Por que há risco de doenças erradicadas voltarem a circular no Brasil?

Publicado em 17/07/2018
A baixa cobertura vacinal observada no País, seja em crianças ou adultos, tem preocupado os órgãos de saúde, como o Ministério da Saúde, quanto ao risco de doenças contagiosas graves consideradas erradicadas voltarem a circular, como a poliomielite, ou terem novos casos registrados, a exemplo do que vem acontecendo com o sarampo, na região Norte, com mais de 500 casos registrados e 470 confirmados; no Rio Grande do Sul, com seis casos confirmados, e no Rio de Janeiro, que investiga quatro casos.   

Apesar da vacina ser a principal forma de prevenção dessas doenças, ainda há uma resistência, por parte da população, pela vacinação. No ano passado, todas as vacinas ofertadas gratuitamente na rede pública ficaram abaixo da meta de 95% de cobertura, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde. Só este ano, 312 municípios brasileiros estão com apenas 50% da população infantil imunizada contra a poliomielite. No caso do sarampo, a cobertura para primeira dose da vacina tríplice viral ficou em 85%.  

Diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Antonio Eduardo Antonietto Jr. reforça que a vacina é a principal aliada na proteção contra essas doenças, mas que é comum algumas pessoas, principalmente aquelas que não tiveram contato com a doença, não saberem seus riscos e, por isso, optam em não se imunizar. 

“É comum termos, quando se tratam dessas doenças, o que chamamos de ciclo centenário da vacina. No início, existe um pico no número de casos registrados da doença, aumentando a procura pela vacinação. Uma vez estabilizada a epidemia, há uma queda na cobertura vacinal até que surja um novo caso, reiniciando o ciclo”, comenta. 

Criada há mais de 200 anos, quando foi descoberta a fórmula da vacina para combate à varíola na Europa, as vacinas estimulam a produção de anticorpos contra determinado vírus transmissor, antecipando o antígeno antes da pessoa adoecer. “A vacina foi, provavelmente, a descoberta mais revolucionária da Medicina, por se utilizar dessa reação natural do organismo”, reforça Dr. Antonietto. Quando parte da população deixa de ser vacinada, essas pessoas se suscetíveis a contraírem e transmitirem agentes infecciosos, contribuindo para circulação da doença em mais lugares. 

De olho no cenário epidemiológico do País, o Ministério da Saúde divulgou, essa semana, que lançará uma campanha nacional específica para vacinação de sarampo e poliomielite. A campanha acontecerá dos dias 6 a 31 de agosto, mas foi antecipada para esta semana, por exemplo, em Rondônia, que já registrou surto de casos de sarampo. Atualmente, estão disponíveis 15,5 milhões de doses da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e outras 11 milhões da vacina de poliomielite.

Procure o posto de saúde ou clínica mais próximo de você e vacine-se. 
No Centro de Imunizações do Hospital Sírio-Libanês, você encontra as principais vacinas do calendário. 

O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 8h às 17h, na unidade da Bela Vista (Rua Adma Jafet, 115) e não é necessário agendamento prévio. 
Para mais informações, ligue para: (11) 3394-6170.


Fontes: 
  • Dr. Antonio Eduardo Antonietto Jr., Diretor de Governança Clínica do Hospital Sírio-Libanês.
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  • Jornal Estado de S.Paulo
  • Jornal Folha de S.Paulo 
  • Ministério da Saúde  



Assunto(s): Hospital; Bem-estar; Notícias; Saúde; Pesquisa
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