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Câncer de Ovário


O que é?

Os ovários são as glândulas femininas fundamentais para a reprodução e a produção de estrogênio e progesterona. Neles são gerados os óvulos que são levados às tubas uterinas e posteriormente ao útero, onde o óvulo fertilizado se implanta e se desenvolve como embrião.

Os ovários são constituídos principalmente por três tipos celulares. Cada um desses componentes pode originar um tipo de tumor diferente:

  • Tumores epiteliais se originam das células responsáveis pelo revestimento do ovário.
  • Tumores germinativos vêm das células envolvidas na produção dos óvulos.
  • Tumores estromais são provenientes do tecido envolvido na estrutura e na sustentação do ovário. Esse tecido também produz estrógeno e progesterona. Esses tumores correspondem a menos de 2% dos casos.

A maioria dos casos de câncer de ovário ocorre principalmente em mulheres mais idosas. Cerca de metade das mulheres diagnosticadas com câncer de ovário tem 63 anos ou mais, sendo mais comum em mulheres brancas do que em negras.

Os tumores ovarianos epiteliais malignos, chamados de carcinomas, correspondem a 85% a 90% dos casos. O subtipo seroso é o mais comum, mas existem outros, como mucinoso, endometrioide e de células claras. Se as células não se parecem com nenhum desses quatro subtipos, o tumor é chamado de indiferenciado. Os carcinomas ovarianos epiteliais indiferenciados tendem a crescer e se disseminar mais rapidamente do que os outros tipos. Os tumores epiteliais de ovário costumam atingir o revestimento interno e órgãos da pelve e do abdome, conhecido com peritônio.

Sintomas

Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. Em fases mais avançadas, pode causar aumento de volume e dor abdominal, constipação intestinal, empachamento, perda de peso e apetite. Outros sintomas, apesar de menos comuns, são necessidade urgente e frequente de urinar, sangramento vaginal, dor durante a relação sexual e alterações menstruais.

Diagnóstico

Para o diagnóstico, é necessário buscar os sinais e sintomas da doença bem como obter o histórico familiar da paciente. Sabe-se que uma parcela considerável dos tumores ovarianos ocorre em pacientes com alguma alteração genética como BRCA 1 e 2. Depois, no exame pélvico, o médico procurará sentir algum aumento no ovário e sinais de líquido no abdome (ascite). Se houver uma suspeita de câncer de ovário, geralmente recomenda-se um exame de sangue específico (CA125) e uma ultrassonografia transvaginal. Com base nos resultados desses testes, poderá ser necessária a realização de uma biópsia de lesões suspeitas, seja no ovário, seja em outro órgão atingido pelo câncer.

Cerca de 20% dos cânceres de ovário são diagnosticados em estágio inicial. Nesses casos, quando o tumor está localizado, cerca de 94% das pacientes vivem mais de cinco anos após o diagnóstico. Mesmo para estágios mais avançados há uma boa resposta à quimioterapia.

Prevenção

A causa da maioria dos casos de câncer de ovário ainda é desconhecida. O que se sabe é que alguns fatores de risco tornam a mulher mais propensa a desenvolver a doença.

Uma pequena porcentagem de cânceres de ovário ocorre em mulheres com mutações genéticas hereditárias, como nos genes BRCA1, BRCA2, PTEN, STK11, MUTYH e nos que podem causar câncer colorretal hereditário não polipoide (MLH1, MLH3, MSH2, MSH6, TGFBR2, PMS1 e PMS2).

Ter o diagnóstico prévio de câncer de mama, útero ou cólon também aumenta o risco de câncer de ovário. Alguns estudos sugerem que a ingestão do hormônio estrogênio (sem progesterona) por dez anos ou mais é outro fator que pode aumentar a chance de a mulher vir a ter esse tipo de tumor. A presença de cistos no ovário é bastante comum, e geralmente o risco é maior apenas quando eles são maiores que 10 centímetros e possuem áreas sólidas e líquidas. Nesse caso, quando detectado o cisto com características de alto risco, a cirurgia é o tratamento mais indicado.

O risco de desenvolver câncer de ovário aumenta com a idade, por isso raramente é diagnosticado em mulheres com menos de 40 anos. A maioria dos cânceres de ovário se desenvolve após a menopausa.

De modo geral, as mulheres obesas têm um risco aumentado para câncer de ovário. Por outro lado, laqueadura, histerectomia e uso de anticoncepcionais diminuem o risco.

Recomenda-se que as mulheres tenham uma dieta saudável e balanceada, com ênfase no consumo de frutas, verduras e legumes e limitação na ingestão de carne vermelhas e alimentos processados e gordurosos.

Tratamento

Dependendo do estágio da doença, as principais opções de tratamento para pacientes com câncer de ovário podem incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia, terapia-alvo ou uma combinação deles. Se a doença for detectada no início — especialmente nas mulheres mais jovens —, é possível remover somente o ovário afetado com excelente prognóstico.


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