Obesidade e Transtornos Alimentares

Obesidade Infantil

​​​​​Obesidade Infantil

Por que me preocupar com o peso do meu filho?

"Meu filho não come nada". Esta frase, tradicionalmente pronunciada pelas mães, está sendo substituída. Infelizmente, a substituição não é para "meu filho come de tudo", mas sim para "meu filho adora fast food​" ou "meu filho troca qualquer refeição por um bom chocolate".

A piora na qualidade da alimentação infantil, associada a hábitos sedentários, é uma preocupação que já ultrapassou as paredes do lar, tornando-se problema de saúde pública. Estima-se que hoje, no Brasil, 10% das crianças estejam obesas, sendo este número muito maior quando se considera a faixa de sobrepeso, isto é, de crianças que estão acima do peso ideal para idade e altura.

Crianças obesas têm um risco maior de se tornarem adultos obesos. Além disso, doenças que classicamente eram caracterizadas como da idade adulta – como alteração de colesterol, dos triglicérides, hipertensão arterial e até mesmo o diabetes tipo 2, estão cada vez mais presentes nesta faixa etária precoce. Pela primeira vez na história teme-se presenciar o evento de diminuição de expectativa de vida dos filhos em relação aos pais.

Existem exceções, felizmente raras, em que alguma doença ou alteração genética é responsável pela obesidade na criança (as chamadas obesidades monogenéticas). Nestes casos, a obesidade costuma ser mais grave e de início precoce. Já nos casos de obesidade causada por doenças – como alterações hormonais do cortisol, por exemplo – o início costuma ser pontual na vida da criança.

Em mais de 95% dos casos, porém, a obesidade e sobrepeso da criança não são atribuídas a um único fator, mas sim a uma conjunção deles. O conhecimento e reconhecimento destes fatores, com uma adequada intervenção, é a principal medida para a prevenção e tratamento desta doença.

Obesidade dos pais

A obesidade de um dos pais transmite ao filho um risco 30% maior de ser obeso, sendo este risco de 60% se ambos os pais são obesos. Este aumento importante de risco se deve não somente à genética, mas principalmente ao ambiente em que esta criança cresce. A criança que cresce em uma casa na qual a alimentação é de qualidade ruim e quantidade excessiva, e onde não se tem o hábito da atividade física, segue este modelo. Por isso é de suma importância a mudança de hábitos do lar como um todo.

Alimentação incorreta

A escolha correta dos alimentos, bem como a exclusão de alimentos de qualidade ruim é o ponto chave para a educação alimentar da criança. Outros pontos cruciais envolvem a limitação de número de vezes em que a alimentação é feita fora de casa, principalmente em fast food​, além do estabelecimento de locais e de horários para a realização da refeição.

Sedentarismo

A associação entre horas diárias de TV/ computador/ vídeo game e o excesso de peso na população infantil é bastante clara. A criança deve ser estimulada a atividades lúdicas de lazer em que haja movimentação do corpo, como andar de bicicleta, brincar de pega-pega. Os pais podem, também, solicitar aos filhos para que os acompanhem na realização de atividades que envolvam percorrer pequenas distâncias, como ir ao mercado e à padaria. Assim, a criança passa a se movimentar mais, sem que isto se torne uma atividade negativa.

É muito importante que os pais não subestimem este problema de saúde pública. A prevenção do ganho excessivo de peso na criança que tem peso adequado e o tratamento daquela que já apresenta sobrepeso ou é obesa, de forma multifatorial, constituem as ferramentas mais eficazes para o crescimento saudável.

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