nos homens do que nas mulheres) na segunda ou terceira décadas de vida, sendo raro o seu início após os 40 anos de idade. Tem um componente genético importante, podendo ocorrer em vários membros da mesma família. A doença se manifesta com inflamação na coluna vertebral, nas articulações sacroilíacas da bacia, nas enteses que são os locais de inserções dos ligamentos e tendões nos ossos, e também nas articulações periférica preferencialmente de membros inferiores, como tornozelos, joelhos e quadris.
A dor na coluna especialmente na região lombar é a queixa mais comum, tem difícil localização irradiando-se para a região glútea, início insidioso; melhora aos movimentos, com atividade física moderada ou banho quente e piora com o repouso. Com a progressão, a dor torna-se persistente, com rigidez e sensação dolorosa difusa na região lombar baixa, podendo acordar o paciente durante o sono. As entesites de região torácica podem causar dor e dificuldade na expansão torácica matinal e nos pés, a dor pode ser intensa ao levantar da cama pela manhã devido à inflamação da região plantar. Inflamação do olho (uveíte anterior aguda, irite aguda ou iridociclite) com dor, lacrimejamento, fotofobia e borramento de visão pode ocorrer em até ¼ dos pacientes, além de alterações gastrointestinais em metade. Manifestações cardiovasculares, neurológicas e pulmonares são raras.
O exame físico mostra limitação dos movimentos da coluna vertebral e dor na região das nádegas. Com a evolução, pode ocorrer a fusão ou anquilose dos ossos da coluna levando à perda de movimentos dos diversos segmentos da coluna, desde o pescoço, até a região lombar.
O tratamento da espondilite anquilosante visa controlar os sintomas e a inflamação com anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, que também ajudam a prevenir dano estrutural e manter a função e a mobilidade da pessoa. Medicamentos modificadores da doença ou agentes imunobiológicos podem ser necessários nos casos mais graves e refratários. Já a fisioterapia e a reabilitação assim como a prática de atividade física e exercícios específicos são fundamentais para manter a mobilidade da coluna e das articulações.
Como a dor na coluna é extremamente comum na população em geral, ressaltamos a importância em procurar o médico reumatologista habilitado a fazer o diagnóstico adequado da EA o mais cedo possível, se este for o caso. Desta forma, será possível evitar a progressão da doença, anquilose da coluna, limitação de movimentos, incapacitação funcional e até procedimentos cirúrgicos que podem ser necessários, caso a doença não seja tratada de forma adequada precocemente.
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