Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

NEXO/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/06/2020 às 00h00

O ministro interino da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello, afirmou a parlamentares na terça-feira (23) que o governo federal prepara uma estratégia de testagem em massa dos brasileiros. O Brasil é um dos países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus que menos aplicou, proporcionalmente, testes em sua população. Identificar os doentes por meio de exames e quebrar a cadeia de transmissão do vírus, isolando doentes por ao menos 14 dias e rastreando seus contatos, é uma das mais importantes medidas de controle da doença. É também um dos critérios da OMS (Organização Mundial de Saúde) para que os países possam reabrir com segurança. A pandemia foi decretada oficialmente em 11 de março de 2020. Na segunda-feira (22), o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, disse que a proporção de resultados positivos dos testes aplicados no Brasil aponta para uma baixa testagem no país e para um número subestimado de doentes. Ao todo, 31% dos exames aplicados dão resultados positivos no Brasil. “Nos países que aplicam grande número de testes, a porcentagem de positivos fica perto de 5%”, afirmou. Uma pesquisa do Imperial College, de Londres, estimou que o Brasil registrou oficialmente apenas 34% de todos os casos possíveis de infecção da doença. O número real de contaminados pode, portanto, ser o triplo do que as estatísticas dos governos estaduais mostram. A intenção do Ministério da Saúde, divulgada por Pazuello, é aplicar os exames em 50 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 24% da população. Na quarta-feira (24), porém, o Ministério da Saúde falou em 46 milhões de testes, número que já havia sido anunciado pelo ex-ministro Nelson Teich. Metade dos testes será do tipo rápido, que identifica a presença de anticorpos contra o coronavírus no organismo, e a outra metade, de testes PCR, que mostram se a pessoa está infectada pelo Sars-CoV-2 no momento do exame. A pasta vem tendo dificuldades em entregar os testes prometidos e em comprar mais unidades. Na quarta-feira (24), o órgão anunciou que buscará adquirir novos tipos de exames, mais precisos. A meta para realizar toda a testagem, que era até dezembro, foi eliminada. A ideia é não ter mais um prazo para terminar a campanha. 11,3 milhões de testes foram distribuídos pelo Ministério da Saúde aos estados até a terça-feira (23), de um total de 46,2 milhões prometidos O Brasil é o segundo país do mundo em número de casos e de mortes pela covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre os dez países mais afetados, o Brasil é o segundo que menos testa, atrás apenas da Índia. Segundo dados do site Worldometers, o Brasil já realizou 12.603 testes por 1 milhão de habitantes, número quase dez vezes menor do que países como o Reino Unido (125.844 testes por 1 milhão de habitantes) e a Rússia (122.001 pela mesma proporção da população). Pazuello também defendeu a inclusão de diagnósticos clínicos na base de dados para que os governos tenham uma visão mais realista da evolução da doença no país. Esse tipo de diagnóstico é dado pelo médico com base no histórico do paciente de exposição ao vírus, sintomas da doença e exames como radiografias e tomografias. Os testes que identificam o coronavírus não seriam feitos, mas o paciente poderia, mesmo assim, ser diagnosticado com a doença. Há cerca de 200 tipos de testes para a detecção do coronavírus registrados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Eles se dividem entre dois tipos: os que usam sangue, soro ou plasma e os analisam amostras de secreções do nariz e da garganta. Explicado Pandemia: origens e impactos, da peste bubônica à covid-19 Índex Tudo sobre Coronavírus no Nexo Gráfico Qual o material mais eficaz para máscaras, segundo este estudo Os tipos de testes Sangue, soro ou plasma Os chamados testes sorológicos mostram a partir de uma amostra de sangue se a pessoa já teve no passado contato com o vírus. Eles detectam