Quais os tipos de câncer de pele mais comuns?

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Dra Mariana Petaccia de Macedo

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Os tipos mais comuns de câncer de pele são aqueles que surgem das células que compõe a superfície da pele. São dois os tipos principais: O carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas. Ambos surgem a partir de acúmulo de alterações nas células da pele, especialmente devido o dano da radiação ultravioleta secundário à exposição solar. Um outro tipo de câncer de pele menos comum, porém muito importante por sua maior agressividade, é o melanoma.

O carcinoma basocelular, também chamado de maneira abreviada de CBC, é o tipo de tumor de pele mais comum. Embora seja um câncer, se diagnosticado e tratado precocemente é curado sem maiores danos ao paciente. São diferentes os tipos (ou sobrenomes) do CBC que podem aparecer em um laudo de exame de patologia. Estes nomes incluem CBC nodular, superficial, esclerodermiforme, infiltrativo, pigmentado, micronodular e são características do tumor que o patologista vê ao microscópio. Em algumas situações, estes termos podem ser utilizados pelo médico como uma informação adicional, entre outras, para decidir o tipo de tratamento preferencial para cada caso.

O carcinoma de células escamosas é também chamado de carcinoma espinocelular, CEC ou carcinoma epidermóide. O CEC pode se apresentar de duas formas, CEC “in-situ” ou CEC invasivo, a depender de onde ele se encontra nas camadas da pele. Se a lesão estiver restrita à porção superior da pele (epiderme), sem invasão, ele é chamado carcinoma de células escamosas “in-situ”, também conhecido como Doença de Bowen. Quando a lesão invade as camadas da pele, é chamada de CEC invasivo.

Tanto o CBC e quanto o CEC se manifestam mais comumente em áreas de exposição solar. Podem se apresentar de diferentes formas, desde pequenos nódulos, elevações, vermelhidão, úlceras que não cicatrizam, lesões verrucosas ou mesmo como cicatrizes. Se o CBC ou CEC não forem tratados, podem atingir tamanhos maiores, causar grandes danos estéticos e funcionais, além de se espalhar para outras partes do corpo através das correntes sanguínea e linfática, gerando as chamadas metástases. Esse fenômeno é mais comumente relacionado aos CECs, porém, embora muito raramente, também podem acontecer relacionados aos CBCs.

O tratamento mais comumente aplicado aos CBCs e CECs em fases iniciais de diagnóstico é a retirada cirúrgica com cuidados oncológicos padronizados para cada condição. A extensão e a técnica para a retirada dependem tanto de características clínicas, quanto de aspectos de patologia relacionados à lesão e ao paciente. Em linhas gerais, no entanto, após a retirada, é fundamental a confirmação do diagnóstico e a certeza de que toda a lesão foi removida por completo, com margens adequadas, garantindo assim que o paciente fique livre de tumor, minimizando as chances de precisar de tratamentos adicionais. Se possível, o ideal é que assa avaliação seja feita por um patologista dedicado à oncologia cutânea. Nos últimos anos, em função da grande evolução da patologia molecular (incorporação de conhecimento e técnicas de análises moleculares e genéticas), muitos patologistas que atuam em centros de referência oncológica se “super-especializaram”, sendo a dermatopatologia uma das áreas onde isto também ocorreu.

Mensagem importante: caso você precise se submeter à retirada de qualquer lesão de pele, mesmo que a suspeita seja de uma lesão benigna, não deixe de perguntar se o material foi encaminhado para exame de patologia. Se seu médico disser que não há necessidade, insista e peça para que a lesão seja examinada, só assim, depois da avaliação por um patologista e emissão de um laudo de exame de patologia, você terá o diagnóstico de certeza e saberá sobre a necessidade ou não algum procedimento adicional.