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Câncer de Colo do útero


O que é?

O câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Os principais tipos de câncer de colo uterino são o carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma. O mais comum é o carcinoma de células escamosas, que corresponde a cerca de 80% dos cânceres de colo do útero. Ele se desenvolve a partir de células do ectocérvice, parte externa do colo uterino, que fica em contato com a vagina e tem características escamosas sob o microscópio. Já os adenocarcinomas se desenvolvem a partir das células glandulares produtoras de muco do endocérvice (parte interna do colo uterino).

Também podem ocorrer cânceres do colo do útero com características comuns aos dois tipos mencionados. São chamados de carcinomas adenoescamosos ou carcinomas mistos. Outros raros tipos de neoplasia também podem se desenvolver no útero, como melanoma, sarcoma e linfoma.

Sintomas

Mulheres com lesões pré-cancerosas ou com câncer de colo do útero em estágio inicial geralmente não apresentam sintomas. Os sinais muitas vezes só aparecem após a doença invadir tecidos próximos. Pode ocorrer sangramento vaginal anormal ou após a relação sexual; sangramento menstrual mais longo que o habitual; secreção vaginal com raias de sangue; sangramento após a menopausa; e dor durante a relação sexual. Em casos mais avançados, pode haver dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais.

Diagnóstico

A maioria dos casos de câncer de colo do útero é diagnosticada em mulheres com menos de 50 anos. Porém cerca de 15% dos casos são diagnosticados em mulheres com mais de 65 anos. Raramente essa doença se desenvolve em mulheres com menos de 20 anos.

O exame Papanicolau é a principal estratégia para detectar alterações e lesões precursoras do câncer e fazer o diagnóstico da doença precocemente, quando são maiores as chances de cura. O câncer de colo do útero pode ser causado pela infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV), que geram alterações celulares detectadas no exame Papanicolau. Assim, é recomendável realizar este e outros exames pélvicos regularmente a partir do início da atividade sexual.

Devido à longa evolução da doença, o exame pode ser realizado a cada três anos. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após três anos. A grande maioria das mulheres grávidas também pode se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde e a do bebê.

Além do Papanicolau, no exame físico o médico avalia os fatores de risco e verifica se há sinais e sintomas relacionados ao câncer, por meio de palpação do abdome, análise do colo do útero e toque retal, quando necessário. Se encontrado um resultado anormal no Papanicolau, são realizados outros exames. Entre eles, estão a colposcopia e a biópsia, que têm o objetivo de, respectivamente, delimitar a extensão da doença no colo e na vagina e confirmar o diagnóstico.

Prevenção

Nos últimos anos, os pesquisadores identificaram vários fatores de risco que aumentam as chances de uma mulher ter câncer de colo do útero. Um deles é o tabagismo. Mulheres que fumam têm o dobro do risco de desenvolver câncer de colo do útero em relação àquelas que não fumam. Outro fator de risco é o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, mas este tende a desaparecer depois que a mulher interrompe o uso dessa medicação.

Outros fatores de risco conhecidos são a presença do vírus da imunodeficiência humana (HIV), infecções por clamídia, dietas pobres em frutas e vegetais, obesidade, múltiplas gestações (mulheres que tiveram três ou mais gestações têm um risco maior de desenvolver câncer de colo do útero), gravidez precoce (mulheres com menos de 17 anos tem duas vezes mais chances de ter câncer que as que engravidaram pela primeira vez após os 25 anos de idade), não tratamento de lesões pré-cancerosas e histórico familiar (mulheres com mãe ou irmã que tiveram câncer de colo do útero têm um risco de duas a três vezes maior de desenvolver a doença).

Porém o fator mais importante é a infecção persistente por HPV, que pode provocar alterações nas células de revestimento do colo do útero e levar ao desenvolvimento do câncer. Por isso, deve-se reduzir o risco de contágio por esse vírus. Como a transmissão do HPV ocorre por via sexual, recomenda-se o uso de preservativos (camisinha) na relação sexual. Porém é importante ressaltar que se trata de uma proteção parcial, já que o contágio pode ocorrer também através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

Desde 2014, faz parte do calendário oficial de vacinas no Brasil a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos, a qual posteriormente foi disponibilizada para meninos de 12 a 13 anos. Essa vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Por isso, para a prevenção do câncer de colo uterino de forma mais efetiva, a vacinação deve ser usada em conjunto com o exame Papanicolau, pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.

Tratamento

As principais opções de tratamento para o câncer de colo do útero são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia-alvo. Esses tratamentos podem ser realizados isoladamente ou combinados, dependendo do estadiamento da doença.


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