Serviço de Reabilitação ajuda pacientes que tiveram traumatismo cranioencefálico a retomarem atividades diárias

Centro de Reabilitação
Fonte: Dra. Isabel Chateaubriand Diniz de Salles, médica fisiatra e coordenadora do Serviço de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês
Publicado em 26/02/2016

O traumatismo cranioencefálico (TCE) ocorre quando uma força externa, advinda de um trauma, provoca danos ao encéfalo (cérebro + tronco encefálico). Esses danos podem se manifestar por diferentes graus de deficiências físicas, cognitivas, comportamentais e perceptuais, com sequelas permanentes ou temporárias, dependendo da extensão, da gravidade e do atendimento médico prestado na fase inicial.

O TCE pode ser aberto, quando há penetração do crânio, como a entrada de um projétil de arma de fogo, ou fechado, causado pelo impacto e movimento de aceleração e desaceleração do cérebro dentro da calota craniana, como em acidentes com veículos automotores.

Os traumatismos cranioencefálicos podem ser classificados como leves, moderados ou graves, com base em instrumentos utilizados para avaliação médica, de acordo com o quadro e a capacidade de o paciente atender a comandos como abrir os olhos, mover membros e se comunicar.

Esse tipo de traumatismo leve pode acarretar disfunções temporárias, como perda de consciência ou confusão mental, problemas relacionados a memória e atenção, alterações de equilíbrio, vertigem, distúrbios do sono e alterações de comportamento. Traumatismos mais severos podem incluir, além desses sintomas, convulsões, déficits motores e sensoriais e problemas cognitivos, de comunicação, de comportamento e emocionais.

A reabilitação presta-se a ajudar o paciente a reaprender tarefas simples do dia a dia, como andar, falar e comer. Além disso, a equipe de reabilitação, pela atuação de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos, dará suporte aos familiares e cuidadores, orientando-os e os envolvendo no processo.

A incidência desse tipo de lesão tende a ser maior em jovens do sexo masculino, em função da probabilidade mais alta de exposição a acidentes automobilísticos e à violência. Em idosos e crianças pequenas, a grande causa de TCE são as quedas.

A prevenção ainda é a medida mais importante para minimizar a incidência do trauma encefálico. Isso inclui a utilização de cinto de segurança e airbags nos automóveis, além de capacetes para as pessoas que andam de moto ou bicicleta.

Campanhas mais rigorosas mostrando os riscos decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas e educação para um trânsito mais seguro também se mostram de grande importância. Em relação à prevenção de quedas, melhor iluminação e readequação do ambiente domiciliar —com a remoção de tapetes soltos, uso de barras e piso antiderrapante nos banheiros —também são medidas recomendadas e eficazes para evitar a ocorrência de acidentes que podem provocar traumatismo cranioencefálico.

Com uma equipe multiprofissional, o Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês está habilitado para atender pacientes com traumatismo cranioencefálico e ajudá-los em sua recuperação. Acesse aqui e conheça mais esse serviço.

Para outras informações, entre em contato:
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