Confira o que os especialistas do Hospital Sírio-Libanês já falaram na imprensa sobre o novo Coronavírus:

FOLHA DE S.PAULO ONLINE/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/05/2020 às 23h16

Os estudos mais relevantes já iniciados no Brasil sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 não serão interrompidos. FALTA POUCO  Um deles, feito pela Coalizão Covid-19 (integrada pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, BP, Oswaldo Cruz e pela rede BRICNet), já incluiu todos os 1.100 pacientes na pesquisa. A maioria já finalizou o tratamento e os resultados agora poderão ser observados. FALTA POUCO 2   Não faria sentido, portanto, interromper a pesquisa, mesmo depois que a OMS (Organização Mundial da Saúde) interrompeu um estudo que fazia com hidroxicloroquina em 18 países para avaliar a segurança. BREQUE   A OMS tomou a decisão depois que a revista científica inglesa The Lancet publicou pesquisa feita com dados de 96 mil pessoas internadas com Covid-19 em 671 hospitais de seis continentes, indicando que o uso dos medicamentos estava ligado a maior risco de arritmia e de morte. ACELERADOR  Ao contrário da organização, no entanto, o estudo da Coalizão Covid-19 já teve a segurança e a eficácia testadas por um comitê independente, com cientistas internacionais. E recebeu sinal verde para seguir adiante. SORTEIO  Um outro dado: o estudo com os 96 mil pacientes não era randomizado, em que os pacientes são escolhidos de forma aleatória, considerado o padrão-ouro para a ciência. O brasileiro seguiu o rito. PONTO FINAL   “A ciência vai mostrar para nós qual é o caminho, com estudos definitivos e randomizados”, diz o médico Otávio Berwanger, diretor da Academic Research Organization, divisão de pesquisa clínica do hospital Albert Einstein. EM BREVE  Um outro estudo, da Fiocruz de Manaus, com 250 pacientes hospitalizados, também já está perto do fim e será mantido. As conclusões devem sair em duas semanas. ARQUIVO  A fundação, por outro lado, interrompeu estudo com pacientes leves que tomariam cloroquina. SEGUE  O estudo divulgado pela revista The Lancet, de qualquer forma, não encerra a questão em torno da hidroxicloroquina. Além dos brasileiros, também na Inglaterra os estudos seguem adiante. SEGUE 2  Depois que a pesquisa foi divulgada, a agência reguladora britânica Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency decidiu pela continuidade dos testes do medicamento depois de avaliar que o uso não trouxe maiores riscos à saúde dos voluntários. LEIA TODOS OS TEMAS ABORDADOS NA EDIÇÃO IMPRESSA DA COLUNA DESTA TERÇA (26) Estudos brasileiros com hidroxicloroquina seguem e resultados saem em junho Deputado pede que governo faça testagem em massa de agentes penitenciários de SP Governo de SP definirá diretrizes para produções audiovisuais durante a pandemia Weintraub vira candidato a presidente em grupos bolsonaristas Lizzo posta foto usando máscara e luvas combinando com estampa de biquini Conselho de enfermagem de SP recebeu 1.649 denúncias no atendimento a pacientes de Covid-19 QUARENTENA

