Dezembro Laranja reforça cuidados contra o câncer de pele

Núcleo Avançado do Câncer da Pele; Centro de oncologia
Fonte: Dra. Marina Sahade, oncologista clínica no Hospital Sírio-Libanês.
Publicado em 31/12/2015
Dezembro Laranja reforça cuidados contra o câncer de pele

​​​​​​​​​​Para estimular a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou em 2014 a campanha Dezembro Laranja. Desde então, durante o mês de dezembro, diversas ações passaram a ser realizadas para lembrar a importância do cuidado com a pele, como distribuição de fôlderes educativos nas ruas; iluminações de monumentos famosos na cor laranja, como o Congresso Nacional e o Cristo Redentor; e debates e palestras sobre o tema.

Para se proteger corretamente contra o sol

  • Passe protetor solar, diariamente, com fator de proteção solar (FPS) de no mínimo 30, independentemente da cor da pele.
  • Lembre-se de passar protetor nas orelhas, no pescoço, no nariz, nos pés e nas mãos, formando uma pequena camada protetora e visível na pele.
  • Aplique o produto, pelo menos, 30 minutos antes da exposição ao sol.
  • Reaplique a cada duas horas ou sempre que entrar no mar ou na piscina.
  • Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h.
  • Use chapéu com abas, bonés e óculos escuros quando se expor ao sol.

Os cânceres de pele são divididos em não melanomas, que são os mais frequentes (correspondem a 25% do total de tumores diagnosticados no Brasil) e apresentam altos percentuais de cura, e melanomas - mais agressivos e com maior chance de causar metástase.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estimativa para 2016 é de 175.760 novos casos de câncer de pele não melanomas e 5.670 melanomas distribuídos em todo o território brasileiro.

Enquanto as mulheres parecem ser as mais afetadas pelo câncer de pele não melanoma, são os homens que ocupam essa posição no caso dos melanomas, principalmente os brancos com mais de 50 anos de idade. "Isso provavelmente se deve ao fato de que homens tendem a dar menor atenção à pele, e costumam procurar ajuda médica em fases mais tardias", avalia a dra. Marina Sahade, oncologista clínica no Hospital Sírio-Libanês.

O maior fator de risco ambiental para os cânceres de pele é a exposição solar, sobretudo quando ela ocorre sem proteção e de forma intermitente durante a infância e a adolescência (Saiba mais ao lado). O uso de câmeras de bronzeamento artificial também pode elevar o risco para a doença e deve ser contraindicado.

Pessoas com muitas pintas ou sardas, pele e cabelos claros ou com histórico familiar de melanoma devem redobrar a atenção, pois estão entre as mais vulneráveis ao desenvolvimento de cânceres de pele.

Novas perspectivas de tratamento contra os melanomas

Quando detectado precocemente, o melanoma tem uma grande chance de cura, mas se a lesão for descoberta em fases avançadas, existe risco de que ele se torne uma doença metastática e agressiva. Portanto, é necessário estarmos sempre em alerta com nossas pintas, observando os sinais conhecidos como ABCD+E. São eles:

A - Assimetria - uma metade da pinta não se parece com a outra.
B - Bordas - as bordas da pinta são irregulares, mal definidas ou com terminação abrupta.
C - Cores - podem ser observadas diferentes cores na mesma pinta.
D - Diâmetro - o diâmetro da pinta é maior que 6 milímetros.
E - Evolução - a pinta modifica suas características com o passar do tempo.

Diante desses sinais, que podem indicar um melanoma, um médico especializado deve ser consultado sem perda de tempo. O diagnóstico será feito pelo exame da pinta - geralmente com o uso de equipamentos que ampliam a imagem da pinta (magnificação) e, eventualmente, com o estudo da pinta após sua remoção cirúrgica. Exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET/CT (tomografia com emissão de pósitrons), entre outros, podem ser indicados para pesquisas de metástase.

O Hospital Sírio-Libanês dispõe de vários recursos para diagnóstico e tratamento dos diferentes tipos de câncer de pele, sendo cada um deles indicado de acordo com o tamanho da lesão, sua localização, o tipo e a idade.

No tratamento dos melanomas, o diagnóstico precoce e a remoção cirúrgica de toda a lesão com margem de segurança são os principais determinantes para a cura. A abordagem multidisciplinar transformou positivamente o prognóstico dos pacientes com lesões de maior risco.

Mais recentemente, resultados positivos vêm sendo observados com o uso da imunoterapia no tratamento das doenças metastáticas. "Diferentemente da radioterapia e da quimioterapia que agem contra as células cancerígenas, a imunoterapia atua no paciente, induzindo seu próprio sistema imunológico a enfrentar o problema", explica a dra. Marina Sahade. "E, de uma forma geral, esse tipo de tratamento apresenta efeitos colaterais mais toleráveis que os demais", acrescenta.

O Hospital Sírio-Libanês conta com um grupo de oncologia cutânea, do qual fazem parte oncologistas clínicos, dermatologistas, cirurgiões, radioterapeutas, patologistas, entre outros profissionais especializados em melanoma. Eles se reúnem semanalmente e decidem em conjunto a abordagem a ser seguida para cada paciente. "Esse atendimento multidisciplinar nos permite uma avaliação mais ampla e completa do tratamento", ressalta a dra. Marina.

Para saber mais sobre os serviços oferecidos pelo Hospital Sírio-Libanês no tratamento de câncer de pele, acesse aqui.