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Câncer Ósseo


O que é?

Os tumores ósseos são considerados raros, já que correspondem a cerca de 1% de todos os casos de câncer diagnosticados. Os ossos podem ser atingidos por diversos tipos de câncer. Os principais são os osteossarcomas, os tumores de Ewing e os condrossarcomas.

O osteossarcoma (ou sarcoma osteogênico) atinge principalmente crianças e jovens entre 10 e 20 anos de idade, mas pode acometer pessoas de qualquer idade (cerca de 10% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 60 anos). Em geral, tem início em áreas de crescimento do osso, como as extremidades dos ossos longos, em especial no joelho, no fêmur e no úmero, mas pode se manifestar em outras regiões, como ombro, bacia e mandíbula. Não é fácil de diagnosticar em razão da inexistência de sintomas específicos na fase inicial. Apenas em estágios mais avançados pode haver massa palpável e aumento de temperatura local.

Os tumores de Ewing são cânceres que atingem os ossos e, com menos frequência, os tecidos moles. A maioria se desenvolve na região pélvica (ossos do quadril), na caixa torácica (parede do tórax, costelas e omoplatas) e nas pernas (principalmente no meio dos ossos longos). Eles podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns em crianças e jovens, principalmente entre 20 e 30 anos de idade. Aproximadamente 1% dos cânceres infantis são tumores de Ewing.

Existem três tipos principais de tumores de Ewing. O mais comum é o sarcoma de Ewing, que se desenvolve na medula óssea e atinge principalmente adolescentes e jovens na segunda década de vida (80% têm menos de 20 anos). Já o tumor de Ewing extra-ósseo afeta os tecidos moles em torno dos ossos, com um comportamento semelhante ao do sarcoma de Ewing. O terceiro tipo é o tumor neuroectodérmico primitivo periférico, que pode se originar no tecido ósseo ou nos tecidos moles. Quando tem início na parede torácica é chamado de tumor de Askin.

O condrossarcoma afeta principalmente adultos entre 21 e 40 anos de idade. Trata-se de um tumor produtor de cartilagem, que se desenvolve com mais frequência no fêmur proximal, na bacia e no úmero proximal. Por causa da sua localização e do crescimento lento, é em geral diagnosticado em estágios mais avançados.

Outros tipos de tumores ósseos são o histiocitoma fibroso maligno, o fibrosarcoma, o cordoma e o tumor de células gigantes. São raros em crianças, atingindo principalmente adultos. Os ossos também são atingidos por tumores metastáticos originados em outros órgãos, como pulmão e próstata. Nesses casos, são tratados como os cânceres dos locais de origem.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com o tipo de tumor ósseo. O osteossarcoma causa inchaço e dor no local atingido. Nas fases iniciais, essa dor muitas vezes não é constante, mas apresenta piora no período noturno. Também pode aumentar com a atividade física e, se o tumor tiver atingido a perna, provocar dificuldade para andar. Algumas vezes é possível sentir um nódulo ou massa, dependendo da região afetada.

Como dor e inchaço de um membro são comuns em crianças e adolescentes em razão das brincadeiras e atividades esportivas de que participam, esses sintomas podem não ser relacionados com algum problema mais sério, o que tende a retardar o diagnóstico. Em adultos, esses sintomas são menos comuns e servem como sinal de alerta.

Já os pacientes com tumores de Ewing podem apresentar febre, perda de peso, mal-estar, fraqueza, anemia e dor, inchaço ou nódulo no local do tumor. Quando estão próximos da coluna vertebral, os tumores podem causar fraqueza, dormência ou paralisia nos braços ou pernas.

Diagnóstico

Por causa da dificuldade de identificar os sintomas, em geral os tumores ósseos são diagnosticados em estágio avançado. O primeiro passo é realizar o levantamento do histórico clínico do paciente, com detalhamento dos sintomas, e o exame físico, no qual se verifica se há aumento de alguma área, calor na região afetada, dor e limitação nos movimentos. Em seguida devem ser realizados exames de imagem, como tomografia, cintilografia óssea e ressonância magnética, para confirmar a existência de um tumor e avaliar a sua extensão. Então é feita a biópsia da lesão para confirmar o diagnóstico. No caso dos tumores de Ewing, a biópsia é ainda mais importante, porque seus sintomas são frequentemente confundidos com os de uma osteomielite (infecção do osso).

Prevenção

Algumas condições genéticas hereditárias estão associadas a um risco maior de desenvolver tumores ósseos, com síndrome de Li-Fraumeni, síndrome de Rothmund-Thompson, síndrome de Bloom, síndrome de Werner, anemia de Diamond-Blackfan, doença de Paget, retinoblastoma hereditário e osteogênese imperfeita. Outros fatores de risco conhecidos são a ocorrência de doenças ósseas, o tratamento com radioterapia, a faixa etária (principalmente na adolescência) e a altura maior do que a usual para a idade.

Tendo em vista que essas condições não dependem de escolhas ou ações dos pacientes, não existem formas de prevenção para os tumores ósseos.

Tratamento

As opções de tratamento para os tumores ósseos são cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Na maioria dos casos, primeiro o paciente é submetido à quimioterapia, depois passa pela cirurgia para retirada do tumor e novamente por sessões de quimioterapia. No caso dos tumores de Ewing, pode ser empregada também a radioterapia após a cirurgia.

Esse procedimento contribui para evitar a amputação do membro afetado, sempre que isso for possível sem colocar em risco a vida do paciente. Se a amputação for inevitável, podem ser usadas próteses ou enxertos para reconstruir a área retirada na cirurgia.


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