FORBES BRASIL/SÃO PAULO | GERAL
Data Veiculação: 25/05/2020 às 03h00

SAÚDE, BEM-ESTAR E BELEZA I DRA. LETICIA NANCI TELEMEDICINA: INOVAÇÃO EM TEMPOS DE COVID-19 Ruas vazias. Quarentena. Medo. Esse é o triste cenário do nosso país desde que a pandemia da Covid-19 se tornou realidade por aqui, depois de se alastrar por países como China, Itália, Espanha e Estados Unidos. Diante de tempos tão difíceis em que o isolamento social é a forma mais eficiente de conter a transmissão do novo coronavírus existe a real necessidade da adoção de novos modelos de assistência populacional. Nesse contexto, a autorização da telemedicina, até então proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), surge como uma arma poderosa tanto para a manutenção da quarentena quanto para não sobrecarregar hospitais e postos de saúde. Datada de 15 de abril de 2020, a Lei n° 13.989, assinada pelo presidente da República, autoriza o uso da telemedicina, em caráter emergencial, enquanto durar a crise ocasionada pelo coronavírus. De acordo com a legislação, entende-se por telemedicina, entre outros, o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde. Cabe ao médico informar ao paciente todas as limitações inerentes ao uso da telemedicina, tendo em vista a impossibilidade de realização de exame físico durante a consulta. A prestação de serviço de telemedicina seguirá os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial, inclusive em relação à contraprestação financeira pelo serviço prestado, não cabendo ao poder público custear ou pagar por tais atividades quando não for exclusivamente serviço prestado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A telemedicina vem sendo usada com sucesso por alguns dos países afetados pelapandemia. Na China, ela foi determinante para conter a evolução da Covid-19, conseguindo diferenciar entre os casos mais simples e os mais graves, que de fato necessitavam de atendimento hospitalar. Japão, Coréia do Sul, França, Tailândia e Canadá também se utilizaram das novas tecnologias para salvar vidas e, nos Estados Unidos, hospitais como Jefferson Health, Mount Sinai, Cleveland Clinic e Providence já têm o atendimento médico virtual como parte de sua realidade. No Brasil, o Hospital Albert Einstein já aderiu à telemedicina, e o próprio Ministério da Saúde lançou mão de um aplicativo com informações sobre a Covid-19 à população. Iniciativas sem fins lucrativos, como a Missão Covid, têm sido cruciais para que o nosso sistema de saúde não entre em colapso. Criado pelo oncologista Raphael Brandão, esse projeto busca entregar assistência à população que precisa de atendimento médico por meio de videoconferências. Na minha especialidade, a dermatologia, o atendimento virtual tem me permitido solucionar queixas que cresceram muito durante esse período de quarentena, como queda de cabelo, dermatites, alergias, acnes e outras doenças crônicas de pele. Minha consulta online é feita por um sistema especialmente desenvolvido para a nossa área, muito seguro e prático, pelo qual consigo fazer uma videoconferência com o paciente, entendendo suas queixas, identificando detalhes da doença atual e antecedentes pessoais para, depois, indicar o melhor tratamento. Com esse sistema podemos solicitar exames e prescrever medicamentos, inclusive os controlados, que são prontamente vendidos nas farmácias desde que o médico tenha sua assinatura eletrônica cadastrada pelo site do governo. Enxergo a prática da telemedicina como um grande avanço na área médica, uma janela de oportunidade que se abre em meio a toda essa escuridão. O “NA DERMATOLOGIA, O ATENDIMENTO VIRTUAL TEM PERMITIDO SOLUCIONAR QUEIXAS QUE CRESCERAM MUITO NA QUARENTENA.” Dra. Letícia Nanci Médica do Hospital Sírio-Libanês, médica-responsável pela Clínica Dermatológica Letícia Nanci; membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); da American Academy of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) ED 77 I FORBES.COM.BR I 95

ONCOLOGIA BRASIL
Data Veiculação: 25/05/2020 às 10h27

Tumores Urológicos: cuidados oncológicos durante a pandemia de COVID-19 25/05/2020 2 min. de leitura Dr. Gustavo Fernandes, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, discutiu sobre os cuidados de pacientes com tumores urológicos durante a pandemia de COVID-19 com o Dr. Diogo Bastos, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo e do ICESP. A conversa entre os especialistas começou pelo câncer de próstata. Sabe-se que o rastreamento com PSA é um tema controverso, principalmente entre a população de maior risco, entre os 50 e 70 anos de idade. Por isso, neste momento, recomenda-se flexibilizar e aguardar seis meses para realizar o teste, exceto em casos de pacientes que apresentem sintomas. Já a definição das condutas em pacientes diagnosticados dependerá do risco. Doenças localizadas geralmente são indolentes e não demandam urgência no tratamento, apenas vigilância ativa. Para casos de maior risco, como tumores localmente avançados, deve-se avaliar a possibilidade de tratamento inicial com hormonioterapia, postergando a radioterapia e minimizando as idas ao hospital. Os oncologistas comentaram ainda sobre doença bioquímica, doença metastática, quimioterapia, além de outros tipos de câncer urológico, como testículo, bexiga e tumores renais. Ao final do bate papo, Dr. Diogo opinou sobre telemedicina. Para ele, a ferramenta ajuda a dar seguimento às consultas de pacientes assintomáticos, pois possibilita orientações básicas para esclarecimento de dúvidas, solicitar exames e analisá-los. Porém, pacientes sintomáticos, em sua opinião, não devem adiar a ida ao hospital. Por fim, segundo o médico, é sempre válido lembrar que cada caso deve ser analisado individualmente e devidamente discutido com o paciente e seus familiares, mesmo que de forma digital. Como consideração final, ele reforça a importância de os profissionais de saúde manterem-se atentos à literatura médico-científica e se adaptarem rapidamente à realidade.

