Indicadores

Identificação do Paciente

O que é?

A identificação correta do paciente é muito importante para garantia da segurança do processo assistencial. Essa ação é o ponto de partida para a correta execução das diversas etapas de segurança em nossa instituição. Em qualquer situação, mesmo naquelas em que o paciente não pode responder por si mesmo, isso garante o atendimento correto para a pessoa correta.

O processo de identificação do paciente deve ser capaz de identificar corretamente o indivíduo como sendo a pessoa para a qual se destina o serviço (medicamentos, sangue ou hemoderivados, exames, cirurgias e tratamentos). Em geral, esse processo exige pelo menos dois diferentes parâmetros, tais como nome completo e data de nascimento ou número de identificação do prontuário.

Na Instituição o resultado desse processo é monitorado por meio do indicador de tripla checagem, que consiste na verificação, por leitura eletrônica de barras, do medicamento correto conforme a prescrição médica, do paciente correto conforme a identificação e da identificação do profissional que realiza o cuidado.

Nosso processo de identificação do paciente inclui duas informações distintas: nome completo e data de nascimento, inseridos no formato de código de barras utilizados para identificação do paciente antes de cada ação assistencial. Isso garante que o cuidado seja realizado no indivíduo certo.

A identificação acontece no momento da admissão (internação ou atendimento no Centro de Diagnósticos, ambulatórios e Pronto Atendimento), por meio de pulseira ou de uma etiqueta afixada na roupa. Todos os processos de segurança incluem verificação prévia das informações contidas na pulseira ou etiqueta.

O que medimos?

No indicador, consideramos a taxa de realização da tripla checagem antes da administração de medicamentos. Em situações de urgência e emergência, a tripla checagem poderá não ser realizada, apenas a dupla conferência com a identificação do paciente e a etiqueta do medicamento. Por esta motivo, a meta estabelecida do indicador é de 97%.

Gráfico da Taxa de realização da tripla checagem no processo de administração de medicamentos em comparação com a meta da instituição
Até o presente momento não foram evidenciados indicadores internacionais/nacionais para comparação.

O indicador mostra que a realização das barreiras de segurança no processo de medicação está acima da meta estabelecida. Atualmente, desenvolvemos programas educativos para melhorar ainda mais esse resultado. A meta foi estabelecida de acordo com a nossa série histórica e com base no fato de que medicamentos são administrados também em situações de urgência e emergência.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

Para garantir a segurança do cuidado, é importante manter a pulseira ou etiqueta de identificação até a alta. Verifique na etiqueta/pulseira se as informações estão corretas. Certifique-se de que a equipe assistencial faça a conferência de sua identificação antes de qualquer atendimento.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

Importante: o número do quarto não pode ser utilizado para identificar o paciente.

Segurança no uso de medicamentos

O que é?

Falhas no processo de medicação é um problema frequente em centros hospitalares de todo o mundo. A principal delas envolve a administração equivocada de medicamentos relacionada à dose, via de administração e tipo de droga.

O programa de segurança no uso de medicamentos do Hospital Sírio-Libanês envolve o conceito dos NOVE certos:

  • Paciente certo
  • Medicamento certo
  • Dose certa
  • Via certa
  • Horário certo
  • Registro da administração certo
  • Orientação certa
  • Forma Farmacêutica do medicamento certa
  • Resposta certa

Nosso resultado é monitorado por meio do indicador de falha no processo de uso de medicamento que causou dano ao paciente. Este processo seguro do uso de medicamento também chamado processo do circuito fechado do medicamento se dá por meio de várias barreiras de segurança, mais principalmente pela leitura do código de barras dos medicamentos, pulseira do paciente e crachá da equipe de enfermagem nas várias etapas do processo. Nesse processo, a identificação do paciente – feita por pulseira com código de barras – é primordial. Além disso, orientamos que os medicamentos trazidos pelo paciente sejam entregues à equipe de enfermagem, para validação do farmacêutico.