a presença de anticorpos produzidos pelo próprio organismo em resposta à infecção. São dois tipos de anticorpos: o IgM, que é uma resposta inicial, e o IgG, que gradualmente vai substituindo o primeiro. Ele é o anticorpo que, em tese, cria imunidade. Como essa proteção natural do organismo leva cerca de 15 dias para se formar, os testes sorológicos são indicados a partir do décimo dia após o início dos sintomas. Na rede privada, esses testes custam de R$ 90 a R$ 380. Secreções das vias respiratórias os testes PCR ou RT-PCR, também chamados de moleculares, diagnosticam a presença do vírus no organismo a partir de amostras de secreções do nariz ou da garganta coletadas por uma espécie de cotonete gigante (swab). São considerados o padrão-ouro, por serem mais precisos. A sigla, em inglês, significa transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase. Na amostra, a fita simples de RNA do vírus é detectada e transformada por enzimas numa dupla fita de DNA. Esse DNA é amplificado bilhões de vezes numa máquina com ciclos de mudança de temperatura, o que facilita a identificação do material genético do vírus por emissão de luz para a confirmação do caso. É realizado do terceiro ao décimo dia a partir do aparecimento dos sintomas. Gratuito na rede público, pode ser feito a pedido médico em hospitais particulares por um valor que varia de R$ 150 a R$ 470. Os problemas dos testes Apesar de os testes PCR serem mais confiáveis, há obstáculos para seu uso em larga escala. Eles precisam de laboratórios equipados e com alto poder de processamento, além de profissionais capacitados. Por isso, são caros e mais demorados no diagnóstico, o que pode levar até dois dias para acontecer. As amostras ainda precisam ser acondicionadas em refrigeradores a -20ºC ou em freezers a -70ºC. Hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) têm recorrido a laboratórios privados contratados pelas prefeituras para processar os testes PCR, a um preço que varia de R$ 150 a R$ 203 por exame. Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo na quarta-feira (24) mostrou que a rede estadual criada para realizar exames da covid-19 está ociosa. Segundo as secretarias de saúde, a situação se deve a contratos fechados no início da pandemia para desafogar a fila de exames represados. 500 amostras por dia de testes PCR são, em média, processadas em grandes laboratórios públicos do país, segundo o Ministério da Saúde 860.604 testes PCR foram realizados na rede pública até 23 de junho, de acordo com o órgão; somando com a rede privada, país aplicou 1,48 milhão de exames do tipo Já os testes sorológicos, que usam amostras de sangue, podem em muitos casos dar o diagnóstico num prazo de 10 a 30 minutos — por isso são chamados de testes rápidos. Eles têm como vantagem serem mais baratos, mas seu uso em massa é questionado por poderem apresentar, a depender da marca, 15% de erro em resultados negativos e de 1% a 5% em resultados positivos. As alternativas Como alternativa aos testes usados pelos governos, hospitais e laboratórios criaram novos tipos de exames. O Hospital Sírio-Libanês lançou em parceria com o laboratório brasileiro Mendelics, em junho, um tipo de teste molecular que usa a saliva do paciente e demora apenas uma hora para dar o resultado. Seu custo é de R$ 95. O Hospital Israelita Albert Einstein patenteou em maio um teste que coleta secreções por meio de um swab, mas que permite um processamento das amostras numa velocidade 16 vezes maior do que o PCR. Seu custo divulgado inicialmente é de R$ 250, mas o hospital analisava o valor. No final de maio, o laboratório Fleury também desenvolveu um teste que usa a técnica de espectrometria de massa, que identifica proteínas do Sars-CoV-2 por meio da medida de massa e estrutura. O método também usa coleta de secreção do nariz ou garganta, mas as amostras não precisam ser mantidas em temperaturas negativas. O diagnóstico pode sair em três horas, segundo o laboratório, a um custo de R$ 180. O que se sabe sobre o vírus? O QUE É A COVID-19? A covid-19 é uma doença infecciosa da família de