Médico também de mulheres, urologista trata cálculo renal, incontinência urinária e cistite

Urologia
Fonte: Dr. Marco Antonio Arap, urologista no Sírio-Libanês
Publicado em 04/03/2015
Médico também de mulheres

De cada dez pacientes atendidos pelo dr. Marco Antonio Arap, urologista no Sírio-Libanês, apenas três são mulheres. “Ainda está muito presente uma falsa ideia de que os urologistas são médicos de homens e os ginecologistas são médicos de mulheres”, avalia.

A percepção do dr. Arap, no entanto, é que a maioria das mulheres sabem que os urologistas tratam do aparelho urinário de qualquer pessoa, independentemente do sexo. “O problema é que geralmente elas só procuram por um urologista quando são indicadas por médicos de outras especialidades”, comenta. “Raramente recebemos uma mulher que veio fazer um check-up urológico por livre e espontânea vontade”, acrescenta o médico, que também é doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Apesar de ser uma especialidade pouco procurada pelas mulheres, a urologia é a área médica responsável pelo tratamento de cálculos renais, por exemplo. Mulheres que sofrem desse problema devem fazer um acompanhamento regular com um urologista, realizando exames a cada seis meses ou um ano.

Em caso de mulheres com tumores nos rins ou na bexiga, o acompanhamento de um urologista é fundamental.

A especialidade também atende mulheres com infecção urinária e incontinência urinária, doença que atinge 40% das grávidas e 35% daquelas que estão na pós-menopausa, cuidando também de prolapso genital (problema em que os órgão genitais internos da mulher são projetados para fora).

Qualquer problema envolvendo os rins, os ureteres, a bexiga urinária e a uretra de homens e mulheres pode ser tratado pelos urologistas, assim com as doenças nos órgãos do sistema reprodutor masculino.

Mulheres são minoria também entre os médicos

Além de procurarem menos os serviços de urologia, as mulheres parecem também ter menos interesse em se especializar nessa área médica. Dos 5.645 profissionais cadastrados na Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) hoje, apenas cem (menos de 2%) são mulheres.

Uma pesquisa feita pela urologista Beatriz Helena de Paula Cabral, em 1997, com todas as médicas credenciadas à SBU, sugere que as mulheres seriam na verdade desencorajadas a seguir nessa especialidade ainda durante o curso médico.

Os motivos, segundo a análise da dra. Cabral, estariam associados a uma possível restrição de pacientes, já que muitos homens dificilmente escolheriam uma mulher para lhes prestar atendimento que envolvesse exames clínicos em seu órgão genital ou na próstata, por exemplo. Revelar a uma médica problemas de impotência sexual também parece ser mais constrangedor do que revelar a um homem, segundo a pesquisa.

Talvez, por isso, a maioria das mulheres urologistas acaba por se especializar no atendimento feminino ou infantil.

No Sírio-Libanês, o corpo clínico do Núcleo Avançado de Urologia é composto por mulheres e homens, especializados nas diversas subáreas da urologia. Acesse aqui e conheça nossa equipe de urologistas.