Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

O ANTAGONISTA
Data Veiculação: 26/07/2020 às 09h57

Para o diretor do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Gustavo Fernandes, a retomada do convívio social depende da criação de uma vacina eficaz contra a Covid-19. “Enquanto a vacina não aparecer, a gente não tem um nível de segurança para sair”, disse ao site Metrópoles. “A solução mais real e mais rápida é a vacina. A gente venceu os vírus, historicamente, com vacina. Aí está a bala de ouro do tratamento dessa doença. Deposito as minhas esperanças de poder abraçar meu pai, um parente, meus pacientes na criação de uma vacina. Nesse sentido, no Brasil, temos tido um papel interessante, estamos participando dos testes de duas das mais promissoras.” Bolsonaro: "Estou imunizado, mas evito contato" Moderna começa última fase de testes de possível vacina para Covid-19 10 milhões de curados da Covid-19 Em destaque: covid-19 • vacina • Sírio-Libanês • Gustavo Fernandes • Brasília

CATRACA LIVRE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 26/07/2020 às 09h53

Profissionais relataram ameaças de morte ou de demissão ao negar o uso de substância sem eficácia comprovada 26/07/2020 - 9:53 Uma pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina (APM) mostrou que 48,9% dos médicos receberam algum tipo de ameaça de pacientes ou de familiares para realizar tratamento com o uso de cloroquina, hidroxicloroquina ou outro medicamento sem comprovação científica no combate ao novo coronavírus. Segundo o estudo, para 69,2% dos médicos, as notícias falsas são as principais causadoras desses desentendimentos. “Interferem negativamente, pois levam algumas pessoas a minimizar (ou negar) o problema e, assim, a não observar as recomendações de isolamento social e higiene, ou a não procurar os serviços de saúde”, relata a associação. Entre os relatos de violência, 37% presenciaram episódios de agressões a médicos ou a outros profissionais da saúde ou administrativos, 21,5% relataram truculência psicológica, 20,7% narraram agressão verbal e 11,5% contaram ataques nas redes sociais. #NessaQuarentenaEuVou – Dicas durante o isolamento: Lista de serviços de acolhimento emocional à distância 3 motivos para curtir a sua própria companhia 5 dicas essenciais para os ansiosos de plantão 4 dicas de autocuidado com a saúde mental 3 tipos de meditação para dormir melhor Receitas de doces e salgados para você testar Cursos e plataformas online para estudar Agenda de lives para dançar e cantar no quarto Notícias falsas, remédios ineficazes O maior estudo brasileiro já feito sobre o uso da hidroxicloroquina em pacientes com sintomas leves ou moderados de covid-19 atestou aquilo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros órgãos internacionais já haviam apontado: a droga não tem eficácia no combate contra o novo coronavírus. A conclusão é de uma pesquisa feita pela coalizão liderada pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês. Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa, pelo Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e pela Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet). Subnotificações A APM também questionou os médicos sobre a possibilidade de subnotificação nos dados divulgados pelo Ministério da Saúde. 45,4% relatam acreditar em subnotificação do governo e 21,5% têm a percepção de que o número de óbitos veiculados é inferior. Veja também: É FALSO que OMS recomendou vacina da China e descartou a dos EUA Compartilhe: Tags: #Coronavírus #Crime Ver comentários Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 26/07/2020 às 05h08

Depois de quatro meses do primeiro caso registrado de Covid-19 no Brasil – em 26 de fevereiro -, a pandemia segue implacável. O país registra mais de 2 milhões de infectados e mais de 80 mil mortos. Não há perspectivas para um fim. Quem trabalha na linha de frente encara os próprios medos e a responsabilidade de lidar com tantas vidas enquanto se aprende sobre uma enfermidade nova para todos. O desafio não tem sido fácil, ainda mais diante do clima de animosidade – e desconfiança – que se criou em torno da doença e suas implicações. Em entrevista ao Metrópoles, o diretor do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, Gustavo Fernandes, fez um balanço sobre o período de enfrentamento ao novo coronavírus no Brasil. Para o oncologista, imerso no enfrentamento