vírus chamada de coronavírus. Essa nova doença tem origem ainda incerta, mas o mais provável é que o vírus tenha vindo de animais vendidos no mercado central de Wuhan, metrópole chinesa onde o vírus foi descoberto, em dezembro de 2019. QUAIS SÃO OS SINTOMAS? Além dos sintomas típicos da gripe – como febre, tosse, dor muscular e cansaço –, o coronavírus pode afetar o sistema respiratório da vítima, causando pneumonia e podendo matar. As pessoas mais suscetíveis às consequências graves do vírus são idosos e pessoas com condições preexistentes. COMO É A TRANSMISSÃO? O coronavírus é transmitido da mesma forma que uma gripe comum. Isso significa que a doença é transmitida pelo contato com secreções de pessoas contaminadas: gotículas de saliva, espirro, tosse, toque ou aperto de mão seguido de contato com boca, nariz e olhos. COMO É POSSÍVEL SE PREVENIR? Para reduzir os riscos de contágio e de transmissão, o Ministério da Saúde recomenda medidas como evitar contato próximo com doentes, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca e manter os ambientes bem ventilados. Lavar frequente e adequadamente as mãos é uma das principais recomendações, uma vez que expor o vírus ao sabão o destrói com eficácia. Devido ao avanço da pandemia, governos e especialistas têm recomendado (e, em alguns países, imposto) a adoção do distanciamento social, um esforço coletivo em reduzir o contato entre as pessoas para conter a transmissão dos vírus. Aglomerações e reuniões em lugares fechados devem ser evitadas. EXISTE TRATAMENTO? Até 18 de março de 2020, não existia um tratamento específico para o vírus, nem vacina preventiva. A recomendação é que as pessoas infectadas fiquem isoladas e permaneçam em observação. Elas devem ficar em repouso e se hidratar. Além disso, é recomendável se medicar com analgésicos para aliviar os sintomas. QUAL A LETALIDADE DO VÍRUS? A letalidade da covid-19 está estimada em torno de 3% e 4%. Essa estimativa é baseada apenas em casos confirmados da doença, ainda que somente uma pequena parte da população seja submetida a testes para detectar o vírus, e que haja uma fração dos infectados que não apresentam sintomas e, por isso, tendem a não buscar a testagem. A taxa estimada para a covid-19 representa um nível menor de letalidade do que a de outras doenças, como, por exemplo, a Sars (síndrome respiratória aguda grave, que se alastrou entre os anos 2002 e 2004). No entanto, causa grande preocupação a rapidez da transmissão do novo tipo de coronavírus e a alta letalidade dele em pessoas do chamado “grupo de risco”, acima dos 60 anos e/ou com condições respiratórias, cardiovasculares ou imunológicas pré-existentes. O Nexo também tem um Índex com todos os conteúdos produzidos pelo jornal sobre a pandemia. Eles estão com acesso livre. Além disso, você pode se inscrever na newsletter diária Boletim Coronavírus, com uma seleção de materiais do Nexo e de outros veículos.

FOLHA DE S.PAULO/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 25/06/2020 às 03h00

Os sindicatos e as associações de escolas particulares criticaram a decisão do governo de São Paulo de liberar o retomo só em setembro, mas a avaliação entre donos de instituições de ensino é a de que não havia outra alternativa diante do cenário atual da pandemia. “Não tinha muito jeito de ser diferente mesmo. O que se sente, tanto em relação aos professores quanto às famílias dos alunos, é que há muito medo de voltar”, diz Mauro Aguiar, diretor do colégio Bandeirantes. aula Ele diz que o Bandeirantes vinha preparando o retorno e com o Sírio Libanês, mas havia dificuldade em montar a grade horária. “Tinha de fazer um sistema híbrido, mesmo com a maior parte remota, mas há a dificuldade de preencher as aulas presenciais pelo medo dos educadores, que ficam expostos”, afirma Aguiar. peso A notícia de que o fundador da CrossFlt, Greg Glassman, vendeu a empresa nesta quarta (24) pode ter efeitos para os donos das academias brasileiros que ainda tinham contratos em andamento, mas planejavam deixar a marca no momento da renovação. alongamento Avendaocorre