O que medimos?

No indicador, consideramos a incidência de falhas no processo de administração de medicamentos que causaram algum tipo de dano ao paciente (leve, moderado, grave ou catastrófico) ao paciente internado na Unidade Bela Vista. A meta estabelecida de 0,35 é baseada em dados de série histórica institucional. Nesse índice, considera-se o tempo de internação do paciente como determinante do risco.

Gráfico de Incidência de eventos com dano ao paciente internado no processo de uso de medicamentos
Até o presente momento não foram evidenciados indicadores internacionais/nacionais para comparação.

Consideramos no indicador todas as falhas no processo de administração de medicamentos que causaram algum tipo de dano ao paciente internado (leve, moderado ou grave). Desenvolvemos programas multiprofissionais para melhorar, de forma contínua, esse processo.

É importante ressaltar que todas as falhas são abordadas prontamente, com o objetivo de correção e prevenção de danos ao paciente. O Hospital Sírio-Libanês tem a convicção de que mudanças implantadas promovem maior segurança para os pacientes.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

A segurança no uso de medicamentos inclui a checagem da identificação do paciente com a prescrição médica.

Fique atento à realização desse passo: ele pode acontecer eletronicamente (bipagem do código de barras, no leito) ou manualmente (confirmação dos dados da pulseira com o prontuário).

Informe à equipe os medicamentos de uso habitual e não tome qualquer medicamento sem a devida prescrição médica.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

Queda

O que é?

Conforme definição do Ministério da Saúde, queda é o deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade de correção em tempo hábil, provocada por circunstâncias multifatoriais, resultando ou não em dano.

As quedas são eventos que podem causar lesões em pacientes hospitalizados. Sua incidência no ambiente hospitalar varia conforme o tipo de paciente atendido. Idosos, pessoas com distúrbios de marcha ou equilíbrio, rebaixamento do nível de consciência e em uso de determinados medicamentos estão mais propensos a quedas.

Como medida de segurança, as instituições de saúde devem identificar o risco de queda dos seus pacientes e agir preventivamente, evitando esse tipo de evento e eventuais lesões causadas por ele.

O programa de prevenção de quedas do Hospital Sírio-Libanês inclui a identificação de pacientes com risco – em função das condições clínicas, dos medicamentos prescritos e dos tratamentos – e a adoção de medidas preventivas, conforme esse risco.

A avaliação do risco é realizada diariamente, a partir da admissão, com base nas condições clínicas e necessidades do paciente.

Todos os pacientes são orientados quanto aos riscos e às medidas de prevenção. Além disso, o nosso ambiente hospitalar é projetado para diminuir o risco das quedas relacionadas a estrutura física e mobiliário.

O resultado desse programa é monitorado por meio do indicador de densidade de incidência de queda com dano em pacientes internados.

O que medimos?

O referido indicador representa as ocorrências de quedas que resultaram em dano aos pacientes internados - Unidade Bela Vista.

Gráfico de Incidência de quedas que resultaram em dano ao paciente

Considerando-se como padrão os dados publicados de hospitais americanos, nossos resultados são similares ou melhores. No entanto, com o objetivo de eliminar ocorrências de quedas com dano no período de internação, os processos de prevenção são constantemente analisados e revisados, garantindo a segurança dos pacientes, norteados pela melhor prática assistencial.

O que você pode fazer para melhorar o processo de prevenção de quedas?

Paciente:

Quando estiver internado a pulseira roxa identificará o alto risco de queda. Caso esteja usando uma, não saia do leito ou da poltrona sem o auxílio da enfermagem.

Acione a campainha sempre que necessário!

Familiar e Acompanhante:

Ajude-nos a manter a segurança do paciente: fique atendo e sigas as orientações da equipe multiprofissional.

Se houver necessidade de movimentar o paciente no leito ou leva-lo ao banheiro, acione a equipe de enfermagem ou a equipe multiprofissional.

