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Linfoma


O que é?

Linfoma é um câncer que se origina nas células do sistema linfático. Atinge principalmente os linfonodos (conjunto de órgãos e tecidos que produzem células responsáveis pela defesa imunológica do organismo e vasos que conduzem essas células através do corpo), mas pode se disseminar para outras partes do organismo, em estágios avançados. Existem dois tipos de linfomas: de Hodgkin e não Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin surge quando linfócitos se transformam em células malignas, que começam a se reproduzir sem controle e podem atingir tecidos adjacentes e outras partes do corpo. Em geral, os tumores se disseminam de um grupo de linfonodos para outro grupo através dos vasos linfáticos. Como o tecido linfoide está presente em muitas partes do corpo, o linfoma de Hodgkin pode começar em quase qualquer lugar, mas é mais frequente nos gânglios linfáticos do tórax, do pescoço e das axilas. É mais comum em pessoas jovens, entre 15 e 40 anos de idade, com mais frequência na faixa de 25 a 30 anos. A maioria dos casos tem cura se a doença for detectada precocemente.

O linfoma de Hodgkin se divide em dois tipos principais: o clássico e o de predomínio nodular linfocitário. O linfoma de Hodgkin clássico representa 95% de todos os casos e tem 4 subtipos: esclerose nodular (cerca de 60% a 80% dos casos, atinge principalmente pessoas mais jovens); celularidade mista (corresponde a 15% a 30% dos casos, afeta adultos mais velhos); predomínio linfocitário (cerca de 5% dos casos) e depleção linfocitária (1% dos casos, comum em pessoas idosas). Já o linfoma de Hodgkin de predomínio nodular linfocitário responde por 5% dos casos e afeta os gânglios linfáticos do pescoço e axilas.

Os linfomas não Hodgkin englobam todos os outros linfomas, incluindo os cutâneos. Como os linfócitos estão presentes também em tecidos linfoides no baço, na medula óssea e em alguns outros órgãos, incluindo a pele, os linfomas não Hodgkin podem se originar em qualquer um desses locais. Podem ter crescimento lento ou ser agressivos. Existem mais de 20 tipos diferentes de linfoma não Hodgkin. Os mais comuns são os de células B e de células T, que correspondem a 85% e 15% dos casos, respectivamente.

Entre os subtipos de linfomas de células B estão: linfoma difuso de grandes células B (o tipo mais comum, responde por cerca de 30% dos casos e ocorre em pessoas mais velhas, em órgãos como intestinos, ossos, cérebro, medula espinhal ou em um linfonodo); mediastinal de grandes células (representa 2% de todos os casos, atinge principalmente mulheres na faixa dos 30 anos de idade e começa no mediastino); intravascular de grandes células B (raro, atinge apenas o interior dos vasos sanguíneos); folicular (tende a crescer num padrão circular nos linfonodos e atinge mais pessoas acima de 60 anos); linfocítico de pequenas células e linfocítico crônico (apresentam o mesmo tipo de célula, o linfócito pequeno, que atinge o sangue e a medula óssea, no primeiro, e os linfonodos e o baço, no segundo); de células do manto (cerca de 5% dos casos, é mais frequente em homens, com idade média de 60 anos, e atinge os gânglios linfáticos, a medula óssea e o baço); de células B de zona marginal (respondem por 5% a 10% dos casos de linfomas e se dividem em três subtipos: extranodal do tipo MALT, nodal e esplênico); de Burkitt (representa de 1% a 2% dos casos, tem crescimento muito rápido e atinge principalmente homens com idade média de 30 anos); linfoplasmocítico (representa de 1% a 2% dos linfomas, encontra-se principalmente na medula óssea, linfonodos e baço); leucemia das células pilosas (tipo de linfoma encontrado na medula óssea, baço e no sangue); primário do sistema nervoso central (raro, atinge pessoas com problemas no sistema imunológico, como os infectados por HIV).

Já os linfomas de células T incluem: linfoblástico (responsável por 1% dos linfomas, geralmente começa no timo e pode atingir o mediastino); periférico (surge em formas mais maduras de células T); cutâneo (representa cerca de 5% dos casos e começa na pele); de células T adultas (causado pela infecção do vírus HTLV-1, pode ser latente, crônico, agudo e linfoma); angioimunoblástico (cerca de 3% dos casos, atinge os linfonodos e pode afetar o baço ou o fígado); linfoma extranodal de células "natural killer”/célula T nasal(raro, atinge as vias aéreas superiores, como boca e garganta, podendo invadir a pele e o trato digestivo); associado a enteropatia (afeta pessoas com intolerância ao glúten); anaplásico de grandes células (responde por cerca de 2% dos casos, tem origem nos linfonodose e pode atingir a pele); periférico de células T inespecífico (são os que não se enquadram nos tipos acima e respondem por metade de todos os linfomas de células T).

