Dor e Distúrbios do Movimento

​​​​​​​Neuralgia Pós-H​erpética

A neuralgia pós-herpética é infrequente em pacientes abaixo dos 40 anos de idade, mas é comum em idosos. Além da idade, outros fatores de risco são responsáveis pelo prolongamento da dor:

  • Grande intensidade da dor aguda durante a fase das vesículas.
  • Gravidade das lesões vesiculares.
  • Alteração sensitiva na área acometida pelas lesões.

Assim como em outras doenças crônicas, a neuralgia pós-herpética pode acarretar depressão, alteração do humor e disfunção psíquica e física como consequência da dor persistente.

Avaliação do paciente

A dor típica é caracterizada por diferentes apresentações na área de acometimento das lesões vesiculares e mais frequentemente referida como em queimor (semelhante a queimadura pela exposição excessiva ao sol), formigamento, choque ou pontadas. Pode piorar com a alteração das emoções, alteração meteorológica ou com a estimulação física como a presença da roupa sobre a área sensível.

Tratamento

Muitas classes de medicamentos têm sido utilizadas para o tratamento da neuralgia pós-herpética. Drogas antivirais (aciclovir, famciclovir, valaciclovir) têm sido consideradas fundamentais na fase aguda das lesões, momento oportuno para reduzir as possibilidades do prolongamento da dor e consequente neuralgia pós-herpética.

A via oral pode ser utilizada para administrar analgésicos como oxicodona, tramadol ou metadona; antidepressivos como substrato analgésico independente do seu efeito antidepressivo; anticonvulsivantes e outras alternativas são tratamentos adicionais como bloqueios anestésicos de nervos, cremes a base de lidocaína, procedimentos neurocirúrgicos e abordagens psicológicas.

 


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