Lembre-se: reduzir a queda no ambiente hospitalar, é um compromisso da equipe multiprofissional, paciente, acompanhante e familiares.

Prevenção e controle de infecção

O que é?

A infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) é aquela adquirida em função dos procedimentos necessários à monitorização e ao tratamento de pacientes em hospitais, ambulatórios, centros diagnósticos ou mesmo em assistência domiciliar (home care).

O diagnóstico das IRAS é feito com base em critérios definidos por agências de saúde nacionais e estrangeiras, como o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos.

Mesmo quando se adotam todas as medidas conhecidas para prevenção e controle de IRAS, certos grupos apresentam maior risco de desenvolver uma infecção. Entre esses casos estão os pacientes em extremos de idade, pessoas com diabetes, câncer, em tratamento ou com doenças imunossupressoras, com lesões extensas de pele, submetidas a cirurgias de grande porte ou transplantes, obesas e fumantes.

O monitoramento das IRAS permite que os processos assistenciais sejam aprimorados e que o risco dessas infecções possa ser reduzido.

Nesse sentido, a higienização das mãos é um procedimento essencial. O nosso processo é baseado nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera a necessidade da higienização das mãos com água e sabonete ou álcool gel, por todos os profissionais de saúde, em cinco momentos diferentes, incluindo antes e depois de qualquer contato com o paciente, conforme mostra a figura abaixo.

Gráfico

Entre as infecções sistematicamente monitoradas pela instituição estão as infecções de corrente sanguínea (ICS) associada ao uso cateter venoso central (CVC).

Infecção da corrente sanguínea associada ao uso do cateter venoso central (ICS-CVC)

O que é?

A infecção de corrente sanguínea (ICS) associada ao uso cateter venoso central (CVC) ocorre quando bactérias ou fungos entram no sangue por meio do cateter e se manifesta normalmente com febre e calafrios.

Procedimentos padronizados baseados em conhecimentos científicos, treinamento dos profissionais e uso de produtos de boa qualidade são estratégias que nós utilizamos no processo de prevenção dessa infecção.

O que medimos?

No indicador, consideramos o número de episódios de infecção de corrente sanguínea, conforme mostra o gráfico abaixo. A meta estabelecida de 0,63 Infecções de Corrente Sanguínea por 1000 CVC-dia é baseada em dados de série histórica institucional.

Gráfico da Densidade de incidência de Infecção de corrente sanguínea (ICS) associada ao uso de Cateter Venoso Central (CVC) em unidades críticas
*ANAHP: Associação Nacional de Hospitais Privados / CVE: Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo / COVISA: Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Município de São Paulo

A pandemia causada pelo coronavírus SARS-Cov2 provocou grande impacto nos hospitais. Houve mudança no perfil epidemiológico dos pacientes, com alta taxa de ocupação e maior tempo de permanência nas unidades dedicadas aos pacientes com COVID-19. Desta maneira, a semelhança do que ocorreu em outras Instituições em todo mundo, notamos aumento na taxa de infecção de corrente sanguínea associada ao uso do cateter venoso central.

Algumas medidas de prevenção de infecção de corrente sanguínea são tomadas para a redução da taxa, tais como:

  • Treinamento institucional sobre paramentação e desparamentação.
  • Ação focada a equipe de enfermagem sobre higiene de mãos imediatamente antes de manipular o cateter venoso central na UTI.
  • Ação focada a equipe de enfermagem sobre tempo de desinfecção do conector imediatamente antes de manipular o cateter venoso central na UTI.
  • Alem disso continuamos com ação continua de Monitoramento de adesão a higiene de mãos através de observação direta e consumo de álcool-gel.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

Pergunte ao médico ou enfermeiro por que você deverá usar o cateter e quanto tempo precisará ficar com ele. Questione-os sobre as medidas de prevenção de infecção que serão adotadas.

