Protocolo de Tromboembolismo Venoso (TEV)

O que é?

O termo tromboembolismo venoso (TEV) inclui duas condições frequentes, que são a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP), sendo esta a causa de morte evitável mais comum no paciente hospitalizado.

Chamamos de trombose venosa profunda a formação de um trombo (coágulo) dentro de uma veia profunda, sendo mais frequente em membros inferiores (pernas).

O tromboembolismo pulmonar (embolia de pulmão) ocorre quando um coágulo, ou parte dele, se desprende do local em que se formou (geralmente das pernas) e, por meio da circulação, atinge o pulmão. Dependendo do tamanho do coágulo, a gravidade pode variar, desde nenhuma, até uma morte súbita.

O que medimos?

No indicador a seguir, medimos a porcentagem de pacientes clínicos adequadamente avaliados quanto ao risco de TEV nas primeiras 24 horas após sua admissão hospitalar.

A meta estabelecida de 98% de conformidade foi baseada em dados de série histórica institucional, a partir do conceito de que a avaliação realizada no tempo preconizado (em até 24 horas após a admissão) é fundamental para que a prevenção adequada seja instituída o mais precocemente possível.

Consideramos dados de hospitais britânicos como padrão de comparação externa, uma vez que há poucos dados nacionais publicados.

Porcentagem de pacientes clínicos com avaliação de risco nas primeiras 24h da admissão

*NHS: National Health Service

Os resultados demonstram que, nos últimos trimestres, em média 98% dos pacientes clínicos foram avaliados quanto ao risco de TEV nas primeiras 24 horas a partir do momento da admissão hospitalar. Esta avaliação é realizada pelo enfermeiro ou médico responsável pela admissão do paciente. Nesse momento, caso o paciente apresente risco elevado para TEV, as medidas preventivas são instituídas rapidamente. Além disso, para identificar possíveis mudanças no risco, o paciente é reavaliado diariamente.

No indicador abaixo, medimos a porcentagem de pacientes clínicos que seguiram adequadamente a recomendação de uso da quimioprofilaxia durante a internação. A meta de 75% é baseada em benchmarking internacional, conforme ilustra o gráfico a seguir.

Porcentagem de pacientes clínicos com indicação e uso da quimioprofilaxia de acordo com a recomendação do protocolo

*IQG: Instituto Qualisa de Gestão

Os resultados mostram que nos últimos trimestres a taxa de pacientes clínicos com quimioprofilaxia de TEV adequada tem se mantido acima da meta e com uma discreta tendência de melhoria, sendo considerado dados de hospitais britânicos como padrão de comparação externa, uma vez que há poucos dados nacionais publicados.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

Uma vez identificado o risco de TEV, as orientações fornecidas pela equipe do Hospital Sírio-Libanês devem ser seguidas tanto pelos pacientes como pelos acompanhantes.

Os medicamentos anticoagulantes são utilizados preventivamente em pacientes com alto risco identificado. Há também meias elásticas antitrombóticas e dispositivos mecânicos que massageiam as pernas. Todos eles podem ajudar na prevenção de trombose em pacientes de risco ou quando os anticoagulantes são contraindicados; quando prescritos devem ser usados durante, pelo menos, 18 horas por dia.

Medidas como manter-se bem hidratado, e movimentar-se com frequência também ajudam na prevenção de TEV, seja durante uma viagem de avião, no hospital ou após uma cirurgia.

Fale com seu médico. Com base em um simples questionário, ele consegue determinar com precisão o seu risco e recomendar a prevenção necessária. O TEV pode ser grave, mas a avaliação do risco e as ações preventivas são simples.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.


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