da Covid-19, a esperança de reaver o convívio social recai sobre a criação de uma vacina eficaz. “Enquanto a vacina não aparecer, a gente não tem um nível de segurança para sair. A solução mais real e mais rápida é a vacina”, afirmou ao Metrópoles. Confira os principais trechos da conversa com o médico: Vacina “Enquanto a vacina não aparecer, a gente não tem um nível de segurança para sair. A solução mais real e mais rápida é a vacina. A gente venceu os vírus, historicamente, com vacina. Aí está a bala de ouro do tratamento dessa doença. Deposito as minhas esperanças de poder abraçar meu pai, um parente, meus pacientes na criação de uma vacina. Nesse sentido, no Brasil, temos tido um papel interessante, estamos participando dos testes de duas das mais promissoras.” Hidroxicloroquina “Temos alguns estudos com a hidroxicloroquina no mundo. Todos foram negativos. A opinião dos infectologistas é de que essa droga deve ser abandonada do tratamento. Quem critica (os médicos contrários ao uso do medicamento) afirma que os estudos têm falhas metodológicas. Mas não há nenhum estudo com hierarquia mais alta que sugira algum benefício razoável. Se hidroxicloroquina funcionar de alguma forma, é pouco, isso está claro. Eu não recomendo que os pacientes usem. Eu não tomo. Não tomo nenhuma dessas drogas que estão sendo usadas, ivermectina, hidroxicloroquina. Não há evidência que suporte o uso.” Como deve ser o tratamento “A gente não acha que nenhuma dessas terapias funcione, salvo a dexametasona, a heparina e o remdesivir, que não temos no Brasil. Para a gente prescrever um tratamento em medicina, tem de provar que ele ajuda e não provar que não atrapalha. Por outro lado, se criou uma animosidade, uma agressividade tão grande em cima disso – as pessoas estão tensas e nervosas com o tema – que tenho sido muito suave. Hoje estamos precisando ser mais empáticos, mais humanos, mais gentis. Admito discordância. Se alguém aqui dentro do hospital, em comum acordo com o paciente, achar que tem de tomar um medicamento ou outro, vou respeitar.” Animosidade que atrapalha “Está todo mundo machucado, com medo, receoso de adoecer ou perder um parente. As pessoas estão privadas de seus afetos, o que torna todas naturalmente mais agressivas. Existe uma nítida agressividade no ar, seja dos pacientes ou dos familiares. A vida fica árida. Essa aridez se manifesta nas expressões, na maneira que as pessoas se colocam na sociedade. Falta entender que não temos uma cura e precisamos nos respeitar mais. Que tipo de mundo é esse em que as pessoas acham que quem estudou a vida inteira; tem pai, mãe, irmão, amigos e é gente também está agindo em conluio para machucar a sociedade? Que tipo de doença a gente tem na cabeça? A gente precisa tentar influenciar as pessoas com argumentos certos, legítimos. Sem usar emoções e manipulações de medo. E, no final, se respeitar. É um momento de muita dúvida, difícil para a humanidade. Difícil para todas as pessoas. Temos deixado o nosso mau comportamento político influenciar a maneira como a gente se porta frente a um tema de saúde tão importante e significativo.” Contato mais próximo? “Existe como promover um encontro sem o contato físico direto, com algum grau de segurança. A gente faz aqui no hospital. Temos fluxo separado, distanciamento físico. Eu, médico, visito pacientes com Covid-19 e não peguei Covid-19. Qual é a dificuldade? Exige disciplina, protocolo, entendimento e até equipamento. É difícil fazer recomendação para a população geral, porque ela não é treinada. É como pilotar uma moto, um avião. Todo mundo pode fazer? Sim. Mas é seguro todo mundo começar a dirigir sem ter instrução, sem ter tido aula? Acho que não. Como acredito que esse pico da pandemia dure por uns seis meses, eu não recomendaria que as pessoas tentassem aprender como ter contato pessoal mais próximo sem se expor ao risco. As possíveis falhas nesse processo podem comprometer a saúde das pessoas. Não queremos que as pessoas vivam com a culpa de ter machucado alguém da própria família.” UTIs no Sírio Libanês “A gente tem tido pouquíssimas vagas, lotação praticamente completa, sobretudo nas últimas três semanas. Quando aparece vaga, fica entre duas e três horas livres apenas. Ainda é um problema. Já tivemos mais pacientes com Covid-19. Há uma semana tínhamos mais. Isso é uma boa notícia, mas o número ainda é muito maior do que o de um mês atrás.”

