Fígado

​​​​​Hepatite C

A hepatite C é uma doença infecciosa, ou seja, é adquirida pelo contágio com um agente transmissível, no caso o VHC. Após penetrar o corpo, ele fica alojado principalmente no fígado, onde se reproduz e se perpetua.

Estima-se que cerca de 3% da população mundial, tenha hepatite C crônica. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 2 milhões de brasileiros podem estar infectados.

A hepatite C é atualmente a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e responsável por 60% das hepatopatias crônicas.

Formas de transmissão

As formas mais comuns de transmissão são:

  • Contato com sangue contaminado. Antes de 1992, não havia tecnologia para identificar o vírus em doadores infectados.
  • Uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas.
  • Acidentes com material contaminado que perfure ou corte a pele.

A maioria das pessoas que adquire a hepatite C desenvolve doença crônica e lenta, sendo que grande parte (90%) é assintomática ou apresenta sintomas muito inespecíficos, como dores musculares e articulares, cansaço, náuseas ou desconforto no abdômen. Nesses casos, o diagnóstico só costuma ser realizados por exames para doação de sangue, exames de rotina ou quando sintomas de doença hepática surgem, já na fase avançada de cirrose.

Tratamento

O tratamento para a hepatite C começa no diagnóstico. Quanto mais cedo à doença for conhecida mais precoce será a decisão terapêutica.

O tratamento deve ser ponderado entre o médico e seu paciente. Atualmente, o tratamento padrão associa o Interferon (convencional ou Peguilado) à Ribavirina, com chance de cura de 50 a 80%, de acordo com o subtipo (genótipo) do vírus.

A dose e esquemas possíveis são variáveis. O médico deverá analisar cada paciente para decidir o que é melhor.

 


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