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Câncer Cerebral


O que é?

Os tumores cerebrais surgem em diferentes áreas do órgão e da medula espinhal, cada uma com sua função específica, e a partir de diferentes tipos de células. Por isso, dependendo do local atingido, provocam sintomas distintos e demandam diferentes tratamentos. Por exemplo, um câncer na área motora pode causar fraqueza em determinada parte do corpo; no lobo frontal, em alguns casos pode provocar mudanças de comportamento e alterações na visão, audição e sensações.

Nos tumores cerebrais, a distinção entre tumores benignos e malignos não é tão importante como em outras partes do corpo, porque, como se trata de um órgão fundamental para o organismo, mesmo tumores benignos podem causar danos sérios. A principal distinção a ser feita é em relação à origem do tumor. Os tumores cerebrais originados nas células e estruturas que formam o cérebro são chamados de primários; já aqueles formados por metástases de tumores em outros órgãos, como nas mamas ou nos pulmões, são os secundários, sendo responsáveis pela maior parte dos casos de câncer cerebral em adultos.

Um dos tipos mais frequentes de câncer cerebral primário é o glioma, que se origina nas células gliais e responde por cerca de 30% de todos os tumores cerebrais. Entre os subtipos dos gliomas estão os glioblastomas, os astrocitomas (respondem por cerca de 20% dos tumores cerebrais), os oligodendrogliomas (2% do total de casos) e os ependimomas (2% dos casos, mais comuns em crianças ou adolescentes).

Outro tumor frequente no cérebro é o meningioma, que corresponde a cerca de 30% dos casos e são os tumores cerebrais primários mais comuns em adultos, com incidência crescente com a idade, em especial na faixa dos 70 e 80 anos. Eles começam nas meninges, tecidos que envolvem a parte externa do cérebro e da medula espinhal.

Já os cânceres originados nos neurônios são raros, como o medulobrastoma, que se desenvolve a partir das células neuroectodérmicas no cerebelo e ocorrem com mais frequência em crianças. Também são raros os cordomas, tumores que têm início no osso da base do crânio ou na extremidade inferior da coluna vertebral. Os linfomas de cérebro, no passado comuns entre pessoas infectadas pelo HIV, estão também se tornando raros, em razão da melhoria dos tratamentos com medicamentos anti-retrovirais. Um tumor mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens é o craniofaringioma, que se manifesta na base do cérebro, logo acima da hipófise.

Sintomas

Os sinais do câncer cerebral costumam surgir gradualmente e vão se agravando com o tempo, porém em alguns casos podem se manifestar repentinamente. Os sintomas se dividem em generalizados e específicos.

Os sintomas generalizados são provocados pelo aumento da pressão no interior do crânio, devido ao crescimento do tumor, a inchaço no cérebro ou bloqueio do fluxo do líquido cefalorraquidiano, causando dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão embaçada, problemas de equilíbrio, alterações na personalidade ou comportamento; em casos avançados, os pacientes podem apresentar letargia e até entrar em coma.

Os sintomas específicos estão relacionados ao comprometimento das funções controladas pelas regiões afetadas pelos tumores no cérebro. Entre eles estão ataques epilépticos, convulsões, fraqueza, sensações incomuns ou dormência em partes do corpo (tumores na área que controla o movimento ou sensações); perda de audição, problemas de equilíbrio, fraqueza de músculos faciais ou dificuldade para engolir (na área próxima a nervos cranianos); perda da visão (na parte posterior do cérebro ou em torno da glândula pituitária e do nervo ótico); comprometimento da coordenação motora e dificuldade para andar e executar tarefas comuns (no cerebelo); dificuldades para falar ou entender o que é falado (na região responsável pela linguagem); alterações de personalidade ou raciocínio (na parte frontal do cérebro); movimentos anormais e problemas de equilíbrio corporal (nos gânglios da base); torpor, fraqueza ou falta de coordenação nos braços ou pernas e perda de controle da bexiga ou intestino (na medula espinhal).

Diagnóstico

O processo de diagnóstico tem início com o levantamento do histórico clínico do paciente e a realização de exames físicos e neurológicos, que avaliam os reflexos, a força muscular dos olhos e da boca e o movimento, a coordenação e a agilidade.

Em caso de suspeita de tumor cerebral, é necessária a realização de diversos exames de imagem. Os mais usados são a ressonância magnética (RNM) e a tomografia computadorizada (TC), capazes de detectar 95% dos casos de tumor cerebral. Também podem ser utilizadas a espectroscopia por ressonância magnética, a tomografia por emissão de pósítrons (PET), a angiografia e a punção lombar – neste caso, para retirada de líquido cefalorraquiano, que será analisado para detectar a presença de células cancerosas. Como a maioria dos tumores cerebrais em adultos é secundária, recomenda-se ainda fazer uma radiografia do tórax, para verificar a existência de tumores primários em outros órgãos, como nos pulmões e nas mamas.

Porém, a confirmação do diagnóstico é feita por meio de biópsia. Quando o tumor pode ser removido cirurgicamente, em geral a biópsia é feita após a sua retirada. Quando os exames de imagem indicam que o tumor não pode ser removido, por risco de provocar sequelas ou por estar em uma parte muito profunda do cérebro, retira-se uma pequena amostra de tecido para a biópsia.

Prevenção

Alterações genéticas responsáveis pelo surgimento de algumas síndromes hereditárias aumentam o risco de desenvolvimento de alguns tumores cerebrais e da medula espinhal. Entre elas estão neurofibromatose, esclerose tuberosa, síndrome de Li-Fraumeni e síndrome de von Hippel-Lindau. Pessoas com alguma deficiência no sistema imunológico também têm um risco maior de desenvolver linfomas no cérebro ou na medula espinhal.

Nas que não apresentam síndromes hereditárias, as causas para o surgimento de tumores cerebrais não são conhecidas. Estima-se que as alterações genéticas que provocam esse tipo de câncer são eventos aleatórios, sem qualquer relação com fatores externos relacionados ao estilo de vida ou ao ambiente. O único fator de risco ambiental conhecido é a exposição à radiação, em geral decorrente de tratamento anterior para outro tipo de câncer.

Por causa da ausência de fatores de risco conhecidos, não há formas de prevenção para o câncer cerebral. Pelo mesmo motivo, não existem exames de rastreamento que permitam a detecção precoce, exceto para pessoas com síndromes hereditárias associadas a um maior risco de tumores cerebrais. O que vai influenciar as chances de cura são a idade do paciente, o tipo de tumor e a sua localização.

Tratamento

Os tumores cerebrais podem ser tratados com cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo, em geral de forma combinada. Como a maior parte dos tumores cerebrais não é curável, o tratamento tem como objetivo prolongar a vida do paciente e manter ao máximo a sua qualidade de vida.

Na maioria dos casos, é feita a remoção cirúrgica da maior parte possível do tumor, sempre procurando preservar as funções normais do cérebro. Alguns tumores podem ser curados apenas com cirurgia ou com cirurgia combinada à radioterapia. Porém, outros não podem ser tratados por cirurgia, quando as células cancerosas se disseminam pelos tecidos próximos. Nesses casos, a cirurgia é usada para diminuir a pressão exercida pelo tumor, reduzindo os sintomas.


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