Protocolos Clínicos Gerenciados

Protocolos Clínicos Gerenciados

Protocolo Gerenciado de Sepse

Gerente: Dr. Felipe Duarte Silva

Sepse é uma condição clínica aguda, de alta prevalência, caracterizada por uma reação exagerada do organismo frente a uma determinada infecção. Apresenta elevada morbi-mortalidade e onera os sistemas de saúde de forma expressiva. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 31 milhões de pessoas são acometidas anualmente pela doença e 20% destas, morrem em decorrência da mesma. O reconhecimento precoce desta condição, com a aplicação de medidas clínicas – como o uso do antibiótico para infecções de origem bacterianas, a reposição de fluidos quando necessária e a internação em unidades adequadas são ações diferenciais no sucesso do tratamento.

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2008 trabalha com um protocolo gerenciado para este tratamento.

Objetivos:

  • Identificar precocemente pacientes com sepse por infecção bacteriana na instituição;
  • Administração de antimicrobiano efetivo na 1ª hora após o reconhecimento de sinais de sepse;
  • Realização a abordagem inicial do paciente com sepse adotando o pacote de ações preconizadas: coleta de hemocultura, lactato e administração de fluidos para ressuscitação volêmica (quando indicada, ou seja, para pacientes hipotensos, com outros sinais de hipoperfusão organica ou com lactato elevado), em tempo hábil (inferior a 3 horas, preferencialmente na primeira hora)

O que medimos?

Mortalidade da Sepse

A Sepse é uma das principais causas de mortalidade hospitalar.

Medimos o resultado do tratamento dos pacientes com SEPSE, por meio da porcentagem de pacientes que evoluíram a óbito em decorrência desta doença.

Nossos resultados são comparados periodicamente com dados de instituições hospitalares nacionais e internacionais e são considerados excelentes.

No indicador a seguir, monitoramos o resultado do tratamento dos pacientes com sepse por infecção bacteriana. Em comparação com dados dos hospitais brasileiros e estrangeiros podemos observar que nossos resultados superam o esperado. A meta estabelecida de 14% foi definida com benchmarking internacional, conforme ilustra o gráfico a seguir.

Taxa de letalidade por sepse
*ILAS: Instituto Latino Americano da Sepse

Protocolo Gerenciado de Profilaxia de Tromboembolismo Venoso (TEV)

Gerente: Dr. Luiz Francisco Cardoso

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é a complicação aguda mais temível da trombose venosa profunda, sendo amplamente conhecida como uma das causas de morte evitável mais comum no paciente hospitalizado.

Além de importante impacto na mortalidade hospitalar, tanto TEP, quanto TVP (genericamente chamados de Tromboembolismo Venoso – TEV) podem agregar significativa morbidade a estes pacientes, prolongando tempo de internação e, por vezes promovendo impacto funcional significativo às custas de trombose venosa recorrente, hipertensão venosa (e/ou pulmonar) crônica e síndrome pós trombótica.

Por isso, o Hospital Sírio Libanês elaborou em 2010 o protocolo gerenciado que contempla as melhores evidências científicas sobre o assunto, constantemente atualizado por um comitê científico de especialistas no assunto e que reflita a prática Institucional de profilaxia de TEV no Hospital, que é fundamental no processo de segurança.

Objetivos:

  • Padronizar a avaliação de risco de TEV nos pacientes adultos clínicos ou cirúrgicos com idade igual ou superior a 18 anos em regime de internação hospitalar, promovendo a partir desta apoio à decisão terapêutica às equipes médicas e assistenciais.
  • Reduzir de forma segura os eventos evitáveis de TEV

O que medimos?

No indicador abaixo, medimos a porcentagem de pacientes clínicos que receberam a recomendação de uso da quimioprofilaxia durante a internação, conforme protocolo institucional de profilaxia. A meta de 78% é baseada em benchmarking internacional, conforme ilustra o gráfico a seguir.

Porcentagem de pacientes clínicos com a indicação e uso de quimioprofilaxia
**IQG: Instituto Qualisa de Gestão

Protocolos Gerenciados de Infarto

Gerente: Dr. Luciano Moreira Baracioli

Clinicamente reconhecido a partir do início do século 20, o Infarto permanece até os dias atuais como importante problema de saúde pública, sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo.

No Brasil, estima-se cerca de 350 mil casos novos por ano. O diagnóstico e tratamento adequados no Infarto são importantes na evolução dos pacientes.

Os sintomas clínicos classicamente relacionados incluem dor torácica persistente, de caráter opressivo e com irradiação para o pescoço, membro superior esquerdo ou mandíbula. Sudorese, dificuldade para respirar, náuseas e vômitos, dor abdominal e síncope (desmaio) também podem estar associados. A dificuldade de respirar de início súbito ou piora recente representa o equivalente isquêmico mais comum; e, admite-se que nos pacientes mais idosos, mulheres, diabéticos e pacientes com demência a apresentação clínica “atípica” é mais frequente, devendo ser mais valorizadas queixas como dor epigástrica, indigestão, dor pleurítica e dispneia, mesmo na ausência de dor torácica. Fatores como idade avançada, sexo masculino, história de doença arterial coronária pessoal prévia ou precoce nos familiares, diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial, insuficiência renal crônica e doença vascular periférica ou carotídea aumentam a probabilidade de os sintomas serem decorrentes de uma SCA.

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2009 trabalha com um protocolo gerenciado para este tratamento.

