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Mieloma Múltiplo


O que é?

Mieloma é um câncer das células produtoras de sangue da medula óssea. As células afetadas são os plasmócitos, um tipo de leucócito que produz o anticorpo imunoglobulina. O mieloma costuma ser chamado de múltiplo porque normalmente cresce em várias porções ou áreas no osso. Quando isso não acontece, trata-se de um "plasmocitoma solitário," mieloma único raro que pode aparecer dentro ou fora da medula óssea.

O mieloma pode surgir como um tumor ou uma área de perda óssea (chamada de lesão lítica) e afeta os locais em que a medula óssea normalmente está ativa em adultos, ou seja, nas partes ocas dentro dos ossos da coluna espinhal, do crânio, da pelve, da caixa torácica e das regiões em torno dos ombros e quadris. A média de idade no momento do diagnóstico do mieloma é de 60 a 65 anos – somente entre 5% e 10% dos casos surgem antes dos 40 anos de idade.

Como as células do mieloma não produzem anticorpos funcionais, há uma queda na quantidade de anticorpos necessários para combater infecções. O câncer também reduz a produção de células sanguíneas e causa dano ao osso circundante, além de provocar anemia, predisposição a infecções, dor óssea, fraturas e aumento da quantidade de cálcio no sangue. A proteína monoclonal produzida pelo mieloma costuma causar dano renal, prejudicar a coagulação e a circulação do sangue e afetar outros órgãos ou tecidos.

Os diferentes tipos de mieloma são classificados de acordo com a imunoglobulina produzido pelo tumor. Cada imunoglobulina é formada por duas cadeias pesadas e duas cadeias leves. As cadeias pesadas de proteína são G, A, D, E e M; as cadeias leves são kappa (κ) e lambda (λ). Cerca de 65% dos casos de mieloma são do tipo IgG com cadeias leves κ ou λ; o segundo tipo mais comum é o mieloma IgA, também com cadeias leves κ ou λ. Cerca de 30% dos mielomas produzem cadeias leves livres, além da combinação de molécula inteira de cadeias leves mais cadeias pesadas. Já em 15% a 20% dos casos, produzem apenas cadeias leves; esse tipo de mieloma é chamado de “Bence Jones”. Já entre 1% e 2% dos casos, ocorre o mieloma não secretor, porque as células produzem muito pouca ou nenhuma proteína. Cada um desses tipos de mieloma pode provocar sintomas diferentes.

Sintomas

Embora em alguns casos o mieloma não cause sintomas, os mais comuns são enfraquecimento ósseo, gerando dor principalmente nos ossos da coluna, dos quadris e do crânio e facilitando a ocorrência de fraturas, até por pequenos traumas ou esforço; redução na produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, provocando fraqueza, falta de ar, tonturas, baixa resistência a infecções e hemorragias; aumento do nível de cálcio no sangue, o que pode levar a desidratação, insuficiência renal, constipação, perda de apetite, fraqueza, sonolência, confusão e até coma; pressão sobre os nervos espinhais, causando dor súbita intensa, dormência ou fraqueza muscular; espessamento do sangue, que pode diminuir o fluxo de sangue para o cérebro, provocando confusão, tonturas e derrame.

Diagnóstico

É difícil fazer um diagnóstico precoce do mieloma múltiplo, porque em geral ele não provoca sintomas nos estágios iniciais ou apresenta sinais vagos que podem ser confundidos com os de outras doenças. Às vezes, é diagnosticado por acaso ao se realizar um exame de sangue de rotina, quando há uma quantidade anormal de proteínas.

O diagnóstico do mieloma se baseia na descrição dos sintomas pelo paciente, no exame físico realizado pelo médico e em resultados de exames de sangue e de imagem. A confirmação se dá quando uma amostra da medula óssea mostra a existência de células plasmáticas acima de 10% (geralmente acima de 20 a 30%); raios-X do esqueleto revelam lesões líticas em pelo menos três ossos diferentes; amostras de sangue ou urina apresentam níveis muito elevados de anticorpos ou proteínas de Bence Jones; e uma biópsia identifica um tumor de células plasmáticas dentro ou fora do osso.

Prevenção

Os pesquisadores ainda não sabem exatamente o que causa a maioria dos casos de mieloma múltiplo. Uma parte está relacionada a anomalias em alguns genes, como o RAS e o p53, e a anormalidades nos cromossomos. A exposição a substâncias químicas tóxicas (como benzeno, dioxinas e outras presentes em produtos agrícolas, solventes, combustíveis, escapamentos de motores e materiais de limpeza), radiação atômica e qualquer coisa que enfraqueça o sistema imunológico, além de infecção por vírus associados a câncer, como o HIV, o da hepatite e os de herpes, podem desencadear o mieloma. Também há um componente hereditário na doença: de 5% a 7% dos casos ocorrem com pessoas que têm um familiar próximo diagnosticado com mieloma.

Outros fatores de risco são a idade (a maioria dos casos ocorre entre pessoas com mais de 65 anos), o gênero (homens são mais propensos que mulheres), raça (pessoas negras têm duas vezes mais chances de desenvolver a doença que as brancas), obesidade e a presença de doenças nas células plasmáticas.

Como a maioria desses fatores não podem ser mudados, as únicas formas de se prevenir é evitar a exposição a substâncias químicas tóxicas e à radiação, além de tomar medidas para evitar o contágio pelos vírus HIV, da hepatite e do herpes.

Tratamento

Não existe cura para o mieloma, porém ele é tratável, permitindo ao paciente uma vida plena e produtiva por muitos anos após o diagnóstico. O primeiro passo é tratar dos problemas imediatos causados pelo mieloma, como enfraquecimento ósseo, infecções, danos renais ou pressão nos nervos, para depois se dar início ao planejamento do tratamento da doença em si.

As opções de tratamento disponíveis atualmente para o mieloma incluem quimioterapia, administração de bisfosfonatos (para estimular a renovação óssea), radioterapia, cirurgia, terapia biológica, transplante de células-tronco e plasmaferese (técnica de remoção de elementos do sangue).


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