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Câncer Colorretal


O que é?

O câncer colorretal inclui tumores que atingem o cólon, uma parte do intestino grosso, e o reto. É o terceiro tipo de câncer mais comum entre homens e mulheres, depois do câncer de pele. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Os pólipos adenomatosos são os que podem se transformar em câncer. Por esse motivo, o acompanhamento desses pólipos é fundamental para a detecção precoce desse tipo de câncer.

Existem vários tipos de câncer que se iniciam no cólon ou no reto. Os mais comuns são os adenocarcinomas, que respondem por mais de 95% dos casos e têm origem nas células produtoras do muco no interior do intestino. Outros tipos mais raros são os tumores carcinoides (que se iniciam nas células do intestino produtoras de hormônios), os linfomas e os sarcomas (que podem se desenvolver nos vasos sanguíneos, no tecido muscular ou conjuntivo na parede do cólon e do reto).

Sintomas

A maioria dos casos de câncer colorretal não apresenta sintomas nos estágios iniciais. Entre os sinais que podem indicar a presença de um tumor estão mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, dor e sangramento anal, esforço para evacuar e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação, perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, náuseas e vômitos. Anemia de origem indeterminada e suspeita de perda crônica de sangue também devem ser investigados, em especial em pessoas com mais de 50 anos.

Diagnóstico

O levantamento do histórico clínico do paciente pode identificar sintomas de câncer colorretal. No exame físico, o abdome é apalpado para sentir a presença de massas ou aumento de órgãos. Também pode ser realizado toque retal, para determinar se existem áreas anormais. Caso haja indicativo de câncer, são solicitados mais exames.

A detecção precoce do câncer colorretal é feita principalmente por meio de três exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes, colonoscopia e retossigmoidoscopia. Esses exames são indicados também para rastreamento em pessoas pertencentes a grupos de maior risco, para detectar a presença de pólipos que podem se tornar cancerígenos. Dependendo dos resultados, pode ser necessária a realização de biópsia de lesões suspeitas para a confirmação do diagnóstico.

Prevenção

A causa da maioria dos casos de câncer colorretal ainda é desconhecida, mas pesquisas indicam que alguns tumores são originados a partir de mutações genéticas. As síndromes hereditárias mais comuns associadas a esse tipo de tumor são polipose adenomatosa familiar, câncer colorretal hereditário sem polipose, síndrome de Gardner, síndrome de Turcot, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Mas a maioria das mutações genéticas relacionadas ao câncer colorretal são adquiridas durante a vida.

São fatores de risco para câncer colorretal doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, que causam displasia, considerada uma lesão pré-cancerígena como os pólipos. Ter um histórico de pólipos adenomatoso também aumenta o risco, assim como já ter tido câncer colorretal, em especial se esse tumor tiver sido diagnosticado quando a pessoa era mais jovem. Pessoas com diabetes tipo 2 e idade superior a 50 anos também apresentam risco maior de desenvolver a doença.

Além disso, práticas relacionadas ao estilo de vida têm sido associadas ao câncer colorretal. Uma dieta rica em carnes vermelhas e processadas pode aumentar o risco, assim como o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

A principal ação para prevenir o aparecimento de câncer colorretal é o rastreamento, já que do momento em que as primeiras células começam a formar pólipos até a formação do câncer colorretal propriamente dito podem se passar de 10 a 15 anos. Assim, a maioria dos pólipos pode ser removida antes de se transformar em câncer. O rastreamento também pode diagnosticar o câncer colorretal em estágio inicial, quando são maiores as chances de cura. Pessoas sem fatores de risco devem começar a fazer exames regulares aos 50 anos; já as que têm histórico familiar ou outros fatores de risco devem iniciar o rastreamento antes dessa idade e realizar os exames com mais frequência.

Também são importantes ações de prevenção manter uma dieta rica em fibras, composta de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e sementes, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, de carnes processadas e de carne vermelha, além de não fumar.

Tratamento

O tratamento depende da localização da lesão no cólon ou reto e da extensão da doença. Em geral, a cirurgia é o primeiro passo, para retirar a parte do intestino afetada pelo câncer e os nódulos linfáticos próximos à região. Depois, utiliza-se a radioterapia, que pode ser associada à quimioterapia, para diminuir a possibilidade de volta do tumor. A terapia alvo também pode ser empregada, assim como a ablação ou a embolização em pacientes com doença avançada.


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