após Glassman gerar uma crise de racismo na empresa ao questionar o motivo de lamentar a morte de George Floyd. “Foi uma sinalização boa ter trocado de mãos. Agora temos de olhar para onde vai virar o leme para vermos se vamos continuar nesse barco”, afirma Diego Galípolo, dono da CrossFit Ximbó. aquecimento WillyOhshima, dono Gomixel em Sorocaba (SP), diz que se desfiliou da CrossFit após os comentários racistas do presidente. Segundo ele, a venda da marca não é o suficiente para atrailo de volta. “Eles estão tentando reverter o caos, mas precisam fazer mais mudanças estruturais pra resgatar o senso de comunidade”, afirma. queda livre Após apresentar o maior recuo mensal em maio, o índice de confiança do empresário do comércio da CNC (confederação do setor) continua caindo. Em junho, chegou a 66,7 pontos, o menor patamar da série histórica iniciada em 2011, com intervalo entre 0 e 200. A queda de 28,6% ante maio foi maior do que a marca do mês passado. abismo Os tombos levaram ao nível recorde de pessimismo entre os empresários. Mais de 90% deles percebem as condições atuais da economia como piores e quase 75% pretendem reduzir o quadro de funcionários, segundo a CNC. O índice que mede a expectativa do setor também chegou pela primeira vez à zona de avaliação negativa. check-in Enquanto as atividades de turismo hibernam durante a crise do e o coronavírus, a despeito do movimento inicial de reabertura no setor, a gigante da hotelaria Accorresolveu ampliara oferta de seus serviço de “long stay”, como é chamada a estadia estendida para moradia de solução rápida nos hotéis. check-out A rede já oferecia o long stay, como no Adagio Aparthotel, mas diante da queda na demanda por diárias enfrentada por toda a hotelaria, ela passa a concentrar mais esforços na expansão deste outro serviço no momento de redução das viagens. reserva O projeto começa com um desconto de 50% no primeiro mês para os pacotes de estadia superior a três meses. Vai funcionar em 24 unidades da Aceor na Grande São Paulo e outros 24 endereços das bandeiras Novotel, Mercure, ibis, ibis Styles e Adagio Aparthotel, em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio. bagagem Por causa da pandemia, não haverá acesso a áreas comuns, mas permanecem os serviço de limpeza e lavanderia. Essa não é a primeira resposta que a Accor criou para lidar com a crise. A rede já lançou o “room Office”, ou seja, retirou as camas de uma parte de seus quartos para transformá-los em escritórios alugados por diária. motor Após o aumento da demanda na pandemia pelos seguros da modalidade per pay use, conhecidos como “liga e desliga”, cresce também o interesse em oferecer o serviço. É que o modelo de coberturas pontuais, que foi liberado no Brasil em 2019, funciona bem para quem busca economia, mas começa a chamar atenção da alta renda. alarme A 3 SEG, corretora do segmento premium, lançou apólice “liga e desliga” para carros de luxo, esportivos ou de coleção. A alternativa vem no momento em que a desvalorização do real impacta ovalor de mercado desses veículos. “A crise afeta todos os estratos sociais. Todos querem pagar menos”, afirma Paulo Kalassa, sócio da corretora.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ESPECIAL
Data Veiculação: 25/06/2020 às 03h00

APRESENTADO POR HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS Retomada segura das atividades requer cuidados e prevenção Com novos fluxos contra a COVID-19, Sírio-Libanês orienta protocolos para diminuir riscos na volta ao trabalho Medidas como higienização das mãos, desinfecção de ambientes, distanciamento social e uso de máscaras estão no radar das equipes do Hospital Sírio-Libanês desde o início da crise sanitária que abalou o mundo em 2020. “Antes que viesse a instrução da Organização Mundial da Saúde para que todos usassem máscaras, elas já eram distribuídas aos colaboradores que precisavam vir ao hospital”, diz o cardiologista Luiz Francisco Cardoso, superintendente de Pacientes Internados e Práticas Assistenciais do Hospital Sírio-Libanês. Diante de qualquer sintoma gripai, como os de