Iniciativa com objetivo de zerar filas de espera do SUS começa a operar em Porto Alegre

Publicado em 25/01/2019

Médicos prestarão consultoria, por telefone ou pela internet, aos colegas que atendem nas unidades de saúde. Marcação de consulta ou procedimento é antecipada se o caso for grave.

A Prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta sexta-feira (25) o início das atividades do Regula+Brasil. O objetivo é zerar as filas de espera por atendimentos por especialistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital.

A iniciativa pretende acabar com o longo tempo de espera de pacientes por serviços especializados, proporcionando aos médicos que atendem pelo SUS consultorias pela internet ou pelo telefone.

O profissional que atua na unidade de saúde poderá entrar no sistema e pedir um encaminhamento para o paciente. Se o caso for grave, a marcação da consulta ou do procedimento é antecipada. Nos demais casos, o médico é orientado, e o paciente poderá começar a receber logo um tratamento.

"Respondemos às dúvidas baseado nas melhores evidências, com uma literatura sempre atualizada", explica a médica Elise Oliveira, uma das consultoras.

Não se sabe quanto tempo será necessário para acabar com a fila, mas os médicos trabalham em regime de mutirão. Uma experiência anterior com telemedicina em Porto Alegre, com uma estrutura menor, levou dois anos para zerar a fila de 5.230 pessoas que esperavam por uma consulta com um dermatologista.

"Esperamos que mais ou menos em um ano tenhamos, para a maioria delas [as especialidades], ter zerado essa fila de espera", diz o secretário adjunto de Saúde de Porto Alegre, Natan Katz. "Um paciente que esperava um, dois anos para uma consulta vai esperar 30, 60, 90 dias para ter sua consulta atendida", acrescenta.

O coordenador do núcleo de Telessaúde do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UFRGS (Telessaúde RS-UFRGS), Roberto Umpierre, destaca que os consultores terão informações atualizadas para repassar aos médicos que realizam os atendimentos.

"São colegas que estão ligados às bases de dados, ao desenvolvimento da medicina, que vão ensinar como utilizar novos medicamentos, novos tratamentos", disse.

Além da UFRGS, participa do projeto junto com a prefeitura o Hospital Sírio-Libanês. "Você vai ter o paciente certo, no local certo, sendo atendido pela equipe de saúde correta. Isso otimiza o Sistema Único de Saúde", afirma o diretor-executivo do hospital, Fernando Torelly.

A telemedicina vai atender a especialidades como ortopedia, neurologia e cirurgia vascular. A fila de espera dessas e de outras áreas tem mais de 50 mil pessoas em Porto Alegre. Entre eles está a cuidadora de idoso Vera Beatriz Ribeiro, que precisa de consulta com um ortopedista.

"Quase um ano às vezes eles levam para te chamar. Eu conheço pessoas aí que estão esperando um ano, dois", diz a paciente, que espera que a nova iniciativa ajude a reduzir o tempo de espera dela. "Tomara que funcione."

Fonte: G1

Assunto(s): Hospital; Notícias; Responsabilidade Social; Saúde
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