Sintomas

Os sintomas são tão variados quanto os tipos de linfoma e sua localização no organismo. Os mais frequentes são: cansaço ou fraqueza, febre, calafrios, sudorese excessiva, perda de peso sem motivo aparente, coceira na pele, dores, além do aparecimento de nódulos. Outros sinais de alerta são infecções graves ou frequentes, hematomas ou hemorragias e anemia, causados pela diminuição das células sanguíneas.

Quando os linfomas surgem nos linfonodos do pescoço, das axilas e da virilha, pode haver ínguas indolores nesses locais; no tórax, causam tosse, falta de ar e dor torácica; na pelve e no abdome, provocam sensação de estômago, distensão abdominal, infecção, dores, retenção urinária, diminuição da produção de urina, perda de apetite, inchaço nas mãos ou pés, náuseas e vômitos; na pele, ocasionam lesões similares a espinhas, manchas, lesões em relevo, nódulos, protuberâncias ou inchaços sob a pele, coceira, descamação e vermelhidão; no cérebro, geram dores de cabeça, problemas de concentração, fraqueza em determinadas partes do corpo, alterações de personalidade, convulsões, visão dupla, dormência facial e dificuldade para falar.

Diagnóstico

A maioria das pessoas procura o médico ao perceber um linfonodo aumentado há algum tempo. É feito então o levantamento do histórico clínico do paciente e, em seguida, o exame físico, em que são avaliados os linfonodos e outras áreas do corpo que podem ter sido afetadas, como olhos, boca, pele e sistema nervoso. Também é feita a palpação do abdome, para verificar se há aumento do baço e do fígado, bem como a presença de focos de infecção próximos aos linfonodos alterados.

Se houver suspeita de linfoma, é realizada uma biópsia de uma pequena amostra de tecido de um gânglio linfático ou do órgão afetado, para confirmar o diagnóstico e determinar o tipo apresentado pelo paciente. Também são feitos exames de imagem para localizar os tumores no organismo. Entre eles estão a radiografia, a tomografia computadorizada, a ressonância nuclear magnética, a cintilografia com gálio e a punção lombar, para checar se o sistema nervoso central foi atingido.

Prevenção

Como os linfócitos são células do sistema imunológico, alterações nesse sistema são um fator de risco para muitos tipos de linfoma. Pessoas com deficiências imunológicas, doenças autoimunes e infecções crônicas têm maior propensão a desenvolver linfoma. Estão incluídos nesse grupo pacientes que fizeram tratamento para outro tipo de câncer, transplante de órgão ou com infecção pelos vírus HIV, de Epstein-Barr e HTLV1 e pela bactéria Helicobacter pylori. Pessoas com familiares diagnosticados com linfoma também apresentam maior risco. Outros fatores associados ao desenvolvimento de linfomas são a exposição a agentes químicos como pesticidas, solventes e fertilizantes e a altas doses de radiação, obesidade e dieta rica em gorduras e carnes.

Para prevenir o surgimento de um linfoma, pessoas com doenças autoimunes ou que fizeram transplante de órgãos ou tratamento para câncer devem manter um acompanhamento regular. Outras ações importantes são adotar uma alimentação baseada em verduras e frutas, evitar a exposição a produtos químicos cancerígenos e altas doses de radiação, além de proteger-se contra o contágio pelos vírus que provocam infecções associadas ao surgimento de linfomas, como o HIV, e manter o sistema imunológico saudável e o peso corporal adequado. No caso de crianças, é importante tratar as grávidas com HIV para reduzir o risco de infectar o bebê durante o parto.

Tratamento

O tratamento mais utilizado para os linfomas é a quimioterapia com múltiplas drogas, que pode ser associada a imunoterapia, terapia biológica ou radioterapia. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir os tumores em locais específicos, aliviar sintomas, além de reforçar o tratamento quimioterápico. Também são utilizadas terapia alvo, transplante de células-tronco e, em casos especiais, cirurgia.

O transplante de medula óssea geralmente é feito em pacientes propensos a recaídas. No caso de linfomas indolentes, uma opção pode ser a observação clínica. Em linfomas com maior risco de invasão do sistema nervoso central, emprega-se terapia preventiva com quimioterapia ou radioterapia no cérebro e na medula espinhal.

  • Linfoma de Hodgkin

    A maioria das pessoas com linfoma de Hodgkin consulta um médico porque perceberam um linfonodo aumentado há algum tempo, se apresentaram algum sintoma específico, ou simplesmente por não se sentir bem e querer realizar um check up geral.