COVID-19, os funcionários são orientados a recorrer ao programa de saúde interno “Cuidando de Quem Cuida” para passar por avaliação e fazer testes a fim de detectar se estão infectados. Em casos leves da COVID-19, os funcionários seguem o protocolo de se isolarem casa, sendo monitorados por profissionais de saúde em esquema de telemedicina. “Todos os afastados que voltaram ao trabalho fizeram isso com bastante segurança, e o segredo disso é testar, testar e testar”, afina Cardoso. Esses cuidados não apenas propiciam saúde e bem-estar aos funcionários, como dão confiança a quem recorre aos serviços, seja para atendimento de emergência ou para dar prosseguimento a tratamentos, assim como realizar exames para os que detectam o SARS-CoV-2, aliás, a coleta pode ser feita em esquema drive-thru, com agendamento prévio. “Adotar e manter essas regras é a principal ferramenta para um retomo seguro às atividades”, diz Maura Salaroli de Oliveira,gerente medicado Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Sírio-Libanês. “E preciso atentar que, ao longo do d ia, tocamos em objetos e superfícies que podem estar contaminados. A higiene das mãos é a forma de quebrara cadeia de transmissão do vírus”, explica. SEGURANÇA EM CONSULTÓRIOS O máximo de segurança para pacientes e profissionais em clínicas e consultórios só é conseguido quando o roteiro que leva o paciente até seu médico é seguido à risca. Para isso, o Hospital Sírio-Libanês adotou rigorosos protocolos de atendimento contra a COVID-19, compartilhando essas orientações com médicos do seu Corpo Clínico que também atuam em consultórios próprios. “Os novos hábitos incluem não apenas a limpeza dos espaços, mas um cuidado com os fluxos”, diz Marina Muto, superintendente de Facilities do Hospital Sírio-Libanês. A primeira orientação da cartilha elaborada com dicas de segurança e higienização é sobre o agendamento, que deve reduzir o número de pessoas na sala de espera. Em prédios com manobristas, eles precisam estar com máscaras e higienizar as mãos ao entrar e sair dos veículos. A recepção deve ter estrutura adequada, sinalização no chão para garantir o distanciamento de 2 metros entre as pessoas e evitar aglomerações no elevador. Outra questão é a triagem. “A própria recepção, ao identificar uma pessoa com sintomas gripais, como tosse, febre e ou coriza, deve encaminhá-la para o elevador dedicado”, acrescenta Iramaia Nunes, gerente de e hotelaria do Sírio-Libanês. CONHEÇA OS EXAMES QUE DETECTAM O NOVO CORONAVIRUS RT-PCR É o padrão ouro para fazer o diagnóstico da doença ativa Testar para retomar Os exames são uma importante ferramenta de apoio na volta aos ambientes de trabalho. O radiologista Cesar Higa Nomura, superintendente de Medicina Diagnostica do Sírio-Libanês, diz que é fundamental conhecer os diferentes tipos de testes e o momento certo de aplicá-los, além do acompanhamento médico para interpretar seus resultados SOROLOGIA Identifica quem já teve contato com o vírus e pode ter desenvolvido imunidade Exame de biologia molecular, busca a presença do material genético do vírus no organismo. Apresenta alto grau de confiabilidade nessa detecção. Metodologia Exame imunológico, detecta anticorpos contra o coronavírus (IgM, produzido no pico da infecção; e IgG, que costuma aparecer na fase final da doença). A confiabilidade do resultado varia muito, sobretudo nos chamados testes rápidos, que podem apresentar alta taxa de falso negativo. Como é feito /!• Com o uso do swab, instrumento que lembra um cotonete com pontas feitas de material plástico, é feita a coleta de secreções no nariz e na garganta. Na sorotogia tradicional, o sangue é coletado e armazenado em tubos para ser enviado ao laboratório. Nos testes rápidos, a amostra é obtida por meio de uma picada da ponta do dedo e colocada num kit, com indicação visual do resultado. Em até 72 horas. No Sírio-libanês, 75% dos resultados saem em até 12 horas Tempo para o resultado Sorotógico tradicional, de 2 a 3 dias Teste rápido, de 10 a 30 minutos Idealmente entre o 39 e o 5Q dia de sintomas, quando a carga viral