Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 27/02/2020 às 05h00

SÃO PAULO - Hospitais de São Paulo já se mobilizam para padronizar cartilhas sobre o novo coronavírus e recebem alertas sobre como isolar casos suspeitos. Diretor da Federaçāo dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), Luiz Fernando Ferrari diz que, desde dezembro, o avanço da doença e as ações para receber os casos suspeitos estão sendo debatidos com os associados. De acordo com Ferrari, que também é vice-presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp), as entidades, que representam 55 mil serviços de saúde da rede privada do Estado, planejam padronizar cartilhas sobre o tema. "Na semana passada, a gente se reuniu com os sindicatos dos empregados e o patronal para fazer cartilhas conjuntas de comunicação para os funcionários e gestores de hospitais. Estamos acompanhando os alertas dados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde." Segundo Ferrari, foi dado um alerta para que os hospitais isolem os casos suspeitos e que os profissionais de saúde utilizem os equipamentos de proteção individual ao lidar com esses pacientes. "Deve ser feito o isolamento respiratório do paciente, com uso de máscara, e os funcionários devem usar os métodos de precaução universais: luvas, óculos, o avental não-estéril e a máscara cirúrgica, a máscara comum. 

As pessoas que mexerem com ele precisam estar com um aparato. Não é a N95, que é para procedimentos invasivos, como intubação e aspiração." O diretor da federação explica que, neste momento em que não há transmissão local do vírus, não existe a recomendação de que esses métodos sejam adotados por todos os funcionários. "Se todo mundo começar a usar máscara, não vai ter produção suficiente. É preciso fazer uma boa barreira com quem está com suspeita, diagnóstico rápido e a higiene do hospital. Os hospitais sempre estiveram preparados, porque a gente vive lidando com epidemias." O Hospital Israelita Albert Einstein, que recebeu o primeiro caso da doença no País, informou que acompanha a situação do novo coronavírus desde o início da epidemia.

 "O hospital, que conta com os mais avançados recursos diagnósticos e assistenciais para os atendimentos que se fizerem necessários, inclusive os mais graves, vem atuando no treinamento intensivo de seus colaboradores com o objetivo de assegurar a oferta de atendimento adequado, bem como a segurança de pacientes, familiares e funcionários", informou, em nota. No Hospital Sírio-Libanês, pacientes recebem a orientação em três idiomas sobre como agir caso desconfiem que estão com a doença. "Desde que começaram a sair os alertas do Ministério da Saúde, em janeiro, foi criado um comitê de crise e foi colocada a sinalização em português, inglês e mandarim para que ele se identifique, retire uma máscara cirúgica e use o álcool em gel", explica Mirian Dal Ben, infectologista do hospital. Caso sejam identificados os sintomas da doença e se a pessoa tiver visitado um dos países com transmissão do vírus, o paciente é transferido para um quarto especial para evitar que ele circule pelas instalações do hospital. 

Os profissionais também foram orientados a adotar medidas de segurança, além do uso do equipamento de proteção. "Há uma ordem de retirada. Eles respeitam uma sequência para evitar a contaminação. Primeiro, tiram as luvas e higienizam as mãos. Depois, o avental descartável e higienizam as mãos de novo. Por fim, tiram os óculos de proteção e a máscara." China cria medidas para cuidar de equipes médicas Epicentro da epidemia, a China elaborou um documento com medidas para cuidar das equipes médicas que estão atuando nos casos do Covid-19, como aumento salarial, oferta de refeições nutritivas e transporte, garantia de tempo de descanso e atendimento psicológico. Segundo a agência oficial do governo chinês, que divulgou as informações na última segunda-feira, 24, as autoridades chinesas classificaram que a luta contra a doença está em uma "fase crítica" e que todos os departamentos devem focar na proteção e no cuidado dos profissionais, tendo em vista o alto risco de infecção e a pressão no trabalho. Para os médicos que forem infectados, haverá compensação com seguro de acidente de trabalho e, em caso de morte, os profissionais serão homenageados como mártires.

