Fraturas por quedas ou acidentes podem provocar trombose

Cardiologia; Angiologia; Hematologia; Oncologia
Fonte: Dr. Elbio Antonio D’Amico, hematologista no Sírio-Libanês
Publicado em 23/04/2015
Fraturas por quedas ou acidentes podem provocar trombose

​Segundo o dr. Elbio Antonio D'Amico, hematologista no Sírio-Libanês, a trombose pode afetar até 58% dos pacientes que sofreram traumas graves. Isso ocorre tanto pelo impacto nos vasos sanguíneos quanto pelo tempo que a pessoa fica imobilizada na cama após o acidente. "O maior risco é quando ocorrem fraturas de vértebras ou lesões de medula espinhal", informa o especialista.

Previna-se da trombose!

Em casos de cirurgias de grande porte, o médico provavelmente receitará medicamentos anticoagulantes.

Fique atento aos sintomas da trombose depois de traumas graves, principalmente quando houver fratura nas vértebras ou lesões de medula espinhal.

Pratique exercícios físicos regularmente e evite permanecer muito tempo sentado sem movimentar as pernas, como ocorre nos ambientes de trabalho e nas viagens longas.

Evite o sobrepeso, o fumo e a hipertensão; e consulte seu médico para saber se você está no grupo de pessoas mais vulneráveis a sofrerem desse problema.

Os trombos se formam naturalmente no organismo para conter hemorragias, mas aos poucos se dissolvem espontaneamente e a circulação sanguínea volta ao normal. No entanto, em pessoas que têm disfunções nesse processo de limitar a formação de coágulos e desfazê-los, os trombos podem se formar em locais onde não houve sangramento.

Geralmente, os trombos se formam nas veias mais profundas dos membros inferiores. Quando se desprendem, podem migrar até o coração, alcançando os pulmões pela artéria pulmonar. Ao entrar no pulmão, a artéria pulmonar vai se ramificando, dando origem a vasos progressivamente mais estreitos. É esse estreitamento que impede a progressão do coágulo. Quando o trombo impacta um vaso pulmonar ocorre a embolia ou o tromboembolismo pulmonar.

"Alguns eventos trombóticos, como embolia de pulmão, podem ser fatais. Outros podem deixar sequelas importantes, como insuficiência venosa crônica", avalia o dr. D'Amico.

Como muitos dos casos de trombose são assintomáticos, indica-se o uso profilático de medicamentos à base de heparina, que são anticoagulantes, para pessoas que sofreram traumatismos graves.

A trombose costuma se manifestar por meio de dores nas pernas, principalmente nas panturrilhas, podendo chegar até o pé e o tornozelo; sensação de queimação na região afetada; mudanças na cor da pele, que começa a ficar vermelha ou azul; ou inchaço.

Diante desses sinais, procure ajuda médica com urgência. O diagnóstico de trombose é feito por meio de exames de imagem, como Doppler de extremidades e angiotomografia de tórax. Já o tratamento baseia-se no uso de anticoagulantes, levando em consideração o risco hemorrágico inerente a essa classe de medicamentos.

Fatores como colesterol alto, hospitalizações prolongadas, obesidade, consumo de álcool e câncer também aumentam o risco de desenvolver trombose.

O Pronto Atendimento do Sírio-Libanês está preparado para diagnosticar e tratar os diferentes casos de trombose. O corpo clínico do hospital conta também com diversos médicos angiologistas e cirurgiões vasculares, especializados nos cuidados necessários contra essa doença.