Doenças Pulmonares e Torácicas

​​​​​​Cirurgia Torácica Minimamente Invasiva

A evolução da tecnologia transformou a cirurgia no último século. O uso de recursos óticos e de pequenas câmeras de vídeo, associado ao desenvolvimento de novos dispositivos, tem permitido a realização de procedimentos cirúrgicos de maior porte por meio de pequenas incisões (pequenos cortes, em média de 1 a 4 cm). Isso permite que sejam feitas as mesmas cirurgias em cavidades (tórax, inclusive), necessárias para o tratamento adequado dos pacientes, com uma menor agressão aos tecidos da parede do tórax (caixa torácica) do paciente.

A preocupação com menor agressão vai além da questão estética. Estudos sobre as consequências geradas pelo trauma cirúrgico demonstram que menor agressão está associada a menor reação inflamatória, a menor dor, menor supressão do sistema imunológico, e recuperação mais rápida. Com menos dor, o paciente respira melhor, mesmo após procedimentos complexos como a retirada de parte do pulmão para tratamento de câncer, por exemplo.

Tanto procedimentos diagnósticos como terapêuticos foram desenvolvidos sob o conceito de cirurgia torácica minimamente invasiva. Biópsias da pleura (película que reveste as costelas internamente), do pulmão e do mediastino (espaço entre os pulmões, onde ficam vários órgãos como coração, traquéia, esôfago, vasos sanguíneos, nervos e linfonodos) podem ser realizadas rotineiramente por meio de uma ou duas incisões de cerca de um centímetro.

Procedimentos mais complexos, como a retirada de lesões pulmonares (lobectomia ou resseção de um lobo/parte do pulmão), utilizados para o tratamento do câncer de pulmão, podem ser realizados de forma minimamente invasiva por videotoracoscopia (correspondente da laparoscopia no tórax), e também por cirurgia robótica. A cirurgia feita com auxílio do robô permite melhor visualização dos tecidos (3D), e, com auxílio de instrumentos mais delicados e articulados, traz maior precisão no manejo dos tecidos.

Estudos científicos demonstram as vantagens dessa técnica quanto comparada à cirurgia convencional (aberta), no tocante a qualidade de vida pós-operatória, a redução do tempo de internação e mais breve retorno do paciente às suas atividades habituais. Por essa razão, o uso das técnicas minimamente invasivas tem sido cada vez mais frequente, tanto para cirurgias com intenção de diagnóstico e também de tratamento, principalmente de doenças oncológicas, como câncer de pulmão em estágios mais iniciais.

O Hospital Sírio-Libanês dispõe de equipes de cirurgia torácica treinadas em cirurgia minimamente invasiva, tanto em videotoracoscopia como em robótica. Estas técnicas são aplicadas em conjunto com os demais membros da equipe multiprofissional que cuida dos pacientes com problemas pulmonares e de vias aéreas, que inclui médicos anestesistas, cirurgiões auxiliares, instrumentadores cirúrgicos, enfermeiros, e fisioterapeutas especializados no tratamento e recuperação de pacientes submetidos a cirurgia torácica.

 


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