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 27/02/2020 às 13h53

Como se proteger do coronavírus? Algumas medidas básicas, de acordo com especialistas, podem diminuir consideravelmente as chances de contágio - não só da doença surgida na China no fim do ano passado como de outras infecções em geral. Lavar as mãos de forma adequada é a principal. Durante a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave, na sigla em inglês), que estourou também na China no fim de 2002, deixou 774 mortos e foi provocada por outro tipo de coronavírus, o ato de lavar as mãos reduziu o risco de transmissão entre 30% e 50%, segundo estimativas de especialistas em saúde. “As pessoas devem higienizar as mãos não só para se proteger do coronavírus, mas de outras infecções virais”, explica Francisco Ivanildo Oliveira Júnior, gerente do Controle de Infecção Hospitalar do Sabará Hospital Infantil e supervisor do ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem uma cartilha que ensina a lavar as mãos de forma eficiente. O processo todo demora cerca de 20 segundos e as orientações incluem especial atenção aos punhos, unhas e dedos - que merecem cuidado redobrado. 1 O jeito certo de lavar as mãos, segundo a OMS 2 Use sabonete líquido 3 Esfregue as palmas das mãos 4 Entrelace os dedos e lave as costas de uma mão com a palma da outra 5 Esfregue o punho esquerdo com a palma da mão direita em movimentos circulares e vice-versa 6 Esfregue os dedos com as mãos entrelaçadas 7 Esfregue a parte de trás dos dedos na palma da outra mão 8 Gire uma mão fechada sobre o polegar. Repetir na outra mão 9 Esfregue os dedos de uma mão fechada sobre a palma da outra mão 10 Enxágue as mãos 11 Seque bem as mãos usando uma toalha de papel Se não houver água e sabão disponíveis, a saída, de acordo com a agência federal de saúde dos EUA, é usar gel desinfetante que contenha pelo menos 60% de álcool. “As pessoas devem intensificar a lavagem das mãos, mas sem exagero”, diz o infectologista David Uip, coordenador do centro de infectologia do Hospital Sírio-Libanês e reitor da Faculdade de Medicina do ABC. 

Máscara previne o coronavírus? O uso de máscaras cirúrgicas já se transformou no símbolo da disseminação do novo coronavírus. Imagens de longas filas de chineses tentando comprar o produto correm a internet. Por aqui, algumas farmácias já não têm em estoque. Mas a máscara comum é realmente necessária e eficaz? O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA informa que, se você está saudável, a máscara não é necessária. Por outro lado, ela pode ajudar a evitar que uma pessoa doente transmita o vírus - mas não é 100% eficaz. Especialistas indicam que profissionais de saúde e pessoas com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus devem usar máscaras do tipo N95, que têm capacidade de filtragem de partículas de até 0,3 micrômetro (100 micrômetros equivalem a 0,1 milímetro), enquanto as máscaras cirúrgicas comuns filtram micropartículas com tamanhos entre 2 e 10 micrômetros. 

O novo coronavírus tem 0,12 micrômetro de diâmetro. Quem ainda assim resolver usar, vale lembrar que as máscaras são descartáveis e devem ser trocadas com frequência, de preferência a cada duas horas. “A máscara tem vida curta, umidifica e perde a validade de proteção”, afirma David Uip. Novo jeito de espirrar, esqueça o jeito antigo de espirrar, aquele com as mãos cobrindo a boca. Isso porque, dessa forma, a possibilidade de contaminar outras pessoas e superfícies é enorme. Para evitar isso, a melhor medida é tossir ou espirrar no cotovelo. 

Estranho? Você pode ainda usar um lenço descartável toda vez que espirrar - ele deve ser descartado imediatamente. Por fim, outras dicas úteis podem ajudar a evitar a contaminação: mantenha pelo menos 1 metro de distância de pessoas que estão tossindo ou espirrando, evite tocar olhos, nariz e boca e deixe objetos e superfícies em casa sempre limpos. Álcool é um bom desinfetante contra o coronavírus. CORONAVÍRUS CRONOLOGIA DICAS Expediente Editor Executivo Multimídia Fabio Sales Editora de Infografia Multimídia Regina Elisabeth Silva Editor Assistente Multimídia Adriano Araujo Designer Multimídia Dennis Fidalgo Edição de foto Dalmo Sena

METRO/SÃO PAULO | Outros
Data Veiculação: 27/02/2020 às 03h00

 

FANTÁSTICO/TV GLOBO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 27/02/2020 às 03h00

 

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