Mastologia

​​​​​​Radioterapia

Após a remoção parcial da mama, recomenda-se, de rotina, irradiar toda a região com a dosagem de energia de radiação de 45 a 50 Gy, seguida de dose de reforço na área tumoral (boost) de mais 10 Gy, minimizando a chance de retorno do tumor.

A duração média deste tratamento é de seis semanas, com aplicações de doses fracionadas.

Nos últimos anos vem sendo adotada a irradiação acelerada e parcial da mama, com a ideia de que a irradiação de toda mama não seria necessária, dado que as recidivas surgem quase sempre nas adjacências do tumor primário.

Este método representa uma alternativa à radioterapia convencional após o tratamento cirúrgico conservador da mama, com resultados semelhantes aos da terapia padrão.

Entretanto, a seleção judiciosa de casos que podem ser submetidos a esta nova forma de radioterapia é fundamental. Alguns cuidados devem ser tomados: seleção de tumores com até 3 cm, utilização da ressonância magnética de mamas na fase do planejamento cirúrgico pré-operatório, de forma a excluir casos de multicentricidade, e avaliação intra-operatória de margens.

Radioterapia intraoperatória no Sírio-Libanês

As aplicações de radiação intraoperatórias são realizadas no Serviço de Radioterapia do Sírio-Libanês. A cirurgia é iniciada de maneira habitual em sala cirúrgica próxima ao acelerador linear. Após a avaliação intraoperatória das margens, a paciente é transferida ainda anestesia para a sala de aplicação.

A radioterapia é então executada por meio de feixes de elétrons gerados em aceleradores lineares, em dose única de 21 Gy (que é equivalente à dose aplicada na radioterapia convencional) por aproximadamente sete minutos. Isso é feito após a colocação de um disco especial composto de chumbo, alumínio e silicone, posicionado entre a mama e a parede torácica, que impede a progressão da irradiação para pleura, pulmão e miocárdio.

O papel da radioterapia na parede torácica após a mastectomia é tema controverso. Deve-se recomendá-la em casos selecionados, de alto risco de falha loco-regionais, como diante de tumores volumosos (maiores que 5 cm), com comprometimento de pele ou da parede torácica, ou com muitos linfonodos acometidos na axila (mais do que três).

Na axila muito comprometida, com pelo menos três linfonodos afetados, é prudente se irradiar as outras vias de drenagem, que são a fossa supraclavicular e a cadeia torácica interna.

 


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