está potencializada. O resultado positivo guia estratégias como o isolamento do paciente e as condutas de tratamento. Quando Um paciente só começa a produzir anticorpos a partir fazer de um determinado período após a exposição ao vírus. Por isso, recomenda-se a testagem a partir do 10Q dia após o início dos sintomas. Realizar testes antes desse período aumenta o risco de exames falso negativos. Fazer o diagnóstico de pessoas com sintomas e testar assintomáticos que tiveram contato com doentes de COVID-19. Aplicação Avaliar o grau de exposição e imunidade de determinados grupos cc Não existem testes perfeitos. O quadro clínico é fundamental. É importante tratar sempre o paciente e usar o teste como apoio diagnóstico” Cesar Higa Nomura Superintendente de Medicina Diagnosticado Sírio-Libanês Consultoria auxilia empresas no retorno seguro às atividades Criada em 2013, a área de Consultoria do Sírio-Libanês tem experiência no auxílio a hospitais públicos e privados para que melhorem seus processos de gestão e desenvolvam projetos em saúde. Mas a pandemia da COVID-19 criou necessidades, nas empresas não hospitalares, ligadas a protocolos de biossegurança para a retomada das atividades. Esse mesmo movimento foi observado nas secretarias de saúde, que precisaram de apoio técnico para planejar uma forma segura de retorno do comércio e dos serviços. “Empresas nos procuraram e com dúvidas desde modelos de testagem, se é melhor PCR ou sorologia, até qual o melhor protocolo de limpeza e de manuseio de equipamentos. Todos querem voltar às atividades, mas de forma segura”, diz Rafael Saad, gerente da Consultoria do Sírio-Libanês, que está atendendo clientes como a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e a CJP Hotels & Resorts. A eficácia da iniciativa do Sírio-Libanês, na rede CJP Hotels & Resorts, por exemplo, começa a ser testada em julho, quando será reaberta a primeira de suas unidades, o Wish Serrano em Gramado (RS). Desde março, os dez hotéis da CJP estão fechados. O acordo com a consultoria é para definir, implementar e validar os novos protocolos de biossegurança. “Fomos buscar em uma instituição renomada na área de saúde orientação para reabrirmos dentro de um novo padrão”, explica Fabio Codinho, CEO da CJP. Foram gastos RS 3 milhões no projeto que inclui a consultoria e todas as adaptações nos hotéis. “Não é só onde o hóspede pode ver, mas também foram criados novos processos nas áreas de circulação de funcionários e na forma de receber mercadorias dos fornecedores.” Telemedicina é realidade por meio do Sírio-Libanês Saúde Corporativa, o hospital também reforçou o atendimento remoto aos parceiros durante a pandemia e hoje acompanha 143 mil colaboradores de empresas clientes por meio de atendimentos a distância feitos por médicos de família. A telemedicina já era uma ferramenta muito usada internamente no hospital, e agora passou a ter seu uso ampliado. A COVID-19, ao atingir com mais gravidade pessoas com doenças preexistentes, reforçou a visão de que ações em saúde devem focar prioritariamente na prevenção. “O Sírio-Libanês Saúde Corporativa engloba prevenção e promoção de saúde, cuidados assistenciais, ocupacionais e também reabilitação”, comenta Fabio Patrus, diretor de Unidades Externas e Saúde Corporativa. Um dos clientes do serviço, o Banco ltaú acabou de ampliar o contrato com o Sírio-Libanês por conta da pandemia para que mais 30 mil vidas sejam monitoradas fora de São Paulo. “Estamos acompanhando os grupos de risco. A telemedicina nos permite fazer este monitoramento a distância e resolve bem a maioria dos casos”, explica Patrus. Além do ltaú, o Sírio-Libanês atende outro cliente também do setor financeiro, o Banco BV. “Fomos o primeiro cliente externo do Sírio-Libanês Saúde Corporativa, a partir de 2018, e nesta pandemia o apoio que tem sido dado nos ajuda muito no controle da saúde dos profissionais que atuam no banco, mesmo em liome office”, diz Simone Gelhorn Fialho, médica do Trabalho do Banco BV. Este material é produzido pelo Media Lab Estadão com patrocínio do Hospital Sírio-Libanês.