    Se os sinais e sintomas apresentados sugerirem que o paciente possa ter linfoma de Hodgkin, serão solicitados alguns exames para confirmação e estadiamento da doença.

    Histórico Clínico e Exame Físico

    Será perguntado durante a consulta seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas.

    Em seguida, o médico examinará o paciente, com especial atenção para os linfonodos e outras áreas do corpo que podem estar envolvidas, incluindo o baço e o fígado. Como as infecções são a causa mais comum do aumento dos linfonodos, o médico tentará encontrar um foco infeccioso na parte do corpo próxima aos linfonodos alterados.

    Se o médico suspeitar que um linfoma de Hodgkin possa estar causando os sintomas, será solicitada uma biópsia para elucidação diagnóstica.

    Fonte: American Cancer Society (04/03/2015)
    http://www.oncoguia.org.br/conteudo/diagnostico/1104/137/

  • Linfoma de Pele

    Como este tipo de linfoma afeta a pele, a maioria das vezes é notado rapidamente. Mas o diagnóstico definitivo do linfoma de pele pode ser adiado, porque os sintomas muitas vezes se assemelham a outros problemas mais comuns da pele. O diagnóstico do linfoma de pele só pode ser confirmado após a realização de exames de laboratório e de biópsias.

    Histórico Clínico e Exame Físico

    Será perguntado durante a consulta seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas. O médico perguntará a quanto tempo as alterações apareceram em sua pele, se mudaram de tamanho ou aparência, se causam coceira ou dor, se provocam outros sintomas como febre ou perda de peso. Porque os linfomas de pele podem ser difíceis de distinguir de alergias e outras erupções cutâneas. Ele perguntará se você foi exposto recentemente a algo que poderia estar causando esses problemas na pele, por exemplo, se você está tomando um novo medicamento ou está usando um novo sabonete.

    Durante o exame físico, o médico irá observar o tamanho, forma, cor e textura de qualquer área da pele que apresente a lesão. O resto do seu corpo vai ser examinado para determinar o envolvimento de outras áreas da pele. O médico também apalpará a região do pescoço, axilas e virilha para determinar a presença ou não de gânglios linfáticos aumentados sob a pele.

    Se os sinais e sintomas apresentados sugerirem que possa ser linfoma de pele, serão solicitados exames de imagem, de laboratório e biópsias, para confirmação diagnóstica e estadiamento da doença.

    Fonte: American Cancer Society (24/02/2016) http://www.oncoguia.org.br/conteudo/diagnostico/3865/561/

  • Linfoma não Hodgkin

    A maioria das pessoas com linfoma não Hodgkin consultam um médico porque perceberam um linfonodo aumentado há algum tempo, apresentaram algum sintoma específico, ou simplesmente por não se sentir bem e querer realizar uma avaliação geral.

    Se os sinais e sintomas apresentados sugerirem que o paciente possa ter um linfoma não Hodgkin, serão solicitados alguns exames para confirmação e estadiamento da doença.

    Histórico Clínico e Exame Físico

    Será perguntado durante a consulta seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas.

    Em seguida, o médico examinará o paciente, com especial atenção para os linfonodos e outras áreas do corpo que podem estar envolvidas, incluindo o baço e o fígado. Como as infecções são a causa mais comum do aumento dos linfonodos, o médico tentará encontrar uma infecção na parte do corpo próxima aos linfonodos alterados.

    Se o médico suspeitar que um linfoma não Hodgkin possa estar causando os sintomas, será solicitada uma biópsia para elucidação diagnóstica.

    Fonte: American Cancer Society (11/03/2015) http://www.oncoguia.org.br/conteudo/diagnostico/1013/51/

  • Linfoma não Hodgkin em crianças

    Se os sinais e sintomas apresentados sugerirem que uma criança possa ter um linfoma não Hodgkin, serão solicitados alguns exames para confirmação e estadiamento da doença.

    Histórico Clínico e Exame Físico

    Se o seu filho apresenta sinais e sintomas que sugerem um linfoma não Hodgkin, durante a consulta será perguntado seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar e outras condições clínicas. O histórico familiar de câncer, especialmente linfoma, pode também ser importante.

    Em seguida, o médico examinará seu filho, com especial atenção para qualquer aumento dos linfonodos, áreas de hemorragia ou possíveis sinais de infecção. O médico examinará ainda, cuidadosamente, os olhos, boca, pele, e sistema nervoso. O abdome será palpado para verificar possíveis sinais de aumento do baço ou fígado. Se o médico suspeitar que um linfoma não Hodgkin possa estar causando os sintomas, serão solicitados outros exames de laboratório e de patologia para elucidação diagnóstica.

    Fonte: American Cancer Society (27/01/2016) http://www.oncoguia.org.br/conteudo/diagnostico/3791/559/


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