ESTADÃO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 26/07/2020 às 05h00

“Se eu for convocada vou tentar de alguma forma a liberação na Justiça Eleitoral ou cobrar dos cartórios medidas de proteção”, disse a publicitária Mariana Marcondes, de 28 anos. Mesária na eleição municipal de 2012, ela se recorda dos momentos de concentração de pessoas quando os eleitores vão às urnas. “Depois de encerrada a votação se forma uma aglomeração para devolver livros, urnas e imprimir os boletins.” Diante do cenário incerto da pandemia do coronavírus para os próximos meses, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está especialmente preocupado com o possível “apagão” em uma etapa-chave do processo das eleições municipais deste ano: a convocação de mesários. O processo, que será deflagrado na primeira semana de agosto, precisa reunir um exército de 2 milhões de pessoas, entre voluntários e convocados. Os nomes que já atuaram na função em eleições passadas são os primeiros no radar dos tribunais regionais eleitorais, mas especialistas e ex-desembargadores temem que uma onda de atestados médicos e a judicialização das convocações abram um vácuo sem precedentes na função. Mesária em três eleições consecutivas, sendo a última em 2016, a assessora Mayra Angels, de 28 anos, lembra que este ano os representantes da Justiça Eleitoral que compõem a mesa receptora de votos terão de ficar três horas a mais na sala de votação após decisão do TSE. “Isso aumenta a exposição. A pandemia vai assustar as pessoas que forem convocadas. Tomamos todos os dias cuidados dentro de casa, mas há muito compartilhamento de material e documento para conferir no dia da votação”, disse. Já o assistente de compras Cláudio Soares, de 46 anos, que foi mesário por seis eleições e chegou a presidente de mesa, afirmou que, em caso de problema técnico na urna, é inevitável que se forme uma fila, o que pode gerar tumulto na seção. “Se eu fosse convocado, pediria dispensa por questões sanitárias.” Para evitar um “apagão” de mesários, o TSE vai lançar uma ação midiática no mês que vem. O primeiro passo será uma campanha nacional na TV protagonizada pelo médico Dráuzio Varela estimulando voluntários e garantindo que o processo será feito sob um rígido protocolo de proteção sanitária. Em outra frente, a Corte deve fechar convênios com universidades, funcionários públicos e, em último caso, até com o Exército para montar a rede de mesários. “A principal preocupação do TSE é garantir que as eleições municipais sejam seguras para eleitores, mesários, servidores e quem mais trabalhar nos dias de votação”, disse ao Estadão o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do tribunal. Ele afirmou que a Corte instituiu uma consultoria sanitária, integrada pela Fiocruz e pelos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein para definir as providências e os protocolos a serem seguidos. “Precisamos da colaboração de brasileiros patriotas, preferencialmente que não sejam do grupo de risco do novo coronavírus, para ajudar a Justiça Eleitoral a realizar o rito mais importante da democracia, que é a escolha de quem vai nos governar e representar”, afirmou o ministro. Quem for convocado e não comparecer estará cometendo crime de responsabilidade, mas, na prática, a penalidade é muito branda: multa de R$ 3,50. Isso quando é aplicada. “Deve haver este ano uma avalanche de atestados e muita judicialização”, disse o ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo André Jorge. Por outro lado, avaliou Jorge, a abstenção também deve crescer muito entre o eleitorado. Pela lei, qualquer eleitor pode ser convocado na hora para cumprir a função de mesário se os escalados para a tarefa faltarem no dia da votação. O risco disso acontecer será maior se a Justiça Eleitoral reduzir o número de mesários de quatro para três. “Sem mesário não tem eleição. Essa é a preocupação central do TSE. Como os eleitores vão reagir à convocação? A dificuldade é evitar que a seção deixe de funcionar por causa de mesário. Com quatro mesários é mais confortável porque, se dois faltarem, a seção ainda funciona. Mas se