Pensar o envelhecimento é fundamental para melhorar a qualidade de vida

Publicado em 29/07/2016

São Paulo terá mais de 12 milhões de habitantes em 2030 e o número de idosos dobrará na capital, segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A proporção sairá dos atuais seis idosos para cada dez jovens, e passará para 12 idosos a cada dez jovens.

Em um cenário em que a taxa de natalidade vem caindo, enquanto a expectativa de vida cresce, tanto a cidade quanto a sociedade precisam se preparar desde já para poderem acolher e proporcionar uma melhor qualidade de vida àqueles que têm mais de 60 anos.

"Tem melhor qualidade de vida quem tem saúde, e saúde não é o contrário de doença", reforça Wilson Jacob Filho, médico geriatra. Isso porque, de acordo com o especialista, é preciso considerar o aspecto físico, psíquico e social do paciente, o conjunto desses fatores é que indicará o quão bem está a pessoa.

Mais do que ter os exames em dia e doenças controladas, o médico reforça a importância dos idosos se manterem ativos, tanto intelectualmente quanto fisicamente.

Ele indica que as pessoas se preparem para o envelhecimento tanto cuidando da saúde como mantendo planos alternativos para substituir atividades que, por ventura, não possam mais fazer.

"Qualquer idade é época de começar. Por isso, é importante que o idoso abra oportunidades para si. Voltando a fazer cursos, praticar exercícios, conhecer pessoas novas, mantendo-se ativo", recomenda.

É importante ainda que os ambientes onde os idosos frequentam sejam pensados para eles, com placas que facilitem a leitura, pisos e calçadas regulares e adequados, iluminação direta, corrimão em escadas e rampas, além de pessoas conscientes sobre as limitações que o passar dos anos refletem no corpo e gestos.

Apesar de pouco comum, pensar no próprio envelhecimento ajuda a se programar para essa fase da vida, cultivando hábitos simples como praticar exercícios, ter uma boa alimentação, cultivar um círculo social e manter-se curiosos perante a vida.

Já estando na terceira idade, é importante buscar atividades que proporcionem prazer e alegria, fazer visitas regulares ao médico para acompanhamento da saúde e manter-se ativo intelectualmente, com conversas e atualizações sobre os fatos cotidianos. Isso ajuda a evitar o isolamento e, em muitos casos, a depressão.

Ter um especialista que saiba os principais desafios dessa etapa da vida também pode ser bastante benéfico. O geriatra é um médico que cuida de forma geral do paciente idoso, analisando aspectos físicos, psíquicos e sociais.

Analogicamente, exerce um papel similar ao do pediatra, que é o médico de referencia para os pais quando o assunto é a saúde das crianças e encaminha, quando necessário, para especialistas para um diagnóstico mais detalhado.

"Não existe uma idade ideal para procurar um geriatra. A pessoa deve fazê-lo quando tem consciência de que vai envelhecer, e isso depende de cada um, pode acontecer com 60, 70, 80 anos. Quanto antes iniciar o acompanhamento, melhor essa preparação para o envelhecimento é feita," destaca o médico.

Casa mais segura

Com o envelhecimento de seus moradores, as casas devem ser adaptadas para tornarem-se mais seguras e adequadas. Medidas simples ajudam a evitar grandes problemas.


Fonte: coracaoevida.com.br  

Assunto(s): Saúde; Notícias; Bem-estar
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