Saiba como são feitas as biópsias oncológicas

Oncologia
Fonte: Dra. Renata Coudry, coordenadora médica do Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Sírio-Libanês.
Publicado em 10/01/2018

A biópsia é um dos primeiros passos para se descobrir a presença e a magnitude de um câncer. Trata-se do procedimento que faz a coleta do tecido suspeito (lesão), que será submetido a análises em laboratório. Esse tecido pode ser um pedaço de qualquer órgão, sangue, osso, pele, músculo, entre outros fragmentos do nosso corpo.

Biópsias vão além da área oncológica

Além de ajudar a detectar a presença de um câncer, as biópsias podem ser decisivas para esclarecer a natureza de processos inflamatórios e/ou infecciosos em várias especialidades médicas, como reumatologia, nefrologia, pneumologia, hepatologia, cardiologia e ortopedia. Elas são igualmente importantes na avaliação de qualquer tipo de crescimento de tecido no corpo, sejam eles benignos ou malignos.

Existem diferentes técnicas de biópsias, que vão desde cirurgia para remoção total do tecido suspeito, conhecida como biópsia excisional, até métodos que fazem uso de pinças cirúrgicas, agulhas especiais ou sucção a vácuo para extrair amostras da lesão.

Segundo a coordenadora médica do Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Sírio-Libanês, a Dra. Renata Coudry, a escolha do tipo de biópsia depende de diversos fatores. “Para cada biópsia, devemos levar em conta o tipo de tecido que será avaliado, o tamanho da lesão, os obstáculos para o acesso à lesão e, muito importante, as condições clínicas do paciente”, explica.

Em geral, as biópsias têm se tornado menos invasivas, o que proporciona uma recuperação mais rápida para o paciente e baixo risco de complicações, avalia a Dra. Renata. “Isso representa menos incômodo para os pacientes, sem que o trabalho de análise das amostras colhidas seja comprometido”, diz.

As recomendações internacionais indicam que, após a realização da biópsia, o diagnóstico da lesão seja feito em até cinco dias úteis a fim de planejar o melhor cuidado para o paciente. No Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Sírio-Libanês, onde profissionais altamente preparados fazem uso de equipamentos de última geração, os resultados das biópsias são divulgados em até dois dias úteis.

Diversas técnicas podem ser empregadas no tecido colhido das biópsias, como histologia convencional, histologia por colorações especiais, citologia, imuno-histoquímica, microscopia eletrônica e, mais recentemente, algumas técnicas de biologia molecular.

Uma das tecnologias de biologia molecular utilizadas pelo Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Sírio-Libanês é o sequenciamento genético de nova geração, que permite analisar diversos genes ao mesmo tempo, oferecendo maior abrangência no estudo de tumores. “Esse tipo de sequenciamento é muito utilizado por oncologistas, pois permite que eles decidam qual esquema de tratamento contra o câncer é o mais indicado para cada paciente”, explica a Dra. Renata.

O Hospital Sírio-Libanês conta também com equipamentos de telepatologia, que possibilitam a troca de experiências e discussões de casos com equipes multidisciplinares. Biópsias realizadas no Hospital podem, por exemplo, ser digitalizadas e enviadas pela internet para a avaliação de profissionais em qualquer parte do mundo por meio de computadores, tablets ou smartphones.

Em 2017, o Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Sírio-Libanês analisou 40.487 biópsias.

Veja no infográfico abaixo as principais técnicas de biópsias oncológicas:

Biópsias oncológicas