Doenças Pulmonares e Torácicas

​​​​​​Pleura

Punção pleural (toracocentese)

A punção pleural ou toracocentese tem por objetivo a retirada de líquido do espaço pleural, que é o espaço entre a superfície interna da pleura e o pulmão, tanto para diagnóstico da causa do acúmulo do líquido quanto para alívio dos sintomas como a falta de ar e tosse provocada por esse líquido.

O procedimento é realizado com o paciente sentado. O ponto da punção é localizado por exame físico ou com o auxílio do ultrassom. Após a identificação do ponto ideal de punção, é feita anestesia local e o tórax é puncionado com uma agulha específica.

A punção pleural pode ser realizada em ambulatório. Nesse caso, o paciente fica em repouso por cerca de duas horas após o procedimento.

Para a realização do procedimento são necessários exames de imagem (radiografia ou tomografia de tórax) e de sangue atualizados (hemograma e coagulograma). O uso de medicações anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários deve ser interrompido para reduzir o risco de complicações. Apesar de rara, a principal complicação do procedimento é o sangramento.

Biópsia da pleura

O objetivo da biópsia da pleura é a obtenção de fragmento de tecido pleural para análise anatomopatológica e definição de diagnóstico de um derrame pleural. A biópsia da pleura pode ser realizada de duas formas: biópsia por agulha ou biópsia por videotoracoscopia. A seleção do método ideal deve ser realizada em conjunto com o médico.

A biópsia por agulha é um procedimento realizado no leito hospitalar. Em casos selecionados, pode ser feito em regime ambulatorial. O procedimento acontece com o paciente sentado. O ponto da biópsia é localizado por exame físico ou com o auxílio do ultrassom. Após a identificação do ponto ideal de punção, é feita anestesia local e o tórax é puncionado com uma agulha específica. São retirados então vários fragmentos de pleura para análise.

A biópsia por videotoracoscopia é um procedimento um pouco mais complexo, que exige internação, marcação em centro cirúrgico e anestesia geral. São realizadas duas incisões no tórax por onde entram uma câmera de vídeo e uma pinça de biópsia. Sob visão direta da câmera, localiza-se a área de interesse e retiram-se vários fragmentos. O patologista está presente na hora do procedimento e faz uma avaliação preliminar do material retirado (conhecida como biópsia de congelação).

Para a realização de ambos os procedimentos são necessários exames de imagem (radiografia ou tomografia de tórax) e de sangue atualizados (hemograma e coagulograma). O uso de medicações anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários deve ser interrompido para reduzir o risco de complicações. A avaliação clínica do risco do procedimento pode ser necessária.

 


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