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Câncer de Tireoide


O que é?

O câncer de tireoide é formado por células que se multiplicam rapidamente, espalhando-se para os linfonodos do pescoço (ínguas) ou para os pulmões. Mais frequente nas mulheres, costuma ser diagnosticado em uma idade mais jovem do que a maioria dos outros tipos de câncer. Aproximadamente, 2 em cada 3 casos são diagnosticados em pessoas com menos de 55 anos de idade. Cerca de 2% dos casos de câncer de tireoide ocorre em crianças e adolescentes. Isso acontece em razão do aumento do uso do ultrassom de tireoide, que permite a detecção de pequenos nódulos.

O tipo mais comum de câncer de tireoide são os carcinomas diferenciados, que se desenvolvem a partir das células foliculares da tireoide e se dividem em vários subtipos. O subtipo mais comum é o carcinoma papilífero, responsável por 80% dos cânceres de tireoide. Também conhecido como adenocarcinoma papilífero, normalmente cresce muito lentamente e se desenvolve em apenas um lobo da glândula tireoide. Outros subtipos são o carcinoma folicular ou adenoma folicular (que responde por 10% dos casos) e o carcinoma de células de Hürthle (também conhecido como carcinoma de células Oxífilas, responsável por cerca de 3% dos casos).

Outros tipos de câncer de tireoide são o carcinoma medular, que representa 4% dos casos e se origina nas células C da glândula; o carcinoma anaplásico, responsável por 2% dos casos; o linfoma de tireoide, que se desenvolve nos linfócitos; o sarcoma, que começam nas células de suporte da tireoide; e os cânceres das glândulas paratireoides, muito raros.

Sintomas

O principal sinal de câncer de tireoide é a presença de nódulos na glândula ou um aumento em seu volume. Outros sintomas são rouquidão e alterações na voz persistentes, dificuldade para engolir e para respirar, tosse constante, aumento dos linfonodos do pescoço (ínguas) e dor na parte anterior do pescoço e, às vezes, na região dos ouvidos.

Diagnóstico

Atualmente, muitos casos de câncer de tireoide são diagnosticados em estágio inicial, o que aumenta as chances de cura. A maioria dos pacientes procura atendimento ao perceber nódulos no pescoço. O médico faz, então, o levantamento do histórico clínico do paciente e realiza o exame físico, dando atenção especial ao tamanho e à consistência da tireoide e dos gânglios linfáticos do pescoço. Em caso de suspeita de câncer, são solicitados exames de sangue e um ultrassom da tireoide, para avaliar a presença de nódulos, principalmente os não palpáveis, e indicar seu tamanho, localização e características. O Doppler associado ao ultrassom fornece informações sobre a vascularização dos nódulos, que podem indicar malignidade. Dependendo dos resultados, é necessário fazer uma biópsia por punção aspirativa para confirmar o diagnóstico.

Para pessoas com histórico familiar de câncer de tireoide medular, é recomendada a realização de teste para verificar a presença de alterações genéticas. Quem pertence ao grupo de risco deve fazer regularmente exames de sangue e ultrassons da tireoide, que podem detectar o câncer em estágio inicial, quando tem maiores chances de cura.

Prevenção

Em muitos casos, o câncer de tireoide está relacionado com mutações em alguns genes, que podem ser hereditárias ou adquiridas. Muitos tipos de câncer de tireoide papilar, por exemplo, têm mutações nos genes BRAF, NTRK1 e MET.

O risco de câncer de tireoide é maior entre as pessoas que têm um parente de primeiro grau (pai, irmão ou filho) com a doença, mesmo sem uma síndrome hereditária conhecida na família, assim como aquelas com polipose adenomatosa familiar, doença de Cowden e complexo de Carney tipo I.

O câncer de tireoide também ocorre três vezes mais em mulheres do que em homens. Em relação à idade, os riscos são maiores para as mulheres entre os 40 e 50 anos e para os homens entre 60 e 70 anos. Também é mais comum entre pessoas com uma dieta com baixo teor de iodo e entre aquelas expostas à radiação, especialmente na infância.

Assim, a prevenção envolve manter níveis adequados de iodo na alimentação, evitar qualquer exposição desnecessária a raios X e usar proteção quando precisar submeter-se à radiação, em especial para profissionais que trabalham com isso. Em caso de histórico familiar para câncer de tireoide, é importante buscar aconselhamento genético e realizar exames de rastreamento.

Tratamento

O tratamento mais comum para o câncer de tireoide é a retirada de parte ou de toda a glândula (tireoidectomia) e o ressecamento dos gânglios linfáticos adjacentes por meio de cirurgia. Após a tireoidectomia total, é realizada a reposição do hormônio tireoidiano em dose um pouco superior à necessária para diminuir a produção do TSH, hormônio que estimula o crescimento do câncer de tireoide.

Em tumores avançados, podem ser utilizadas a radioterapia, a quimioterapia e a terapia alvo. Também pode ser feita a aplicação de iodo radiativo. O tratamento é feito em regime de isolamento para evitar a contaminação ambiental e de pessoas próximas, já que a radiação é eliminada pela pele, urina e fezes.


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