O GLOBO/RIO DE JANEIRO | Geral
Data Veiculação: 25/06/2020 às 03h00

Shoppings reforçam medidas de segurança para o funcionamento Para reabrirem em meio à pandemia da Covid-19, 385 dos 577 shoppings existentes no Brasil garantem seguir 23 regras de segurança para a proteção de funcionários e clientes. São normas estabelecidas pela associação do setor, incluindo medição da temperatura dos frequentadores e redução da capacidade de lotação. No Rio, shoppings retomaram suas atividades no último dia 11, com autorização da prefeitura, que adiantou em uma semana o cronograma de flexibilização das medidas restritivas para o setor. Um dos argumentos do município é que, como as lojas funcionam em ambientes fechados, existe maior facilidade para o controle de acesso e o cumprimento de exigências, como uso de máscaras. O comércio de rua, se o planejamento não mudar, voltará a funcionar na próxima quarta-feira. —Existe uma certa lógica na autorização de reabertura dos shoppings. O fato de esses centros comerciais terem experiência com esquemas de segurança dotados de câmeras e vigilantes nos corredores ajuda a evitar um contato mais próximo entre as pessoas — disse o infectologista Mário Roberto Dal Poz, do Instituto de Medicina Social da Uerj. HORÁRIOS MAIS RESTRITOS Algumas redes que atuam no Rio adotaram medidas adicionais. Wander Giordano, vice-presidente institucional do Grupo Multiplan (Barra Shopping, Village Mall e Park Shopping), destacou que um infectologista foi contratado para atuar como consultor no planejamento da reabertura dos centros comerciais da marca. Os protocolos elaborados foram validados pelo Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Segundo Giordano, as medidas adotadas ajudam a melhorar a segurança dos shoppings. O horário de funcionamento, fixado em comum acordo com a prefeitura (do meio-dia às 20h), permite que a circulação de público se dê fora dos horários de pico do transporte público. Além disso, ele acredita que a carga horária menor (eram 12 horas no período pré-pandemia) viabiliza o funcionamento das lojas em turno único, com redução de funcionários, diminuindo o número de pessoas em circulação. — Observamos ainda que nesta fase, o usuário mudou seus hábitos, motivado pela própria segurança. O tempo médio de permanência dos clientes caiu de 70 pra27 minutos. Eles ainda estão temerosos, e, por enquanto, buscam artigos essenciais — informou o representante do Grupo Multiplan. Além de medição da temperatura, shoppings do Rio adotaram medidas de controle de acesso que passam por dispositivos de higienização e redução no número de entradas. No Barra Shopping, por exemplo, apenas dez dos 20 acessos existentes estão abertos.

O ESTADO DE S.PAULO/SÃO PAULO | ESPECIAL
Data Veiculação: 25/06/2020 às 03h00

Nos shoppings onde a retomada foi possível, o movimento de vendas está tímido Em níveis diferentes de retomada, processo que está relacionado principalmente aos índices maiores ou menores de óbitos c internados pela covid-19, os empresários do segmento do comércio estão aprendendo a lidar com o receio dos consumidores de se contaminar nas ruas, lojas ou nos shoppings. O que mostra que a simples abertura das portas não é sinal de volta a um sonhado normal. Em um primeiro momento, segundo Alfredo Cotait, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a reabertura do comercio até registrou um impulso nas vendas do varejo, processo que não se sustentou ao longo dos dias. “O resultado desses primeiros dias é que o nível de vendas ainda é muito baixo, porque há receio de muitos consumidores de saírem de suas casas”, afirma Cotait. Na abertura dos shoppings, o movimento tem ficado em 50% do total diário de antes do isolamento. A expectativa da ACSP, no entanto, é de que, com o decorrer dos dias, os clientes percebam que o local é seguro c voltem às compras. Enquanto isso não ocorre, os centros comerciais se uniram a infectologistas para traçar medidas que minimizem os riscos de contaminação. A lista engloba distanciamento social, aferição de temperatura, disponibilização de álcool em gel e uso de equipamentos de proteção individual pelos colaboradores. Para Ivan França, infectologista do A.C.Camargo Câncer Center, mitigação do risco é f ndamental neste momento. “Adoção de medidas ajuda a evitar o contágio e também mostra o cuidado do estabelecimento com o seu cliente.” De acordo com Vicente Avellar, diretor de Operações da BR Malls, grupo que administra 31 shoppings no País, sendo que 23 deles estão em operação, o momento é de manter a calma e de passar tranquilidade para o consumidor. “A volta tem sido feita gradualmente e nosso objetivo é receber de forma segura clientes c colaboradores. Para isso estamos investindo em comunicação e infraestrutura”, diz Avcllar. Na lista da BR Malls, estão os shoppings Villa Lobos, Curitiba c Tijuca, no Rio. Um indicador importante gerado pelo grupo Multiplan