Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | COTIDIANO
Data Veiculação: 27/06/2020 às 03h00

Einstein recomenda que médicos não prescrevam cloroquina para Covid U4 Einstein desaconselha o uso de cloroquina contra o coronavírus Antes, hospital deixava escolha a critério dos médicos, procedimento que ainda é adotado pelo Sírio-Libanês Everton Lopes Batista são paulo O Hospital Israelita Albert Einstein recomendou na quinta (25) que os médicos ligados à instituição não prescrevam cloroquina ou hidroxidoroquina a pacientes internados com Covid-19. Antes, profissionais do hospital poderiam recomendar os remédios desde que os pacientes estivessem de acordo. Em nota, o hospital diz que nunca teve protocolo que indicasse o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19.0 uso acontecia na modalidade “off labei”, que significa a prescrição de medicamentos fora das indicações homologadas pela Anvisa, sob responsabilidade do médico. Segundo o Einstein, a nova recomendação foi motivada pela decisão da FDA (agência reguladora americana) de revogar a autorização de uso emergencial dos medicamentos em pacientes de Covid-19. A decisão da agência foi publicada após uma série de estudos não mostrar benefícios do uso do remédio para esses doentes em comparação com o tratamento padrão adotado. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina no tratamento precoce de pacientes com Covid-19 no SUS (Sistema Único de Saúde), para casos leves, moderados e graves. Em 17 de junho, a pasta ampliou a recomendação de uso para gestantes, crianças e adolescentes. Segundo o documento, a prescrição do remédio é de critério do médico e depende da vontade do paciente. A hidroxidoroquina é indicada para tratar malária, lúpus e artrite reumatoide, entre outras doenças. O composto é um derivado menos tóxico da cloroquina, mas com efeitos semelhantes no corpo. Por meio de assessoria de imprensa, o Hospital Sírio-libanês disse que a instituição não tem recomendação U O médico tem liberdade para discutir com seu paciente qual o tratamento a ser seguido e pode recomendar o uso da hidroxidoroquina desde que o paciente esteja ciente de que não há evidência científica de eficácia do tratamento para Covid-19 e o médico explique os riscos de efeitos colaterais. O paciente precisa assinar um termo nota do hospital Sírio-Libanês sobre conduta universal de tratamentos. “O médico tem liberdade para discutir com seu paciente qual o tratamento a ser seguido e pode recomendar o uso da hidroxicloroquina desde que o paciente esteja ciente de que não há evidência científica de eficácia do tratamento para Covid-19 e o médico explique os riscos de efeitos colaterais. O paciente precisa assinar um termo de autorização do uso”, afirma o texto. Os dois hospitais fazem parte da Coalizão Covid Brasil, que reúne médicos de alguns dos principais hospitais do país para o teste de tratamentos potenciais contra a Covid-19. A cloroquina e a hidroxidoroquina estão entre as substâncias testadas pela equipe. Segundo a nota do Sírio-Libanês, os estudos estão ainda em andamento. Os medicamentos ganharam destaque em março, quando o presidente americano, DonaldTrump, passou a endossar seu uso para tratamento da Covid-19, baseado em evidências que cientistas consideravam frágeis. O presidente jair Bolsonaro o seguiu e incentivou o uso do remédio. O Exército entrou na produção do medicamento, e o laboratório químico e farmacêutico da instituição gastou mais de R$ 1,5 milhão para ampliar a produção do composto. Em 17 de junho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que iria interromper os experimentos com hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19. Paciente com Covid-19 é tratado na UTI do hospital alemão Oswaldo Cruz Zanone Fraissat/Folhapres

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Data Veiculação: 27/06/2020 às 14h05