Certifique-se de que os profissionais realizam a higienização das mãos com água e sabonete ou álcool gel antes e depois de cada atendimento.

Se o curativo estiver sujo ou molhado, informe o médico ou enfermeiro imediatamente.

Avise-os também sobre a ocorrência de dor ou vermelhidão na pele.

Não deixe que familiares, amigos e demais visitantes toquem o cateter. Todos devem higienizar as mãos quando entrarem e quando saírem do quarto.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.

Infecção de sítio cirúrgico (ISC) em cirurgias limpas

O que é?

Esse tipo de infecção ocorre após a cirurgia, na parte do corpo onde foi realizado o procedimento. Estudos estimam de um a dois casos de infecção a cada 100 cirurgias realizadas. Os sintomas mais comuns envolvem vermelhidão e dor ao redor da área operada, drenagem de líquido turvo no local e febre.

Procedimentos padronizados e baseados em boas práticas internacionais, treinamento e atualização dos profissionais e uso de produtos de boa qualidade são estratégias que nós utilizamos para prevenção dessas infecções.

O que medimos?

No indicador, consideramos o número de episódios de infecção no local cirúrgico após cirurgias limpas, conforme mostra o gráfico abaixo. A meta estabelecida de 0,89% é baseada em dados de série histórica institucional e os dados deste indicador referem-se a infecções que ocorreram até o 1° trimestre de 2021, visto que as infecções de sítio cirúrgico podem ocorrer até 90 dias após o procedimento cirúrgico. A pandemia causada pelo coronavírus SARS-Cov2 provocou grande impacto nos hospitais. Houve mudança no perfil epidemiológico dos pacientes, com alta taxa de ocupação e maior tempo de permanência nas unidades dedicadas aos pacientes com COVID-19, possível diminuição do número de cirurgias eletivas de menor complexidade, dentre outras. Desta maneira, a semelhança do que ocorreu em outras Instituições em todo mundo, notamos discreto aumento na taxa de infecção de sítio cirúrgico.

Gráfico da Infecção de sítio cirúrgico (ISC) em cirurgias limpas

A análise do gráfico permite concluir que a taxa de infecção em local cirúrgico em cirurgias limpas permaneceu dentro da meta no primeiro trimestre de 2021. A pandemia causada pelo coronavírus SARS-Cov2 provocou grande impacto nos hospitais. Houve mudança no perfil epidemiológico dos pacientes, com alta taxa de ocupação e maior tempo de permanência nas unidades dedicadas aos pacientes com COVID-19, possível diminuição do número de cirurgias eletivas de menor complexidade, dentre outras. Desta maneira, a semelhança do que ocorreu em outras Instituições em todo mundo, notamos discreto aumento na taxa de infecção de sítio cirúrgico no ano de 2020.

Em determinados procedimentos, as infecções cirúrgicas podem ocorrer em até 90 dias após sua realização, desta forma, há prorrogação para a publicação de um trimestre/período.

O que você pode fazer para melhorar esse processo?

Antes da cirurgia, informe o médico sobre problemas de saúde que você tem. Alergias, diabetes e obesidade, por exemplo, podem afetar tanto o procedimento como o tratamento.

Pare de fumar, uma vez que isso reduz o risco de contrair uma infecção.

Não raspe os pelos próximos ao local da cirurgia, pois essa ação pode irritar a pele e torná-lo mais propenso a infecções.

No período pós-operatório, certifique-se de que os profissionais da equipe assistencial higienizaram as mãos com água e sabão ou álcool gel antes de examiná-lo.

Não deixe que familiares, amigos e visitantes toquem a ferida cirúrgica ou os curativos e oriente-os a lavar as mãos, ou usar álcool gel, antes e depois da visita.

Esclareça suas dúvidas com os profissionais de saúde que estão lhe atendendo. Isso pode evitar falhas. Participe desse processo.