mostra como o comportamento do consumidor está diferente. Se antes da pandemia o tempo de permanência dos clientes nos empreendimentos era de aproximadamente 1 h 10. na reabertura ele caiu para 20 minutos. “O movimento ainda está bastante tímido, com fluxo bem menor se comparado ao de igual período do ano passado. Inúmeras operações não estão funcionando”, diz Vander Ciordano, vice-presidente institucional da Multiplan. Dos 19 shoppings que o grupo administra, 13 estão reabertos. Pela expt Empresa de que administra pra em cidades onde a reabertura foi liberada, os ensinamentos da crise sanitária serão duradouros. “O nosso intuito é manter, mesmo após o término dessa pandemia, os rígidos protocolos de higiene que foram implementados cm nossos shoppings para receber o público”, afirma Charles Krcll, vice-presidente de Operações do grupo. “Entre eles, posso mencionar alguns exemplos como as botoeiras ‘no touch’ para solicitar os elevadores, a contagem eletrônica de ocupação utilizando modernos sistemas de inteligência, o uso de radiação ultravioleta para desinfceção dos corrimãos das escadas rolantes, a renovação do ar condicionado com a troca de filtros no mínimo duas vezes por mês c a utilização de pastilhas bactcricidas nas bande jas, além de todos os procedimentos de limpeza e higienização utilizados nos grandes centros de saúde e que são referência no combate da eovid-19”, afirma o executivo. Com 39 empreendimentos nas cinco regiões do Brasil, dos quais 31 reabertos, a Aliansce Sonae contratou um infectologista para desenvolver os protocolos de segurança, além de uma cartilha de orientações aos seus mais de 7 mil lojistas. Os documentos foram chancelados pelo Hospital Sírio-Libanês São Paulo. “Cada lugar tem as suas regras em relação à reabertura. Estamos cumprindo totalmente os protocolos designados pelo poder público. A reabertura deve ser feita de maneira estruturada para que não haja retrocesso”, diz Leandro Lopes, diretor de Operações da Aliansce Sonae, que administra o Parque D. Pedro Shopping, em Campinas, Shopping da Bahia e Manauara Shopping, entre outros. Compras por aplicativos e na internet bateram recordes na pandemia Serviços digitais serão tão importantes quanto os presenciais O delivery tornou-se um grande aliado dos empreendedores, principalmente no setor de alimentação durante a crise do coronavírus. Várias das estratégias criadas em poucos meses deram tão certo que dificilmente serão abandonadas, mesmo no longo prazo. Essa é a realidade da Detroit Steakhouse, segundo Fábio Marques Jr., diretor da empresa. As reformulações feitas durante a quarentena envolvem a venda de kits para os clientes finalizarem refeições cm casa ou a possibilidade da entrega de molhos, temperos c itens de hortifruti usados normalmente pelo restaurante. “Continuaremos recebendo os clientes nos nossos restaurantes e seguindo as normas de segurança, mas também vamos atender, pelo delivery, os que estiverem em casa”, diz o executivo. Barbara Mattivy, fundadora da Insecta Shoes, também encontrou no delivery a possibilidade de dar continuidade aos negócios mesmo durante o isolamento social. “Migramos para o e-commerce e desenvolvemos cm duas semanas novos modelos de pantufas para este momento em que as pessoas estão ficando cm casa. Essas medidas realmente salvaram a empresa, que continua saudável financeiramente e não precisou fazer demissões por conta da crise sanitária”, diz Barbara. Os principais shoppings do País também investiram em plataformas de venda direta por meio do drive-thru e do delivery. E garantem que essas medidas tendem a ficar mesmo com a reabertura dos estabelecimentos, porque na maioria dos lugares as praças de alimentação ainda seguem proibidas de funcionar. Fotos: Depois photos Consumidor merece ‘mimos’, diz consultor Na visão do consultor de negócio Luiz Cury, as empresas que reabriram após a flexibilização encontraram um consumidor com menos dinheiro c preocupado com a continuidade do contágio do coronavírus. Neste quadro, “o empresário tem enormes desafios para manter sua operação c conseguir no mínimo não ter prejuízos”, diz Cury. A depender do tipo de comércio, existem medidas específicas para aumentar as vendas. No segmento de vestuário e calçados, em que não será possível experimentar dentro das lojas, os varejistas devem facilitar a trocas das peças, segundo Cury. Além disso, diz o consultor, os lojistas podem adotar as tabelas de medidas de cada peça, permitindo a conferência pelo cliente antes da compra. “As lojas terão menos público. E importante manter a curiosidade dos clientes que estão dentro da unidade c os eventuais, que estiverem na fila aguardando para entrar. Mimos são interessantes.” Nos shoppings, uso de máscaras é obrigatório; movimento em São Paulo está bem abaixo do normal COMÉRCIO PASSA A LIDAR COM 0 RECEIO DOS CONSUMIDORES Este material é produzido pelo Media Lab Estadão.