Sedentarismo pode atingir até pessoas que fazem esporte e vão à academia

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Patricia Alves De Oliveira Giannetti

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De acordo com o dicionário, “sedentário” é aquele que fica quase sempre sentado e não exercita o corpo. Mas, nos últimos tempos, o conceito de sedentarismo vem sendo redefinido e hoje pode ser aplicado até mesmo para quem se exercita.

Um estudo do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos avaliou mais de 240 mil adultos por quase nove anos e concluiu que passar sete ou mais horas sentado por dia eleva a probabilidade de morte até mesmo em pessoas que realizam esporte regularmente. Na Austrália, uma pesquisa da Universidade de Sidney mostrou que substituir, durante quatro anos, uma hora de sofá por outra de pé pode reduzir em 5% as chances de morrer.

“O que esses estudos estão demonstrando é que ter um estilo de vida ativo diariamente pode ser melhor do que praticar algum esporte poucas vezes na semana”, comenta a dra. Patrícia Alves de Oliveira, médica da Unidade de Cardiologia do Exercício do Sírio-Libanês. “Realizar atividades físicas duas vezes por semana, por exemplo, nem sempre compensa o tempo que ficamos sentados. Ou seja, isso pode não nos tirar do sedentarismo”, especifica.

Com o avanço da tecnologia e das comodidades muitas atividades que ajudam a quebrar o sedentarismo estão diminuindo, como subir e descer escadas, sair do carro para abrir o portão da garagem e caminhar para fazer compras. “Até mesmo girar a manivela para fechar o vidro do carro hoje é raro, pois quase tudo é elétrico”, comenta a dra. Patrícia.

Segundo a médica, para deixarmos de ser sedentários precisamos andar aproximadamente 10 mil passos por dia, o equivalente a cerca de 8 km. “Parece muito, né?”, brinca. “Mas calma, todos os passos do nosso dia entram neste cálculo, seja para ir ao banheiro, ao restaurante almoçar, para pegar o carro...”, explica.

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