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Câncer de Endométrio


O que é?

Quase todos os cânceres de útero começam no endométrio, o revestimento interno do órgão. Trata-se do oitavo tipo de câncer mais frequente nas mulheres. Os principais tipos de câncer de endométrio são os carcinomas, que atingem as células das glândulas do endométrio.

Os carcinomas de endométrio podem ser classificados de acordo com a causa e o seu prognóstico. Os do tipo 1 podem ser causados pelo excesso de estrógeno. Às vezes se desenvolvem a partir de um crescimento anormal de células no endométrio. Geralmente, não são muito agressivos e demoram para se disseminar. O tipo 2 é menos frequente e não se sabe com certeza o que o provoca. Os cânceres tipo 2 incluem o carcinoma papilar seroso, o carcinoma de células claras, o carcinoma indiferenciado e o carcinoma endometrial grau 3. Como são propensos a crescer e se disseminar fora do útero, em geral são tratados de forma mais agressiva.

O câncer de endométrio é raro em mulheres com idade inferior a 45 anos. A maioria dos casos ocorre em mulheres com idade acima de 55 anos.

Sintomas

Cerca de 90% das pacientes diagnosticadas com câncer de endométrio têm hemorragia vaginal, com sangramento entre as menstruações ou após a menopausa. Também são comuns manchas e corrimentos anormais. Outros sintomas são dor na pelve, massa anormal na pelve e perda de peso, mais comuns em fases avançadas da doença.

Diagnóstico

A detecção precoce aumenta as chances de cura. No entanto, alguns tipos de câncer de endométrio podem ser diagnosticados em estágio avançado por não apresentarem qualquer sinal ou sintoma.

Não existe exame de rastreamento para o câncer de endométrio em mulheres assintomáticas. A maioria das mulheres é diagnosticada em função dos sintomas. O diagnóstico é feito com base no exame ginecológico e no histórico clínico e dos familiares da paciente, para verificar possíveis fatores de risco e entender melhor os sintomas.

O exame Papanicolaou, usado para o rastreamento do câncer de colo do útero, pode, ocasionalmente, diagnosticar alguns tipos de câncer de endométrio inicial, entretanto não é o exame ideal para este tipo de câncer.

Prevenção

A causa da maioria dos casos de câncer de endométrio é desconhecida, mas sabe-se que existem determinados fatores de risco. O principal é o excesso de hormônio estrogênio circulante na corrente sanguínea (hiperestrogenismo). Os fatores associados ao hiperestrogenismo são: obesidade, uso inadequado da terapia de reposição hormonal, menarca precoce, menopausa tardia, não ter filhos, infertilidade, diabetes, pressão arterial elevada, sedentarismo e idade. Mulheres que têm (ou podem ter) câncer de cólon hereditário não polipose (síndrome de Lynch) têm um risco elevado de câncer de endométrio.

Também são fatores de risco a presença de tumores ovarianos de células granulosa, que muitas vezes produzem altos níveis de estrogênio, e síndrome dos ovários policísticos, que gera níveis anormais de hormônios masculinos e baixos níveis de estrogênio e progesterona. Mulheres que tiveram câncer de mama podem ter um risco maior de desenvolver câncer endometrial, assim como hiperplasia endometrial atípica complexa. A radioterapia pode danificar o DNA de células, aumentando o risco de um segundo tipo de câncer, como o câncer de endométrio.

A maioria dos casos de câncer de endométrio não pode ser evitada, mas existem algumas maneiras de reduzir o risco de desenvolver a doença, como manter uma dieta saudável e praticar atividades físicas. Usar estrogênio para aliviar os sintomas da menopausa também reduz o risco. As progestinas podem reduzir o risco de câncer de endométrio em mulheres que fazem terapia com estrogênio, mas esta combinação aumenta o risco de câncer de mama.

Recomenda-se que as mulheres que têm ou podem ter síndrome de Lynch realizem exames anuais para câncer de endométrio com biópsia a partir dos 35 anos. Outra opção é fazer a histerectomia, se não quiser ter mais filhos.

Outra forma de diminuir o risco é tratar as doenças pré-cancerosas do endométrio. Muitos casos de câncer se iniciam a partir da hiperplasia endometrial. Alguns casos de hiperplasia desaparecem sem tratamento, mas muitos devem ser tratados com hormônios ou até mesmo com cirurgia para evitar que a doença se torne cancerígena.

Tratamento

O tratamento do câncer do endométrio na grande maioria das vezes é cirúrgico. Em geral retira-se todo o útero e os ovários e, em seguida, se avalia a necessidade de ressecção dos linfonodos próximos ao útero (pélvicos e retroperitoneais). Em alguns casos específicos, é preciso realizar um tratamento complementar com radioterapia, quimioterapia ou terapia hormonal, isolados ou de forma combinada.


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