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Sua Saúde

Adolescentes, jovens e adultos também precisam de vacinação

Infectologia
Fonte: Dr. Maria Zilda de Aquino, médica pediatra, infectologista e coordenadora do Centro de Imunizações do Sírio-Libanês
Publicado em 10/11/2014
Vacinação em Crianças, Adolescentes e Adultos

​​Quando foi a última vez que você tomou uma vacina? Para quais doenças você está imunizado? Se você não conseguiu responder a essas duas perguntas, vale a pena procurar sua carteirinha de vacinação e comparecer a uma clínica de vacinação.

Embora muitas vezes associada apenas às crianças e aos idosos, a vacina também é importante para adolescentes, jovens e adultos. A prova disso está na ampliação da oferta de imunizações para esses grupos populacionais no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde março, por exemplo, o SUS está oferecendo imunização às adolescentes de 11 a 13 anos de idade contra o papilomavírus humano (HPV). Em 2015, a dose passará a ser oferecida às meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, exclusivamente para as meninas com 9 anos.

Vacine-se e proteja-se

HPV — Transmitido principalmente por via sexual, o papilomavírus humano pode provocar, entre outras reações, a formação de verrugas na genitália e câncer no colo do útero.

Hepatite A — Transmitida por meio de água e alimentos contaminados. Embora não seja frequente, a doença pode provocar hepatite fulminante, quadro que se caracteriza pela necrose maciça e morte das células hepáticas.

Hepatite B — Transmitida da mãe para o bebê, por via sexual e por meio de materiais perfurocortantes, pode causar inflamações graves no fígado e exigir tratamentos antivirais.

Coqueluche (pertussis ou tosse comprida)— Transmitida pelo doente ao tossir, é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório, causando convulsões e pneumonias.

Difteria — Doença respiratória infectocontagiosa que, em caso de inflamações na laringe, por exemplo, pode provocar obstrução das vias aéreas.

Tétano — Provocado pelo bacilo tetânico, encontrado em fezes e objetos contaminados. Ao entrar em contato com feridas na pele, essa bactéria pode provocar rigidez muscular em todo o corpo.

Sarampo — Transmitido pelo doente ao tossir ou espirrar, pode se agravar quando atinge as gestantes, levando ao aborto ou ao parto prematuro.

Caxumba — Doença infecciosa. Geralmente benigna, mas pode provocar inflamação dos testículos e dos ovários, resultando em esterilidade.

Rubéola — O contágio ocorre principalmente pelas vias respiratórias, com a aspiração de gotículas de saliva ou secreção nasal. Quando transmitida da mãe para o feto, traz o risco de malformações, como surdez e problemas visuais congênitos na criança.

Pneumococo — É uma classe de bactérias que pode causar várias doenças, como otite, sinusite, pneumonia, meningite e septicemia.

Gripe — Doença aguda que acomete as vias respiratórias. Em pessoas vulneráveis, como crianças, idosos e imunodeficientes, pode ser mais perigosa, contribuindo para a aparição de pneumonias virais e bacterianas.

Febre amarela — Transmitida por mosquito, essa doença pode provocar, nos casos mais graves, hemorragias, problemas cardíacos e comprometer os rins, fígado e pulmões.

“A estratégia do governo é vacinar as mulheres, que são as mais afetadas pelo HPV, antes do início da vida sexual”, explica a coordenadora do Centro de Imunizações do Sírio-Libanês, dra. Maria Zilda de Aquino.

Hepatites A e B, coqueluche, difteria e tétano

Desde agosto, o Ministério da Saúde começou a oferecer a vacina contra a hepatite A, mas, por enquanto, apenas para as crianças de 1 a 2 anos de idade, as mais vulneráveis à doença. No entanto, no Centro de Imunizações do Sírio-Libanês, essa vacina está disponível para todas as faixas etárias. Adultos em contato com crianças portadoras da hepatite A e profissionais de saúde devem ser imunizados.

Já em relação à hepatite B, a faixa etária de imunização coberta pelo governo aumentou em 2012. A disponibilidade de vacinação gratuita contra a doença passou de pessoas com até 30 anos para pessoas com até 49 anos.

Outra recente mudança no esquema de vacinação para adolescentes, jovens e adultos no País se refere à imunização contra a coqueluche. Agora, gestantes de todas as idades podem receber gratuitamente a vacina tríplice acelular no SUS. Além da coqueluche, essa vacina protege contra a difteria e o tétano.

A ideia, segundo explica a dra. Maria Zilda, é imunizar as mães e assim proteger seus bebês nos primeiros 6 meses de vida, quando ainda são vulneráveis, pois o esquema de vacinação não está completo.

A médica conta que vários pais não imunizados ou com o prazo de proteção da vacina expirado contraem a doença e acabam por transmiti-la aos filhos. “Por isso, o governo optou por imunizar primeiramente as mulheres grávidas contra a coqueluche”, diz. “Assim, estão protegendo as mães e diminuindo os riscos dos bebês.”

Sarampo, caxumba e rubéola

Oferecida pelo governo a todas as crianças logo aos 12 meses de vida, a vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola também merece atenção dos mais velhos.

No caso da rubéola, mesmo com a vacinação na infância, a proteção tende a diminuir ao longo dos anos. Uma dose de reforço, então, é recomendada aos jovens e adultos, principalmente às mulheres que possam engravidar.

Pneumococo, gripe e febre amarela

Entre as vacinas atualmente disponíveis no País contra o pneumococo, destacam-se a Pneumo 13 e a Pneumo 23. Elas protegem contra essas quantidades de sorotipos do pneumococo. Pessoas de todas as faixa etárias que tenham doenças cardiovasculares ou pulmonares, diabetes, cirrose hepática, insuficiência renal, aids ou câncer devem ser imunizadas.

A vacina Influenza, contra a gripe, também é recomendada a crianças, idosos, gestantes, mulheres em período pós-parto, profissionais de saúde e doentes crônicos, independentemente da idade.

Por fim, a vacina contra a febre amarela deve ser tomada por todos que planejem passar pelas regiões com risco de transmissão da doença no Brasil e no mundo (veja aqui quais são essas regiões). Essa vacina deve ser tomada com, no mínimo, dez dias de antecedência e tem validade de dez anos.

“Não importa sua idade, você pode e deve ser imunizado contra vários tipos de doenças”, avalia a dra. Maria Zilda. “Algumas pessoas erroneamente criticam a imunização por motivos preconceituosos e sem conhecimentos científicos, mas é evidente que as vacinas representam um dos maiores avanços da ciência e que só são colocadas no mercado quando os benefícios são muito superiores aos riscos”, acrescenta.

Imunizações contra todas essas doenças, assim como de outras não citadas neste texto, podem ser encontradas no Sírio-Libanês para todas as faixas etárias e em diferentes combinações.

Acesse a página do Centro de Imunizações e saiba mais sobre o assunto.