Rosácea: o que é e como tratar

Publicado em 13/09/2018

A rosácea é uma condição comum inflamatória, crônica da pele, que acomete mais comumente mulheres depois dos 30 anos. Sua origem ainda é mal compreendida, mas estudos mostram que seu aparecimento pode estar ligado a um desequilíbrio no sistema inume e à colonização de microrganismos, como o Demodex folliculorum e o Demodex brevis (pele), além da Helicobacter pylori (mucosa gástrica).

Essa queixa é mais comum em mulheres de pele clara, na faixa dos 30-50 anos, e, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 30% dos casos apresentam uma história familiar positiva. O problema pode acometer homens também e, nesses casos, os sintomas costumam aparecer de forma bem mais intensa.

Para ajudar os médicos a identificar melhor a doença e em futuras pesquisas sobre o tema, a National Rosacea Society (NRS) criou um sistema padrão de diagnóstico. Segundo a norma, é preciso ter uma dessas três características primárias para identificá-la: presença de eritema (vermelhidão) transitório ou persistente, telangiectasias (microvasinhos) e pápulas ou pústulas inflamatórias. Eles também a classificaram em quatro subtipos clínicos: eritêmato-telangiectásica (vermelhidão facial), papulopustular (inchaço e espinhas), fimatosa (pele espessa) e ocular (região dos olhos).

É fundamental que o paciente busque o acompanhamento de um dermatologista, que irá prescrever medicamentos tópicos e orais quando necessário. As queixas principais também podem vir acompanhadas de sensação de calor e ardência, causadas por surtos de vasodilatação, e constantes reações alérgicas a cosméticos. Em alguns casos, a realização de procedimentos em consultório médico é necessária para amenizar os sintomas. Vale lembrar que a pele com rosácea é muito sensível e reativa e, por isso, costuma irritar-se facilmente. Por isso, os pacientes devem evitar o uso de ácidos, produtos contendo álcool na composição, produtos abrasivos e esfoliantes, substâncias adstringentes e peelings.

O quadro de rosácea costuma se agravar nas estações mais frias do ano, devido às baixas temperaturas e à preferência por banhos mais quentes e demorados na estação. O consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos condimentados, pimentas, chás, achocolatados e café podem piorar os sintomas, assim como situações de estresse e até mesmo a prática de atividades físicas.

No dia a dia, o paciente precisa ter muita disciplina com os cuidados básicos: aplicar filtro solar e evitar a exposição direta aos raios UVA e UVB

Mas como tratar essa pele tão sensibilizada? Podemos recorrer a medicações tópicas antimicrobianas, medicamentos sistêmicos e antibióticos orais, associados a cuidados básicos diários e a protocolos de tratamento em consultório. Entre eles, merecem destaque o laser fracionado profundo de CO2, a luz intensa pulsada e o infravermelho, além de lasers vasculares, que agem melhorando o quadro inflamatório e auxiliando na destruição daqueles vasinhos mais superficiais e, consequentemente, amenizando a vermelhidão.

No dia a dia, os pacientes com rosácea devem ter muita disciplina com os cuidados básicos com a pele, como aplicar filtro solar com alto FPS e evitar a exposição direta aos raios UVA e UVB, o que piora a inflamação. Devido às suas propriedades calmantes e hidratantes, águas termais também são consideradas boas aliadas nessa rotina de cuidados diários.

O mais importante é evitar a automedicação e procurar um dermatologista da SBD para diagnóstico, tratamento e acompanhamento adequados.

Fonte: Forbes Brasil

Assunto(s): Bem-estar; Clipping; Hospital; Notícias; Saúde
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