Fevereiro Verde: é preciso falar sobre o câncer de vias biliares

 
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Publicado em 27/02/2019

O colangiocarcinoma, mais prevalente em homens de meia idade, tem diagnóstico difícil e pode estar relacionado a diabetes e obesidade Fevereiro é o mês de cuidado e prevenção contra o câncer de vias biliares, ductos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao intestino delgado e por onde circula a bile, fluído que auxilia a digestão. Apesar de ser um tipo raro de neoplasia – corresponde a apenas 3% dos tumores gastrointestinais – o colangiocarcinoma tem uma alta taxa de mortalidade e difícil diagnóstico, conforme explica o Dr. Marcos Belotto, gastrocirurgião do Hospital Sírio Libanês. "A neoplasia de vias biliares é um tipo de tumor que, em geral, só apresenta sintomas na fase mais avançada da doença, por isso que o seu diagnóstico é tão difícil", alerta.

Em geral, os primeiros sintomas aparecem quando o tumor gera a obstrução das vias biliares, conforme detalha Belotto. "A icterícia indolor – ou amarelamento da pele é o sinal mais frequente, presente em cerca de 90% dos casos, conforme estudos. A perda de peso sem causa aparente é outro sinal importante, bem como a presença de náusea, vômitos, urina escura, fezes esbranquiçadas e, em alguns casos, intolerância a alimentos gordurosos", pontua.

Não se sabe ao certo as causas da doença, embora alguns fatores de risco tenham sido indicados por diversos estudos sobre o tema, como obesidade, tabagismo e diabetes.

Além deles, estudos indicam também que algumas doenças inflamatórias no local podem aumentar as chances, principalmente a colangite esclerosante, hepatite C relacionada a cirrose hepática e retocolite ulcerativa. "Pessoas que apresentem esses fatores devem realizar um acompanhamento médico mais rigoroso para prevenir esse tipo de câncer. Homens, entre 50 e 55 anos, diabéticos ou que tenham algum histórico familiar de tumores gastrointestinais, também devem ficar atentos", alerta o médico.