Obesidade e Cirurgia Bariátrica
Sobre o nosso núcleo
O Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Sírio-Libanês é um grupo multidisciplinar que se propõe a atender com excelência os pacientes obesos, obesos infantis, compulsivos, anoréticos, bulímicos ou com outras alterações endocrinológicas.
Para isso, o Núcleo conta com Endocrinologistas, Cirurgiões Bariátricos, Enfermeiras, Fisiatra, Fisioterapeuta, Nutricionista, Psicólogo e Psiquiatra.
Objetivos do Núcleo:
- Tratamento – Tratar de forma adequada esse grupo de pacientes que aumenta a cada dia, como reflexo das mudanças socioculturais do mundo contemporâneo.
- Prevenção – Prevenir o aparecimento de outras doenças relacionadas à obesidade, como diabetes, pressão alta, crise de ácido úrico (gota), AVC, doença coronariana, osteoartrose e apneia do sono, problemas comuns do paciente que se mantém obeso por muitos anos.
- Apoio – Apoiar o anorético e sua família, fazendo o diagnóstico e oferecendo o tratamento multidisciplinar.
O tratamento do obeso deve contemplar orientações completas sobre mudanças de hábito alimentar. Serão encaminhados ao cirurgião apenas os pacientes com indicação cirúrgica já estabelecida pelas sociedades americanas e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os demais contarão com tratamento clínico adequado.
Endereços e horários
Hospital Sírio-Libanês Bela Vista
Rua Dona Adma Jafet, 115
Horário de atendimento
Segunda a sexta: 8h às 20h
Sábado: 8h às 12h
Contato
São Paulo
(11) 3394-5007
Áreas de atuação
- Obesidade e sobrepeso adulto e infantil
- Compulsão alimentar
- Tireoide
- Diabetes
- Hipoglicemia
- Anorexia nervosa
- Síndrome metabólica
- Paratireoide
- Puberdade precoce e retardada
- Crescimento
- Bulimia
- Doenças hipófise
- Adrenal
- Osteoporose
Conheça o Núcleo de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
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Conheça todas nossas especialidadesPerguntas Frequentes
- A obesidade é definida como o excesso de gordura corporal em relação à massa magra (quantidade de músculo). Para diagnosticá-la corretamente é necessário avaliar a composição corpórea do indivíduo.
- No ambulatório, usa-se para isso, como recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice de massa corpórea (IMC), que classifica relações entre peso e altura. Se o IMC estiver entre 25 e 29,9 kg/m2 há sobrepeso ou pré-obesidade. Se for igual ou superior a 30 kg/m2 já se considera obesidade.
O IMC é calculado dividindo o peso, em quilogramas, pela altura, em metros, elevada ao quadrado (IMC = peso/altura2). O IMC apresenta grande precisão, mas tem o inconveniente de não distinguir o aumento de gordura do de músculo, nem a sua distribuição pelo corpo.
Há um aumento da prevalência de obesidade em diversas populações do mundo, incluindo o Brasil. Dados da OMS sugerem uma prevalência de 1,6 bilhão de adultos com sobrepeso no mundo. Destes, cerca de 400 milhões são obesos. No Brasil, 47% da população tem sobrepeso, e 13% das mulheres e 9% dos homens já podem ser considerados obesos.
Sabemos que há uma associação entre obesidade e mortalidade por elevação das doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, diabetes e certos cânceres. A obesidade pode levar a doenças como: Hipertensão arterial, Diabetes, Dislipidemia (problemas de colesterol), Apneia do sono, Refluxo gastroesofágico, Esteatose hepática, Câncer (próstata, mama e colo do útero), Doenças do coração, Derrame cerebral, Trombose, Gota, Dermatoses e acnes. Além de Alterações hormonais com aumento dos pelos corpóreos, Alterações menstruais, Disfunção erétil, Infertilidade, Depressão, Problemas ortopédicos e posturais e Doenças periodontais.
A distribuição do excesso de peso pelo corpo é um importante indicador das alterações metabólicas e cardiovasculares (distúrbios do metabolismo de glicose e lipídeos). O excesso de gordura na parte superior do corpo, considerada obesidade central, androide ou abdominal, é o que mais frequentemente se correlaciona com o aumento da mortalidade e o risco de doenças como diabetes mellitus, hipertensão arterial e aterosclerose.
Podemos utilizar tanto a medida da circunferência abdominal como a relação cintura/quadril.
Relação cintura/quadril – A medição deve ser realizada com o paciente em pé, na expiração. Considera-se cintura a menor circunferência existente entre a última costela e a crista ilíaca ântero-superior. O quadril é medido na região de maior perímetro no nível da região glútea. Como regra geral, uma relação menor do que 0,90 para homens e menor que 0,85 para mulheres pode ser aceita como limite superior da normalidade (valores maiores são considerados como indicativos de distribuição androide).
Perímetro da cintura – Tem sido considerado superior à relação cintura quadril por refletir melhor o conteúdo de gordura visceral. Importante considerar que o valor de risco da cintura modifica com a idade e com os grupos étnicos.
A obesidade é uma doença complexa, multifatorial, resultante da interação de fatores genéticos e ambientais, mediada por condições sociais, econômicas, endócrinas, metabólicas e psiquiátricas. Os fatores ambientais estão ligados aos hábitos de vida, como ingestão de dietas com alto teor calórico e sedentarismo. A herança genética é poligênica, de influência predominantemente na modulação dos neurotransmissores cerebrais ligados ao centro da fome, da saciedade e controle do metabolismo corporal.
São vários fatores que estão envolvidos na causa da obesidade, por isso é tão difícil a sua cura somente por meio de uma medicação. O sucesso no tratamento depende de uma constante vigilância no nível de atividade física e da ingestão de alimentos, além de outros fatores como apoio social, familiar e automonitorização.
Frente a esse aumento da obesidade e das complicações associadas a ela, detectar precocemente indivíduos com excesso de peso e aplicar medidas de mudança do estilo de vida se faz cada vez mais necessário. Ao atender um paciente, é importante classificá-lo quanto ao excesso de peso. Para isso, pode ser utilizado rotineiramente o cálculo do IMC, e definida a localização preferencial do excesso de gordura através da medida da circunferência abdominal. Esses dois parâmetros têm grande utilidade para detectar indivíduos que possam ter os critérios de risco para síndrome metabólica e maior morbidade e mortalidade.
Em crianças e adolescentes, a classificação de sobrepeso e obesidade a partir do índice de massa corpórea não se correlaciona com morbidade e mortalidade da forma em que se define obesidade em adultos, mas o IMC está associado de modo significativo à adiposidade.
A International Obesity Force define sobrepeso para um índice situado na curva de porcentagem de IMC entre valores 85% e 95% para a faixa etária, e a classificação de obesidade corresponde ao valor acima 95%. As crianças obesas apresentam correlação positiva para gordura abdominal e alterações metabólicas (dislipidemia, hiperglicemia, hiperinsulinemia). Não há um ponto de corte para medida de circunferência abdominal definido.
Sugere-se que crianças com percentual de gordura:
- Maior do que 33% e circunferência abdominal superior a 71 cm são mais dispostas a risco cardiovascular
- Menor do que 20% e circunferência abdominal inferior a 61 cm têm risco cardiovascular mínimo.