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Câncer de Mama


O que é?

Depois do tumor de pele não melanoma, o câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Existem vários tipos de câncer de mama e sua classificação depende da origem do tumor. Por exemplo: os carcinomas ductais se originam nos ductos percorridos pelo leite para chegar ao mamilo. O carcinoma ductal é o tipo histológico mais comum de câncer de mama. Outro tipo menos frequente é o câncer de mama lobular, que se origina nas glândulas produtoras de leite.

Há também outras entidades de câncer de mama mais raras, como:

  • Subtipo inflamatório, que representa cerca de 1% a 3% dos casos.
  • Doença de Paget, que começa nos ductos mamários e se dissemina para a pele do mamilo e para a aréola, representando cerca de 1% dos casos.
  • Tumor filoide, subtipo muito raro que se desenvolve no tecido conjuntivo da mama.
  • Angiossarcoma, que se origina das células que revestem os vasos sanguíneos ou vasos linfáticos.

Linfomas também podem se formar na mama.

Sintomas

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais por meio de uma série de sinais e sintomas. Os principais são nódulo ou caroço, fixo e geralmente indolor, presente em cerca de 90% dos casos; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; irritação ou abaulamento de uma parte da mama; inchaço de toda ou parte de uma mama; inversão ou alterações no mamilo; pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; saída de líquido anormal das mamas; inchaço no braço; dor na mama ou no mamilo. Os sinais e sintomas podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhuma dessas alterações.

Diagnóstico

A detecção precoce do câncer de mama pode ser feita pela mamografia. A recomendação é que a mamografia de rastreamento, como é chamada, seja realizada em todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade e, para mulheres entre 50 e 69 anos, pelo menos a cada dois anos.

Já a mamografia diagnóstica, com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, quando a paciente ou o médico encontram alterações no exame físico. O ultrassom das mamas pode servir como complemento à mamografia nesses casos, pois ajuda a diferenciar cistos de nódulos, bem como proporcionar uma melhor avaliação de mamas densas. Caso se detecte alguma alteração suspeita na mamografia, é feita uma biópsia, o único exame que pode estabelecer com certeza o diagnóstico de câncer de mama.

A ressonância magnética é recomendada para o rastreamento especialmente para populações de alto risco, como pacientes com uma história familiar de câncer de mama, pacientes sabidamente predispostas geneticamente ao câncer ou pacientes que já tiveram um primeiro câncer de mama. Nas pacientes com alto risco definido com base em história familiar ou genética, a recomendação é iniciar o rastreamento mais precocemente.

Nos homens, o diagnóstico também é feito com base em avaliação do histórico clínico, exame físico completo, exames de imagem, de sangue e biópsias. Algumas diferenças importantes prejudicam o diagnóstico precoce da doença nesse grupo. Como os homens têm pouco tecido mamário, é mais fácil de observar ou sentir pequenas massas. Por esse mesmo motivo, os tumores logo podem atingir a aréola, a pele que cobre a mama e os músculos sob a mama. Outra questão é que não há um programa de conscientização sobre o câncer de mama em homens. Assim, a maioria ignora os nódulos mamários e não procura assistência médica, deixando o tumor crescer.

Prevenção

O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença.

A idade é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama. Mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver a doença. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima dessa idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Mulheres com densidade de mama alta têm um risco 1,2 a 2 vezes maior de câncer de mama do que aquelas com densidade média. Uma série de fatores pode afetar a densidade da mama, como idade, estado de menopausa, uso de medicamentos, gravidez e genética.

Também são fatores de risco: menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos); menopausa tardia (após os 55 anos); primeira gravidez após os 30 anos; não ter tido filhos; uso de contraceptivos orais e de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, especialmente se por tempo prolongado; ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade após a menopausa; exposição à radiação ionizante (tipo de radiação presente na radioterapia e em exames de imagem, como raios X, mamografia e tomografia computadorizada); e tabagismo.

A presença de mutações em determinados genes transmitidos na família, especialmente BRCA1 e BRCA2, bem como síndromes genéticas, entre elas Li- Fraumeni, síndrome de Cowden ou síndrome de Bannayan-Riley-Ruvalcaba, também estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de neoplasia de mama.

Portanto, os fatores de riscos são múltiplos e muitas vezes não modificáveis. Dentro dos fatores passíveis de intervenção, recomenda-se controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também é considerada um fator protetor. A terapia de reposição hormonal deve ser feita com cautela em casos especiais, sob rigoroso controle médico e pelo mínimo de tempo necessário.

A causa da maioria dos casos de câncer de mama em homens é desconhecida, mas há alguns fatores que podem aumentar o risco de um homem desenvolver a doença. São eles alteração na proporção de hormônios femininos e masculinos no organismo e mutações genéticas hereditárias ou adquiridas.

Tratamento

O tratamento depende do tipo e do estágio da doença. Quando o tumor não é grande e está restrito à mama, utiliza-se terapia local, como cirurgia e radioterapia. A maioria das mulheres com câncer de mama fará algum tipo de cirurgia para retirar o tumor. Mas muitas, de acordo com o estágio da doença, também poderão ser tratadas com quimioterapia, terapia hormonal e terapia-alvo. Para os homens, são utilizados os mesmos tratamentos.




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