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Câncer De Esôfago


O que é?

O câncer do esôfago tem origem na mucosa do órgão e se dissemina para a submucosa e para a camada muscular.

Existem dois tipos principais de câncer do esôfago: o carcinoma epidermoide escamoso, responsável por 96% dos casos, e o adenocarcinoma. O carcinoma se inicia nas células escamosas e pode se desenvolver em qualquer parte do esôfago, mas em geral ocorre na parte superior e média do órgão. Já o adenocarcinoma se inicia nas células glandulares, que produzem muco, e surge principalmente na parte inferior do esôfago, na junção com o estômago. Mais raramente, ocorrem no esôfago outros tipos de câncer, como linfomas, melanomas e sarcomas.

O carcinoma é o tipo mais comum de câncer do esôfago entre pessoas de raça negra, enquanto o adenocarcinoma é mais frequente em brancos.

Sintomas

Na sua fase inicial, o câncer do esôfago não apresenta sinais. Porém, com o progresso da doença, surgem alguns sintomas, como dor ao engolir, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite. Também pode haver rouquidão, tosse persistente, soluços, pneumonia, dor óssea e hemorragia.

Porém, o principal sintoma é a dificuldade de engolir (disfagia), que se manifesta quando a doença já está em estado avançado. Por causa da disfagia, que começa com alimentos sólidos até chegar aos pastosos e líquidos, o paciente pode perder até 10% do seu peso corporal.

Diagnóstico

A detecção precoce do câncer do esôfago é muito importante, já que se trata de um tumor agressivo, em razão de o órgão não possuir membrana, o que facilita a disseminação das células cancerosas para estruturas vizinhas, para os gânglios linfáticos e órgãos distantes. Com um diagnóstico precoce, as chances de cura chegam a 98%. Porém, como não há sintomas nos estágios iniciais do câncer do esôfago, o diagnóstico precoce é raro e ocorre, em geral, quando se realizam investigações para outras doenças. Na maioria dos casos, o câncer do esôfago é diagnosticado em estágio avançado, quando o tratamento é mais difícil.

Caso o paciente apresente sintomas comuns em casos de câncer do esôfago, o médico faz um levantamento do seu histórico clínico e de seus familiares para verificar possíveis fatores de risco, além de realizar um exame físico. Se essa avaliação indicar suspeita de câncer de esôfago, são solicitados um hemograma completo, para verificar a presença de anemia, que pode ser causada por sangramento digestivo, e um exame de sangue oculto nas fezes. Quando o paciente apresenta disfagia, os exames recomendados são estudo radiológico contrastado e endoscopia com biópsia ou citologia, para confirmação da existência de câncer.

Prevenção

A maioria dos casos de câncer de esôfago não tem origem conhecida. Mas há fatores de risco que elevam as chances de desenvolver a doença. A chance de contrair câncer de esôfago aumenta com a idade: menos de 15% dos casos são diagnosticados em pessoas com menos de 55 anos. Os homens têm um risco de câncer de esôfago de 3 a 4 vezes maior do que as mulheres.

Também são fatores de risco o tabagismo e o alcoolismo, porque o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas podem causar mutações nas células que revestem o interior do esôfago, assim como irritações constantes no revestimento do órgão causadas por refluxo gastroesofágico ou por cicatrização de queimaduras provocadas por soda cáustica. Pessoas acima do peso ou obesas também têm uma maior chance de ter câncer do esôfago, em parte porque são mais propensas a ter refluxo. Certas substâncias ingeridas com frequência aumentam o risco de câncer, como carne processada e líquidos muito quentes, além de exposição a solventes usados para a limpeza a seco.

Estão relacionados ainda com a maior incidência desse tipo de câncer história pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão; infecção pelo papiloma vírus humano (HPV); tilose (espessamento da pele nas palmas das mãos e na planta dos pés), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago) e síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro).

Por isso, pessoas que apresentam essas condições devem realizar exames regularmente para detectar sinais precoces do câncer de esôfago. É importante para prevenir o câncer do esôfago ainda adotar uma dieta rica em frutas e legumes e evitar o consumo frequente de bebidas muito quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e derivados do tabaco. Tratar o refluxo com medicamentos ou cirurgia também reduz os riscos de desenvolver um tumor no esôfago.

Tratamento

Na maioria dos casos de câncer do esôfago, indica-se um tratamento cirúrgico para a remoção do tumor. Também são utilizadas quimioterapia, radioterapia, terapia alvo e tratamento endoscópio, dependendo da extensão da doença, que podem ser aplicadas de forma isolada ou combinada. Esses tratamentos também podem ser realizados como cuidados paliativos, quando não há possibilidade de cura e o objetivo é aliviar os sintomas, como dor, problemas de deglutição ou sangramento. Também são usadas dilatações com endoscopia, próteses autoexpansivas (para impedir o estreitamento do esôfago) e braquiterapia (radioterapia com sementes radioativas).


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