Objetivos:

  • Estabelecer um protocolo de condutas para a abordagem diagnóstica e terapêutica do Infarto
  • Padronizar e uniformizar o atendimento aos pacientes com Infarto;
  • Estabelecer um fluxograma simples e claro da sequência de ações a serem tomadas, buscando atingir a rapidez e a agilidade necessárias à condução desses pacientes;
  • Apresentar um conjunto de cuidados e medidas terapêuticas que devem compor o tratamento desses pacientes durante a internação e avaliar a aderência a essas recomendações;

Protocolo gerenciado de Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Gerente: Dr. Eli Faria Evaristo

O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das maiores causas de morte e incapacidade funcional no mundo. Caracteriza-se por um déficit neurológico, geralmente focal, de instalação súbita e com rápida evolução, decorrente do dano localizado em alguma região cerebral, o qual pode ser de natureza isquêmica (AVCI) ou hemorrágica (AVCH).

No caso do AVCI o dano é causado pela redução da oferta de oxigênio e do suprimento energético decorrentes do comprometimento do fluxo sanguíneo (isquemia) para aquela respectiva região do cérebro.

No AVCH o dano decorre do rápido extravasamento de sangue no interior do tecido cerebral, ao que chamamos de hemorragia intraparenquimatosa, com compressão mecânica local, comprometimento da anatomia normal do tecido cerebral próximo, e aumento da pressão intracraniana.

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2016 trabalha com um protocolo gerenciado para este tratamento.

Objetivos:

  • Implantação de um programa multiprofissional e multidisciplinar na avaliação e tratamento dos pacientes com AVC, visando promover atendimento ágil, com segurança e eficácia, baseado nas melhores evidências na literatura médica, periodicamente atualizadas.

Protocolo Gerenciado de Insuficiência Cardíaca (IC) com Fração de Ejeção Reduzida

Gerente: Dra. Roberta Saretta

A Insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica caracterizada por sinais e sintomas típicos (por exemplo, falta de ar, cansaço, edema de membros inferiores, etc.), resultantes de anormalidade na estrutura e/ou na função do coração em receber, acomodar e ejetar o sangue para a circulação. O cuidado ao paciente com IC é complexo e exige múltiplas abordagens, tanto medicamentosas, quanto de reabilitação e suporte.

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2017 trabalha com um protocolo gerenciado para este tratamento.

Objetivos:

  • Redução de morbidade (alívio dos sintomas; melhora da qualidade de vida e do estado funcional e redução da taxa de hospitalização) e
  • Redução da mortalidade.

Protocolo de Diagnóstico e Tratamento da Hipoglicemia

Gerente: Enfª Luciana Maria de Freitas

A hipoglicemia é a urgência médica endocrinológica mais frequente, de fácil tratamento e da qual a maioria dos pacientes se restabelece completamente, sem sequelas, desde que devidamente diagnosticada e tratada prontamente. Pode decorrer de situações anormais do próprio organismo, por exemplo, como resposta à determinadas doenças ou em decorrência dos tratamentos de hiperglicemia. Costuma manifestar-se por sintomas de tremores, mal estar, visão turva, sudorese nos casos mais leves e é caracterizada pela glicemia capilar igual ou inferior a 70mg/dL.

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2015 trabalha com um protocolo gerenciado para este tratamento.

Objetivos:

  • Manter atitude ágil e uniforme frente a um evento clínico frequentemente encontrado tanto em pacientes diabéticos, quanto em jejum prolongado ou, ainda, em outras situações clínicas de risco.

Protocolo de Antibioticoprofilaxia no Paciente Cirúrgico

Gerente: Dra. Maura Salaroli de Oliveira

A profilaxia antibiótica em cirurgia tem como objetivo a redução do risco de infecção na ferida operatória.

Há estudos que demonstram maior eficácia da administração do antibiótico profilático quando esta é realizada próximo ao início da cirurgia

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2011 trabalha com o protocolo gerenciado de antibioticoprofilaxia

Objetivos:

  • Garantir a administração do antibiótico mais adequado para a necessidade clínica do paciente no momento pré-cirúrgico, bem como no tempo melhor recomendado pela literatura no assunto.

O que medimos?

Há estudos que demonstram maior eficácia da administração do antibiótico profilático quando esta é realizada próximo ao início da cirurgia.

Neste indicador avaliamos a proporção de pacientes que receberam o antibiótico profilático adequado no tempo preconizado, ou seja, nos 60 minutos que antecedem a incisão cirúrgica. A meta estabelecida de 90% é baseada em benchmarking internacional.

Taxa de administração de antibiótico profilático no tempo preconizado

Protocolos Gerenciados de Sepse em Criança

Gerente: Dra. Daniela Carla de Souza

A sepse é uma síndrome de fisiopatologia complexa e dinâmica, que resulta de uma resposta desregulada do organismo frente a uma infecção. Esta resposta inflamatória desregulada causa disfunção orgânica e risco de vida. A doença pode se apresentar por meio de uma variedade de sinais e sintomas, que podem variar de intensidade entre indivíduos e em um mesmo individuo durante o curso agudo da doença. A sepse grave representa uma importante causa de hospitalização de crianças, sendo uma das principais doenças em Unidades de Terapia Intensivas Pediátrica (UTIP) tanto em termos de frequência quanto de gravidade.

Neste sentido, o Sírio-Libanês, desde 2019 trabalha com um protocolo gerenciado para este tratamento.

Objetivos:

  • Normatizar o atendimento de sepse grave e choque séptico em crianças no Sírio Libanês