Reumatologia

​​​​​​Polimialgia Reumática

Polimialgia reumática (PMR) é uma doença que acomete pessoas acima de 50 anos, causando rigidez e dor no pescoço, ombros e quadris. Hoje se sabe que os sintomas são causados por inflamação nas articulações profundas de ombro, pescoço e quadril. A rigidez pode ser tão intensa que pode incapacitar o doente, Outros sintomas são: fadiga, perda de peso, febre baixa, e depressão.

Causa

Ainda são desconhecidas, no entanto a alta incidência com a após os 50 anos sugere que esteja de alguma forma relacionado com o processo de envelhecimento

Impacto na Saúde

A PMR raramente acontece antes de 50 anos, e a idade média das pessoas com estas doenças é aproximadamente 70 anos, e é duas vezes mais comum em mulheres que em homens.

Diagnóstico

O diagnóstico de PMR é eminentemente clínico, com a história, exame físico e exames laboratoriais auxiliando a afastar outras condições que podem causar sintomas semelhantes. O diagnóstico é feito quando há indícios na história e exame físico, e uma alteração importante nos exames que indicam inflamação, como a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa. Esses exames estão elevados em várias causas de inflamação, e não são específicos para PMR, devendo sempre serem interpretados no contexto clínico.

Tratamento

A meta no tratamento da PMR é aliviar os sintomas com melhora na qualidade de vida. Normalmente, os pacientes com PMR respondem muito bem à pequenas doses (5 – 10 mg) de Prednisona, que é um corticosteroide). O tratamento frequentemente se estende por dois anos ou mais, e é necessário o controle dos efeitos do uso da prednisona por este tempo, com redução progressiva do dose. Em alguns casos, é utilizada uma medicação “poupadora de corticosteroide”, como o metotrexato, para permitir uma redução mais segura da prednisona.

Relação da polimialgia reumática com arterite de células gigantes (ACG)

Cerca de 20% dos pacientes com PMR apresentam um processo inflamatório de algumas artérias, condição este conhecida como arterite de células gigantes (ACG), também conhecida como arterite temporal, devido à alta frequência do acometimento das artérias nas regiões das têmporas. Esta inflamação leva ao estreitamento da artéria, às vezes com um completo bloqueio do vaso sanguíneo, resultando em uma falta de sangue total da área do corpo irrigada pela artéria. O principal sintoma é uma nova dor de cabeça. Quando há um envolvimento das artérias oculares, cegueira em um ou ambos olhos podem acontecer de modo súbito. Derrames cerebrais também não são incomuns. Dores mandibulares ao mastigar ou falar, assim como dores nas artérias temporais são alguns dos sintomas que normalmente ocorrem.

Uma biópsia da artéria temporal pode ser necessária para fechar o diagnóstico da ACG. Uma diferença do pulso arterial temporal à palpação sugere fortemente o diagnóstico, e mais recentemente a ultrassonografia (ecografia) das artérias temporais tem sido bastante utilizada para o diagnóstico.

Torna-se muito importante saber se o paciente com PMR apresenta também ACG, pois a dose de prednisona a ser utilizada na arterite é maior, cerca de 40 a 60mg ao dia. Esta dose é necessária para evitar a principal complicação, a cegueira. Geralmente, se o paciente com PMR não apresenta sinais de dor de cabeça, alterações visuais, dor na artéria temporal ou dor ao mastigar, a chance de arterite de células gigantes é muito pequena.

Dra. Flora Maria D’Andréa Marcolino - CRM: 45897

 


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