forem três mesários e tiver falta, o primeiro eleitor que chegar pode ficar de castigo”, disse advogado eleitoral Rafael Morgental, que foi por 16 anos servidor do TRE do Rio Grande do Sul. Redução de danos O plano original do TSE era ampliar o número de urnas eletrônicas para dividir mais o eleitorado e, assim, evitar aglomerações e filas. Mas, conforme revelou o Estadão, uma guerra de recursos e a pandemia da covid-19 atrasaram a licitação milionária de compra de novos equipamentos para as eleições deste ano. Apesar de manter o processo em andamento, o próprio TSE admitiu não haver mais tempo hábil para o uso das novas urnas em novembro, quando os brasileiros escolherão prefeitos e vereadores. Com menos urnas, a Justiça Eleitoral começou a fazer um remanejamento de eleitores e, com isso, a média de pessoas por seção eleitoral saltará de 380 para 430. A convocação dos mesários será realizada entre agosto e setembro. Entre as medidas de redução de danos do TSE na pandemia, o presidente da Corte aboliu a identificação biométrica neste ano. Após ouvir infectologistas, o tribunal concluiu que há possibilidade de aumento da chance de infecção, uma vez que o leitor do sistema não pode ser higienizado frequentemente, além da possibilidade de aglomerações nas seções eleitorais. Apesar do cenário nebuloso, o ex-ministro do TSE Henrique Neves se mostra otimista. “Daqui até novembro vai dar tempo de equacionar tudo. Pessoas que já contraíram covid e estão curadas podem se voluntariar e contribuir com o Brasil.” O Estadão separou respostas para algumas perguntas comuns sobre o assunto. Veja: Quantos mesários atuaram nas eleições municipais de 2016? Qual a previsão deste ano? Nas eleições municipais de 2016, em torno de 2 milhões. Este ano, considerando aqueles que não trabalham diretamente na seção mas que prestam auxílio nos locais de votação, o número será o equivalente. Que medidas serão tomadas para garantir a segurança sanitária dos mesários? Essas medidas estão em discussão por parte da consultoria sanitária formada pelos hospitais Albert Einstein, Sírio Libanês e pela Fundação Fiocruz e serão amplamente divulgadas assim que finalizadas. Certamente incluirão máscaras, álcool em gel, marcadores no chão para distanciamento social e protocolos de higienização das pessoas e do local. O que ocorre se dois mesários faltam em uma seção? Conforme as regras, o mesário que está presente na seção precisa informar com urgência ao apoio logístico do local de votação, a fim de que o cartório eleitoral providencie a substituição ou remanejamento de outra seção. O TSE pretende fazer algum convênio para que funcionários públicos atuem como mesários? Ou com universidades? Na medida em que seja necessário, essa é uma possibilidade real. Alguns TREs já estão atuando nesse sentido. Quem não pode ser mesário? O eleitor fica impedido de atuar como mesário se for: menor de 18 anos, candidato ou cônjuge/parente de um candidato em até segundo grau, mesmo que só por afinidade, membro de diretório de um partido político e exerça alguma função executiva, uma autoridade ou um agente policial, ou ainda um funcionário que exerce cargo de confiança do Poder Executivo, servidores e colaboradores da própria Justiça Eleitoral, agente de Segurança Penitenciária, de Escolta e Vigilância Penitenciária ou Guarda Civil Municipal, no caso do Estado de São Paulo. O que o mesário voluntário ganha? Apesar de o trabalho de mesário não ser remunerado, o convocado ou voluntário tem benefícios: auxílio-alimentação de até R$ 35 nos dias de eleição, direito a dois dias de folga no trabalho para cada dia trabalhado como mesário e para cada dia de treinamento, vantagem no critério de desempate em concursos públicos, caso haja esta previsão no edital, e certificado de serviços prestados à Justiça Eleitoral.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | CADERNO 2
Data Veiculação: 26/07/2020 às 03h00

