NASH Day, o Dia Internacional de Combate à Gordura no Fígado

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Sírio-Libanês

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Esteatose Hepática é definida como o acúmulo de gordura em excesso dentro das células do fígado (hepatócitos) tendo como principal fonte os triglicerídeos - um conhecido subproduto do metabolismo inadequado de gorduras provenientes da dieta e do consumo excessivo de carboidratos. Doenças metabólicas como Diabetes Melitus, Obesidade, alterações do metabolismo do colesterol e triglicerídeos (dislipidemia), são as principais comorbidades que predispõem à esteatose hepática.

Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM – MAFLD em inglês) é a definição clínica para essa que é a doença do fígado mais prevalente no mundo. Até pouco tempo era também chamada de Doença Hepática Gordurosa Não-Alcoólica (DHGNA – NAFLD em inglês). Ela não apresenta sintomas na grande maioria das vezes e os pacientes só tomam conhecimento desse problema após consulta com um(a) clínico(a), ginecologista, endocrinologista ou cardiologista, ou após exames de sangue e ecografia de abdome de rotina.

Quando indivíduos obesos e diabéticos são avaliados pela ecografia abdominal, até 70% têm esteatose hepática moderada ou acentuada. Em média 1 em cada 3 pacientes (30%) portadores de esteatose hepática (DHGM) desenvolvem a forma progressiva da doença conhecida como hepatite gordurosa ou Esteatohepatite Metabólica (EHM - MASH em inglês) – até pouco tempo também chamada de Esteatohepatite Não-Alcóolica (EHNA – NASH em inglês).

Em 10 de junho de 2021, o Global Liver Institute (GLI) coordena a quarta edição do Dia Internacional NASH (International NASH Day). Oito painéis virtuais de especialistas internacionais explorarão os conceitos sobre a doença, e as ações que pacientes, sociedade e governantes podem implementar para evitar e tratar esta enfermidade. O evento ocorre todo mês de junho desde 2018 com 80 organizações parceiras em 26 países. Esse ano será transmitido em inglês, espanhol, francês, mandarim e hindi. É o programa global de conscientização mais importante no momento.

A grande importância da forma progressiva de Esteatohepatite Metabólica (EHM - MASH) é o potencial evolutivo para substituição progressiva das células do fígado por processo fibrosante (fibrose hepática). Ao final da progressão da doença pacientes podem desenvolver cirrose hepática e até mesmo câncer de fígado - carcinoma hepatocelular (CHC).

O adequado acompanhamento da Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM) e Esteatohepatite Metabólica (EHM) é feito por um Hepatologista. Além desse especialista, o paciente necessitará de equipe multidisciplinar (nutricionista, endocrinologista, cardiologista) para adequada estratificação de risco e definição de estratégias de tratamento para controlar a progressão da doença e evitar seus desfechos desfavoráveis.