Atualize-se sobre o Coronavírus: Quais são os sintomas? Existe tratamento? O que as autoridades têm feito?

 
Fonte: Dr. David Uip - Infectologista | CRM: 25876
Publicado em 30/01/2020

Os coronavírus são a causa de 5 a 10 por cento das infecções do "trato respiratório alto" adquiridas na comunidade e também tem papel importante quanto à gravidade das manifestações clínicas em crianças e adultos.

Um novo tipo de coronavírus (nCoV-2019), detectado inicialmente na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, é responsável pela morte de mais de 50 pessoas e já atinge diversos países: Arábia Saudita, Austrália, EUA, Coreia do Sul, França, Japão, Macau, Malásia, Nepal, Singapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã. Ainda não há casos confirmados no Brasil.

No passado, outros coronavírus causaram síndromes de repercussão na saúde pública. Em 2002 - Síndrome Respiratória Aguda (SARS) e em 2012 - Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS)

O quadro clínico caracteriza-se por febre, tosse e dificuldade de respirar, sintomas esses comuns a várias outras viroses, daí a dificuldade de se estabelecer o diagnóstico diferencial.

O período de incubação do vírus é de até 14 dias.

A transmissão inicial provável foi o contato de seres humanos com frutos do mar e animais vivos vendidos em um mercado público na província de Hubei. Embora já se conheça, o potencial de transmissão inter-humanos ainda se encontra em investigação.

São considerados casos suspeitos os pacientes com sintomas da doença e que tenham viajado para área de transmissão ativa do vírus (províncias de Hubei e a província de Guangdong) nos últimos 14 dias do início da manifestação clínica.

A confirmação do diagnóstico é feita por exames sofisticados de biologia molecular realizados em laboratórios especializados.

Não existe tratamento específico e tampouco vacina preventiva. São utilizados medicamentos sintomáticos e os casos mais graves devem ser encaminhados aos serviços de saúde.

A taxa de mortalidade ainda não é conhecida.

A prevenção é feita através de medidas de higiene habitual: evitar aglomerações e contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos antes e depois das refeições e, especialmente, após contato direto com doentes; evitar a transmissão através da tosse e do espirro praticando a “etiqueta da tosse” ou seja, usar lenços de papel descartáveis para cobrir o nariz e aboca lavando as mãos logo em seguida.

Até o momento, não há restrições para viagens internacionais.