Covid-19 em hospitais privados, como o Sírio-Libanês e Einstein, está declinando. Só não é melhor, segundo se apurou, por conta da internação de pacientes ‘importados’ de outros estados brasileiros. E os hospitais públicos? Guiando-se por dados oficiais, o coronavírus perde força tanto na Grande São Paulo bem como no Estado. A taxa de ocupação dos leitos de UTI na GSP caiu 25,3% no comparativo entre 21 de maio (89,6%) e 21 de julho (64,3%). Em todo Estado, por sua vez, a melhora é bastante menor: redução de 6,4% no mesmo período: saiu de 73% de ocupação para 66,6%. Matemática 2 O HC da USP, que reservou integralmente o Instituto Central para atender casos de covid-19, informa que já teve quase 100% de seus 300 leitos de UTI ocupados simultaneamente. Hoje são 180 pacientes em terapia intensiva. Matemática 3 O Hospital de Campanha do Ibirapuera? Chegou a cuidar de mais de 200 pessoas internadas simultaneamente, locadas entre seus 268 leitos. E hoje se limita a 124 pacientes infectados, recebendo, inclusive, pessoas das regiões de Campinas e Piracicaba. Matemática 4 O Hospital Emílio Ribas, por sua vez, permanece com média de ocupação de... 95% na pandemia. DIVULGAÇÃO POLAROID André Pera está fotografando, como voluntário, as doações da CUFA na pandemia da covid-19. Nesta foto, clicou moradores de Heliópolis atendidos pela ONG, que trabalha com 250 favelas no Estado de São Paulo. A Central Única das Favelas conta que a ideia do projeto é “registrar atitudes nobres em meio a tempos sombrios e gerar memória”. Assim, esperam, conseguem incentivar outras pessoas a doarem também. Bloco da paulista As sete instituições que formam a Paulista Cultural MASP, IMS Paulista, Itaú Cultural, Sesc Avenida Paulista, Japan House, Casa das Rosas e Centro Cultural Fiesp têm se encontrado com regularidade para desenhar um retomo articulado e com protocolo s comuns, deste que é um dos maiores corredores culturais do país. Na quinta, se reuniram com Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do Estado de SP, para conversar sobre essa ação. Para pequenos AHarperCollinsvai lançar no Brasil o selo HarperKids em uma parceria com a Leiturinha, maior clube de assinaturas do País. O lançamento oficial do selo será em agosto, e as obras terão a curadoria da Leiturinha, feita a partir do catálogo internacional da Harper Collins Publishers. RESPONSABILIDADE SOCIAL • A Toptrends vai fazer leilão virtual de 45 esculturas de vacas parte do acervo da exposição CowParade em prol do Hospital Cruz Verde e do Instituto Feira Preta, amanhã. • A Maxipark está higienizando gratuitamente o ambiente interno dos carros de pacientes de hospitais e laboratórios atendidos por ela, em parceria com a DryWash. • Após finalizar seu segundo tratamento de câncer de mama, Marcela Dangot lança marca de turbantes e acessórios para elevar a autoestima das mulheres. A cada peça vendida, a Dangot Brand doará outra para instituições carentes. DIVULGAÇÃO Jun Sakamoto está entregando pessoalmente os pedidos de delivery do seu restaurante. No início da quarentena, o chef implantou o sistema pela 1vez em 18 anos, mas quis fazer diferente: ele mesmo faz as entregas em louças de cerâmica que são retiradas na casa do cliente no dia seguinte. “Consegui não perder o contato humano entregando pessoalmente meus sushis”. Todo tempo Izabella Camargo que precisou tirar o pé do acelerador e pisar no freio ao ser diagnosticadacom a síndrome de burnoutescreveu Dá um tempo!, que será lançado em agosto pela Principium. O livro reúne percepções sobre o assunto de mais de cem entrevistados, como Fernanda Montenegro, Padre Fábio de Melo e Nelson Motta, entre outros. Realocados Toda equipe do Buffet França, que fechou durante a pandemia, foi contratada por Anna e Manoela Zarzur, do Espaço Wood. O chef Fabian Queiroz Soares e mais 15 funcionários tinham 30 anos de casa.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 26/07/2020 às 03h00

