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Câncer de Estômago


O que é?

O câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, se desenvolve lentamente ao longo de muitos anos, em geral a partir de alterações pré-cancerosas no revestimento interno (mucosa) do órgão. Como essas alterações raramente causam sintomas, muitas vezes passam despercebidas.

O câncer de estômago pode crescer pela parede do estômago e invadir órgãos vizinhos, vasos linfáticos e linfonodos próximos. Quando em estágio avançado, o câncer pode se disseminar pela corrente sanguínea, atingindo fígado, pulmões e ossos.

Existem três tipos principais de câncer gástricos: o adenocarcinoma, que se desenvolve a partir das células da mucosa do estômago e representa de 90% a 95% dos tumores; o linfoma, que surge na parede do estômago e é responsável por cerca de 4% dos casos; e o carcinoide, que se origina nas células do estômago que produzem hormônios e é diagnosticado em aproximadamente 3% dos casos.

O câncer de estômago atinge pessoas mais velhas. A idade média dos pacientes no momento do diagnóstico é de 70 anos e cerca de 65% tem 65 anos ou mais. A incidência é um pouco maior nos homens do que nas mulheres. No Brasil, o câncer de estômago está em terceiro lugar entre os tipos mais comuns entre homens e em quinto entre as mulheres.

Sintomas

Raramente há sintomas no estágio inicial do câncer de estômago, o que dificulta a sua detecção precoce. Conforme a doença se desenvolve, ocorrem perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, azia, indigestão, inchaço ou acúmulo de líquido no abdome, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente em geral acima do umbigo, também comuns a doenças como úlcera e gastrite. Nos estágios mais avançados da doença, podem surgir massa palpável na parte superior do abdômen, dor abdominal, aumento do tamanho do fígado e presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo. Sangramentos não são comuns, mas em cerca de 10% a 15% dos casos de câncer de estômago ocorre vômito com sangue. Outros sinais de sangramento gástrico são sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte.

Diagnóstico

Como os sintomas do câncer de estômago muitas vezes só aparecem quando a doença já está avançada, apenas cerca de 20% dos cânceres de estômago são diagnosticados em estágio inicial.

O diagnóstico tem início com o levantamento do histórico clínico do paciente, que inclui os sintomas apresentados, fatores de risco, histórico familiar e outras condições clínicas, e com o exame físico completo, com uma avaliação da região abdominal. Se os sinais e sintomas indicarem a presença de câncer de estômago, serão solicitados outros exames para confirmação da doença.

Os principais exames para detecção de câncer gástrico são a endoscopia digestiva alta e a radiografia contrastada do estômago. O método mais eficiente é a endoscopia, que possibilita obter imagens da lesão, realizar biópsias e fazer a avaliação citológica dos tecidos. Na radiografia contrastada, os raios-x delineiam o interior do estômago, evidenciando áreas anormais ou tumores. Quando se constata a existência de um tumor, pode ser realizada uma ultrassonografia endoscópica, para avaliar o comprometimento da parede gástrica e a propagação das células cancerosas para órgãos próximos e nódulos linfáticos.

Prevenção

Várias alterações que podem ocorrer no revestimento do estômago são consideradas pré-cancerígenas. Uma delas é a gastrite atrófica crônica, em que as glândulas normais do estômago estão diminuídas ou ausentes, além de apresentar inflamação. Geralmente causada pela infecção pela bactéria H. pylori, também pode ser causada por uma reação autoimune. Algumas pessoas com essa condição desenvolverão câncer, mas não se sabe exatamente como isso acontece. Outra é a metaplasia intestinal, em que o revestimento normal do estômago é substituído por células que se assemelham às que revestem o intestino. Também têm maiores riscos as pessoas que têm anemia perniciosa e aquelas com parentes que foram diagnosticados com câncer de estômago.

Pesquisas recentes mostram que a H. pylori pode transformar componentes de alguns alimentos em substâncias químicas que causam mutações no DNA das células do estômago, assim como ocorre com o fumo e com carnes processadas, alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados em sal. Por outro lado, alimentos que contêm antioxidantes, como frutas e vegetais, podem bloquear as substâncias que danificam o DNA das células. A vitamina C e o betacaroteno encontrados em frutas e verduras frescas, por exemplo, evitam que os nitritos (conservantes encontrados em alimentos industrializados) se transformem em nitrosaminas, substâncias cancerígenas.

Por isso, para prevenir o câncer de estômago é importante manter uma alimentação balanceada, composta de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras, desde a infância. Além disso, recomenda-se não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Tratamento

O principal tratamento para o câncer de estômago é a cirurgia, para a retirada de parte ou de todo o estômago, além dos nódulos linfáticos próximos. Muitas vezes, é a única chance de cura. O alcance da cirurgia será determinado pela localização, pelo tamanho, pelo tipo e pela extensão da disseminação do tumor. Como apoio ao tratamento cirúrgico, são utilizados radioterapia, quimioterapia e terapia alvo, isoladamente ou de forma combinada.

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