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Melanoma


O que é?

O melanoma é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina, que determinam a cor da pele. É o tipo mais grave de câncer de pele por causa do alto risco de metástase, porém responde por apenas 3% dos casos diagnosticados. Quando detectado precocemente, tem boas possibilidades de cura.

Geralmente os tumores são marrons ou pretos, por causa da melanina, mas alguns melanomas não são pigmentados, apresentando cor rosa, bege ou branca. Embora o melanoma possa se desenvolver em qualquer parte do corpo, é mais frequente no tronco (em especial nos homens), nas pernas (nas mulheres), no pescoço e no rosto. Podem se formar também em outras partes do corpo, como olhos, boca, órgãos genitais e região anal, mas não é comum. Trata-se de um dos cânceres mais frequentes em adultos jovens, especialmente mulheres.

Pessoas negras, que têm a pele mais pigmentada, têm um risco menor de melanoma, mas podem desenvolver esse tipo de câncer nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e sob as unhas. A média de idade no momento do diagnóstico é de 63 anos.

Sintomas

O melanoma pode surgir numa área de pele normal ou em uma pinta já existente. No caso da pele normal, o primeiro sinal é o surgimento de uma pinta escura de bordas irregulares, assimétricas (as bordas de uma metade não coincidem com a da outra), que coça e descama. Em geral, tem cor marrom escura e áreas mais escurecidas ou pretas. Também pode se manifestar como uma lesão com borda irregular com pontos vermelhos, brancos, azuis, cinzas ou preto-azulados; uma protuberância brilhante, firme, em qualquer parte do corpo; uma ferida que não cicatriza; e manchas escuras sob as unhas de mãos ou pés, nas palmas das mãos, nas plantas dos pés ou nas membranas mucosas.

No caso de pintas já existentes, os sinais de alerta são aumento no seu tamanho e alteração na sua coloração, na sua superfície e no seu formato, que passa a ter bordas irregulares, com descamação, formigamento, sangramento, vermelhidão, inchaço, coceira, sensibilidade ou dor. Uma pinta normal em geral tem cor uniforme, é plana ou elevada, redonda ou oval, e menos de 6 mm de diâmetro; normalmente, permanece do mesmo tamanho, forma e cor durante anos. Por isso, qualquer mudança deve ser investigada.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce do câncer de pele melanoma possibilita sua cura. Em geral, tem início quando o próprio paciente ou profissionais de saúde identificam lesões suspeitas e fazem o encaminhamento para um especialista.

O médico então analisa o histórico clínico do paciente, os sintomas e os fatores de risco. No exame físico, o médico observa o tamanho, a forma, a cor e a textura das lesões, e se há sangramento, descamação ou outro tipo de irritação. Para isso, pode utilizar o dermatoscópio, uma lente de aumento especial com fonte de luz própria.

A observação das lesões em geral é feita com base na regra do “ABCDE”, adotada internacionalmente para apontar sinais indicativos de melanoma: assimetria (uma metade da lesão diferente da outra); bordas irregulares; cor variável (diferentes cores em uma mesma lesão - preta, castanha, branca, avermelhada ou azul); diâmetro maior que 6 milímetros; evolução (mudanças de tamanho, forma ou cor). Para obter o diagnóstico definitivo, é feita uma biópsia da lesão.

O exame físico inclui ainda a palpação dos gânglios linfáticos da virilha, axilas, pescoço e outras áreas próximas da lesão. O aumento desses gânglios pode indicar a disseminação do melanoma.

Prevenção

A maior parte dos fatores de risco para melanoma são os mesmos dos demais tipos de câncer de pele. Um dos mais importantes é a radiação ultravioleta, em razão da exposição prolongada e sem proteção à luz direta do sol. Por isso, pessoas que vivem em regiões de muito sol ou em grandes altitudes, assim como aquelas que trabalham ao ar livre, têm uma propensão maior de ter melanoma. O mesmo acontece com pessoas que utilizam câmaras de bronzeamento artificial. As mais vulneráveis são as pessoas de cabelos ruivos ou loiros, olhos azuis ou verdes e pele clara com sardas ou que se queimam facilmente.

Embora a maioria das pintas ou marcas de nascença não cause problemas, pessoas com muitos sinais na pele apresentam risco aumentado de desenvolver tumores de pele, em especial aquelas com pintas displásicas ou atípicas (que têm algumas características do melanoma) e pintas congênitas de maior tamanho. Pessoas com histórico familiar da doença (pais, irmãos e filhos) ou que já tiveram algum tipo de câncer de pele também são mais suscetíveis, assim como aquelas com o sistema imunológico enfraquecido, como pacientes transplantados e portadores do vírus HIV.

Apesar de o risco de desenvolver melanoma aumentar com a idade, esse tipo de câncer também é diagnosticado em pessoas jovens, em especial mulheres, pessoas com histórico familiar de câncer de pele e portadores de ictiose, condição hereditária rara conhecida como pele seca, e xeroderma pigmentoso (intolerância total da pele ao sol).

Como nos outros tipos de câncer de pele, algumas atitudes podem ajudar a prevenir o surgimento do melanoma. Evitar a exposição direta ao sol, em especial entre as 10h às 16h, protegendo-se com o uso de chapéu, roupas adequadas, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares para o corpo e os lábios com fator de proteção 30 ou superior, é essencial, assim como não utilizar câmaras de bronzeamento artificial. Outra prática importante é prevenir o contágio pelos vírus HIV e HPV, evitando o uso de drogas injetáveis e relações sexuais desprotegidas com muitos parceiros, além de tomar a vacina contra o HPV.

Tendo em vista que o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do melanoma, fazer o autoexame da pele regularmente para identificar pintas novas ou alterações pode evitar que o tumor avance. Para isso, a pessoa deve conhecer o padrão de pintas, manchas, sardas e outras marcas na sua pele, em todas as partes do corpo, incluindo pescoço, couro cabeludo e orelhas; a parte anterior, posterior e lateral do corpo; a parte externa e interna dos antebraços, braços, mãos e unhas; a parte anterior, posterior e lateral das pernas e pés, incluindo as plantas dos pés e os espaços entre os dedos; e a área genital e as nádegas. O médico deve ser consultado caso sejam encontradas alterações na pele e nas pintas ou lesões.

Tratamento

As principais formas de tratamento para o melanoma são cirurgia, imunoterapia, terapia alvo, quimioterapia e radioterapia. Muitas vezes, esses tratamentos são utilizados de forma combinada.

Na maior parte dos casos, a cirurgia é o tratamento mais indicado para remover a lesão e os tecidos próximos. De acordo com o estágio do câncer, a radioterapia e a quimioterapia são utilizadas após a cirurgia. Quando o melanoma já se disseminou para outras partes do organismo, a doença pode ser incurável. Então, o tratamento passa a ter como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente, aliviando os sintomas.


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