Crise sanitária PANDEMIA AMEAÇA PRESENÇA DE MESARIOS Tribunal Superior Eleitoral lança campanha para evitar apagão’ de representantes convocados Pedro Venceslau 44 ry e eu for convocada vou tentar de alguma forma a liberação na Justiça Eleitoral ou cobrar dos cartórios medidas de proteção”, disse a publicitária Mariana Marcondes, de 28 anos. Mesária na eleição municipal de 2012, ela se recorda dos momentos de concentração de pessoas quando os eleitores vão às urnas. “Depois de encerrada a votação se forma uma aglomeração para devolver livros, urnas e imprimir os boletins.” Diante do cenário incerto da pandemia do coronavírus para os próximos meses, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está especialmente preocupado com o possível “apagão” em uma etapa-chave do processo das eleições municipais deste ano: a convocação de mesários. O processo, que será deflagrado na primeira semana de agosto, precisa reunir um exército de 2 milhões de pessoas, entre voluntários e convocados. Os nomes que já atuaram na função em eleições passadas são os primeiros no radar dos tribunais regionais eleitorais, mas especialistas e ex-desembargadores temem que uma onda de atestados médicos e a judicialização das convocações abram um vácuo sem precedentes na função. Mesária em três eleições consecutivas, sendo a última em 2016, a assessora Mayra Angels, de 28 anos, lembra que este ano os representantes da Justiça Eleitoral que compõem a mesa receptora de votos terão de ficar três horas a mais na sala de votação após decisão do TSE. “Isso aumenta a exposição. A pandemia vai assustar as pessoas que forem convocadas. Tomamos todos os dias cuidados dentro de casa, mas há muito compartilhamento de material e documento para conferir no dia da votação”, disse. Já o assistente de compras Cláudio Soares, de 46 anos, que foi mesário por seis eleições e chegou a presidente de mesa, afirmou que, em caso de problema técnico na urna, é inevitável que se forme uma fila, o que pode gerar tumulto na seção. “Se eu fosse convocado, pediria dispensa por questões sanitárias.” Para evitar um “apagão” de mesários, o TSE vai lançar uma ação midiática no mês que vem. O primeiro passo será uma campanha nacional na TV protagonizadapelo médico Dráuzio Varela estimulando voluntários e garantindo que o processo será feito sob um rígido protocolo de proteção sanitária. Em outra frente, a Corte deve fechar convênios com universidades, funcionários públicos e, em último caso, até com o Exército para montar a rede de mesários. “A principal preocupação do TSE é garantir que as eleições municipais sejam seguras para eleitores, mesários, servidores e quem mais trabalhar nos dias de votação”, disse ao Estadão o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do tribunal. Ele afirmou que a Corte instituiu uma consultoria sanitária, integrada pela Fiocruz e pelos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein para definir as providências e os protocolos a serem seguidos. “Precisamos da colaboração de brasileiros patriotas, preferencialmente que não sejam do grupo de risco do novo coronavírus, para ajudar a Justiça Eleitoral a realizar o rito mais importante da democra- FOTOS TABA BENEDICTO/ESTADÃO Temor. Por receio de aglomerações, Mariana Marcondes afirma que vai tentar Liberação de convocação na Justiça Risco. ‘Muito material é compartilhado’, diz Mayra Angels cia, que é a escolha de quem vai nos governar e representar”, afirmou o ministro. Multa. Quem for convocado e não comparecer estará cometendo crime de responsabilidade, mas, na prática, a penalidade é muito branda: multa de R$ 3,50. Isso quando é aplicada. “Deve haver este ano uma avalanche de atestados e muita judicialização”, disse o ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo André Jorge. Por outro lado, avaliou Jorge, a abstenção também deve crescer muito entre o • Preocupação “A principal preocupação do TSE é garantir que as eleições municipais sejam seguras para eleitores, mesários, servidores e quem mais trabalhar nos dias de votação.” Luís Roberto Barroso PRESIDENTE DO TSE “Se eu fosse convocado, pediria dispensa por questões sanitárias.” Cláudio Soares MESÁRIO POR SEIS ELEIÇÕES eleitorado. Pela lei, qualquer eleitor pode ser convocado na hora para cumprir a função de mesário se os escalados para a tarefa faltarem no dia da votação. O risco disso acontecer será maior se a Justiça Eleitoral reduzir o número de mesários de quatro para três. “Sem mesário não tem eleição. Essa é a preocupação central do