Dor e Distúrbios do Movimento

​​​​Dor após Acidente Vascular Cerebral

O sistema nervoso depende de sua integridade para o reconhecimento das sensações como o tato, temperatura, movimentação dos membros, dor etc. Existem condições em que se perde a harmonia do reconhecimento das sensações, como em alguns casos de acidente vascular cerebral. A obstrução de pequenos vasos sanguíneos ocasiona lesão em porções profundas do cérebro, ocorrendo alterações no órgão de reconhecimento das sensações.

Com isso, há deturpação na sensibilidade do corpo sendo esta em geral desagradável, descrita pelos pacientes como dor. Pode haver inclusive desencadeamento de sensações de queimor, choque e dor com simples toque da roupa no local afetado, o que é chamado de alodínea (sensação desagradável ou de dor com estímulos em geral inofensivos).

Também é conhecida por “dor de origem central”, pois acomete regiões do sistema nervoso central (cérebro e tronco encefálico) ou “dor de origem talâmica”, sendo o tálamo a região profunda do cérebro envolvida no processamento de informações sensitivas.

O diagnóstico deve ser feito por médico neurologista, sendo necessário estabelecer a causa das lesões para a prevenção de novos episódios.

Tratamento

O tratamento é possível com vários medicamentos. Em casos de dor resistente ao tratamento medicamentoso, é necessário recorrer a procedimentos neurocirúrgicos funcionais, como neuroestimulação.

Geralmente, as medicações orais ou transdérmicas (adesivos de analgésicos) são capazes de controlar a dor, mesmo de forte intensidade. No entanto, com o avançar da doença, medicações mais potentes podem não ser suficientes para o controle. Nestes casos, o envolvimento do especialista no diagnóstico e tratamento da dor beneficia o paciente, pois pode propor novos esquemas analgésicos e até recorrer a procedimentos cirúrgicos para controle da dor.

Implantes de cateter e bombas de infusão também estão disponíveis para administrar doses de medicamentos analgésicos de forma controlada e prolongada por várias semanas, diminuindo a necessidade de ingestão oral, com diminuição também dos seus efeitos colaterais.

 


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