TSE. Como os eleitores vão reagir à convocação? A dificuldade é evitar que a seção deixe de funcionar por causa de mesário. Com quatro mesários é mais confortável porque, se dois faltarem, a seção ainda funciona. Mas se forem três mesários e tiver falta, o primeiro eleitor que chegar p ode fie ar de castigo”, disse advogado eleitoral Rafael Morgental, que foi por 16 anos servidor do TRE do Rio Grande do Sul. Medidas. O plano original do TSE era ampliar o número de urnas eletrônicas para dividir mais o eleitorado e, assim, evitar aglomerações e filas. Mas, conforme revelou o Estadão, uma guerra de recursos e a pandemia da covid-19 atrasaram a licitação milionária de compra de novos equipamentos para as eleições deste ano. Apesar de manter o processo em andamento, o próprio TSE admitiu não haver mais tempo hábil para o uso das novas urnas em novembro, quando os brasileiros escolherão prefeitos e vereadores. Com menos urnas, a Justiça Eleitoral começou a fazer um remanejamento de eleitores e, com isso, a média de pessoas por seção eleitoral saltará de 380 para 43o. A convocação dos mesários será realizada entre agosto e setembro. Entre as medidas de redução de danos do TSE na pandemia, o presidente da Corte aboliu a identificação biométrica neste ano. Após ouvir infectologistas, o tribunal concluiu que há possibilidade de aumento da chance de infecção, uma vez que o leitor do sistema não pode ser higienizado frequentemente, além da possibilidade de aglomerações nas seções eleitorais. Apesar do cenário nebuloso, o ex-ministro do TSE Henrique Neves se mostra otimista.

BLOGS DO ESTADÃO
Data Veiculação: 26/07/2020 às 00h55

É público o fato que o índice de internados com covid-19 em hospitais privados, como o Sírio-Libanês e Einstein, está declinando. Só não é melhor, segundo se apurou, por conta da internação de pacientes ‘importados’ de outros estados brasileiros. E os hospitais públicos? Guiando-se por dados oficiais, o coronavírus perde força tanto na Grande São Paulo bem como no Estado. A taxa de ocupação dos leitos de UTI na GSP caiu 25,3% no comparativo entre 21 de maio (89,6%) e 21 de julho (64,3%). Em todo Estado, por sua vez, a melhora é bastante menor: redução de 6,4% no mesmo período: saiu de 73% de ocupação para 66,6%. O HC da USP, que reservou integralmente o Instituto Central para atender casos de covid-19, informa que já teve quase 100% de seus 300 leitos de UTI ocupados simultaneamente. Hoje são 180 pacientes em terapia intensiva. O Hospital de Campanha do Ibirapuera? Chegou a cuidar de mais de 200 pessoas internadas simultaneamente, locadas entre seus 268 leitos. E hoje se limita a 124 pacientes infectados, recebendo, inclusive, pessoas das regiões de Campinas e Piracicaba. O Hospital Emílio Ribas, por sua vez, permanece com média de ocupação de… 95% na pandemia. Bloco da paulista As sete instituições que formam a Paulista Cultural – MASP, IMS Paulista, Itaú Cultural, Sesc Avenida Paulista, Japan House, Casa das Rosas e Centro Cultural Fiesp – têm se encontrado com regularidade para desenhar um retorno articulado e com protocolos comuns, deste que é um dos maiores corredores culturais do país. Na quinta, se reuniram com Sérgio Sá Leitão, secretário de Cultura do Estado de SP, para conversar sobre essa ação. Para pequenos A HarperCollins vai lançar no Brasil o selo HarperKids em uma parceria com a Leiturinha, maior clube de assinaturas do País. O lançamento oficial do selo será em agosto, e as obras terão a curadoria da Leiturinha, feita a partir do catálogo internacional da Harper Collins Publishers. Todo tempo Izabella Camargo – que precisou tirar o pé do acelerador e pisar no freio ao ser diagnosticada com a síndrome de burnout – escreveu Dá um tempo! que será lançado em agosto pela Principium. O livro reúne percepções sobre o assunto de mais de cem entrevistados, como Fernanda Montenegro, Padre Fábio de Melo e Nelson Motta, entre outros. Realocados Toda equipe do Buffet França, que fechou durante a pandemia, foi contratada por Anna e Manoela Zarzur, do Espaço Wood. O chef Fabian Queiroz Soares e mais 15 funcionários tinham 30 anos de casa.