METRÓPOLES/BRASÍLIA
Data Veiculação: 25/05/2020 às 13h04

As tristes perdas na alta sociedade brasileira decorrentes do novo coronavírus aumentam a cada semana. Nessa sexta-feira (22/05), o empresário Jean-Louis Lacerda Soares foi mais uma vítima da Covid-19. Sob o pseudônimo de Lagartixa, o ex-piloto de corrida de carro estava internado desde março no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele também atuou como presidente da Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin). Jean-Louis deixa a mulher, Ilde Lacerda Soares, com quem foi casado durante 61 anos. Do relacionamento, nasceram três filhos: Duda, Christiane e Luiza. Em abril, Ilde testou positivo para a doença, e ficou internada junto ao marido no hospital. Lá, contaram com os cuidados do renomado médico Roberto Kalil. Depois de um tempo, Ilde obteve alta. Biografia Jean-Louis morou em São Paulo, Rio de Janeiro e na Europa. Nas passagens por Londres, Jean-Louis e Ilde contavam com a companhia dos amigos Marie Christine e Michael de Kent, também primo da rainha Elizabeth. Para onde iam, eram festejados. Na França, eles foram os primeiros a receber a triste notícia da morte do melhor amigo, o diplomata Porfírio Rubirosa, em julho de 1965. Na ocasião, estavam hospedados na casa dele, que faleceu após um acidente com uma Ferrari. O ex-piloto já esteve na capital em abril de 1960 para uma corrida. Jean-Louis disputou o Grande Prêmio Juscelino Kubistchek e venceu a bordo de uma Ferrari Testa Rossa. A competição marcou o início das festividades desportivas brasilienses. Jean-Louis e Ilde Lacerda Soares após a vitória da corrida os pilotos José Gimenez Lopez e Jean-Louis Lacerda Soares Noivado Na semana passada, a sociedade carioca se despediu do empresário Rafael Fragoso Pires, o Fafa. Em tratamento contra uma leucemia, ele foi diagnosticado com Covid-19 e precisou ser internado no Instituto Nacional do Cérebro (IEC), de Paulo Niemeyer, no Rio de Janeiro. Fragoso ficou internado por dois meses, mas não resistiu. O empresário foi contaminado no noivado da filha, Alessandra Haegler, com Pedro Orleans e Bragança, filho do príncipe Alberto de Orleans e Bragança. Dos 70 convidados da comemoração, ocorrida no início de março, metade testaram positivo para a Covid-19. Entre os presentes, estava a socialite Mirna Bandeira de Mello, de 71 anos. Ela perdeu a luta para a doença duas semanas após a celebração. Rio de Janeiro A região Sudeste é a que mais acumula óbitos da Covid-19, sendo o Rio de Janeiro com a maior taxa de mortalidade. De acordo com o último boletim da Secretaria de Estados de Saúde, publicado nesse domingo (24/05), o estado soma 3.993 mortes e 37.912 casos de coronavírus. A coluna se solidariza com familiares de Jean-Louis Lacerda Soares. Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.

UOL NOTÍCIAS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS/SÃO PAULO
Data Veiculação: 25/05/2020 às 14h00

Os "capacetes-respiradores", dispositivos amplamente usados na Itália para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus (Sars-CoV-2), estão aos poucos sendo implementados no Brasil. Na semana passada, o Jornal da USP noticiou a produção de protótipos do objeto e o HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) está testando capacetes feitos em parceria pelas empresas privadas Life Tech Engenharia e Roboris em seus laboratórios com uma equipe de pesquisadores do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP). Se os protótipos alcançarem o patamar ideal após os ajustes propostos na fase de testes, eles começarão a ser utilizados em pacientes. Como funciona o capacete-respirador? A ferramenta é uma interface entre o paciente e o aparelho de ventilação mecânica. "Ele é acoplado ao ventilador ou ao fluxo do oxigênio com pressão positiva de oxigênio. É um jeito de fazer com que o ar chegue ao paciente de forma não invasiva, diferente da intubação, que necessita um tubo orotraqueal", aponta André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês (SP). O capacete envolve a cabeça inteira do paciente e é selado com um colar macio e hermético que envolve o pescoço. "Outra vantagem é que ele não permite que o vírus se espalhe no ambiente, já que não permite que grande quantidade de gás vaze, e ainda é possível colocar um filtro na saída de ar. Também melhora a troca de oxigênio e não atrapalha a troca do gás carbônico, além de ser mais confortável para o paciente do que a máscara, que aperta e pode dar a sensação de claustrofobia a algumas pessoas", explica Carlos Carvalho, pneumologista e diretor da UTI do Incor. A médica Ilma Aparecida, pneumologista, professora e pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), explica que o uso não é tão comum no Brasil e que em um momento de emergência como o que estamos vivendo agora, os custos podem ser bem altos. "É algo descartável, só usa em um paciente. Ele também requer que o ar seja umidificado e aquecido —e o aparelho que faz isso é mais caro que o próprio capacete." Para se ter uma ideia, a versão do equipamento criado pela empresa Life Tech Engenharia, que passou a produzir dispositivos após o início da pandemia, tem um custo de R$ 627 a unidade. Inicialmente, a capacidade de fabricação da companhia é de 10 mil unidades ao mês, e o capacete também está em negociação para testes em hospitais de Minas Gerais e Bahia. View this post on Instagram A post shared by Escola Politécnica da USP (@poliusp) on May 18, 2020 at 8:38am PDT Dispositivo pode ajudar a reduzir número de internações "O capacete não é tão eficaz quanto a intubação, mas o suporte que ele proporciona, em alguns casos, é suficiente para evitar a intubação", indica Nathan. Em 2016, pesquisadores da Universidade de Chicago realizaram um estudo que mostrou que o uso desses capacetes em vez de máscaras faciais comuns (a uma alternativa não-invasiva) fez com que os pacientes tivessem três vezes menos chances de necessitar de intubação. O grupo que usou o dispositivo também passou menos tempo na UTI e teve melhor sobrevida. Para que a terapia tenha maior chance de sucesso, a indicação necessita ser bem determinada. "O tratamento tem seus riscos e por isso deve ser feito em uma fase precisa da doença, sempre por uma equipe que conhece a interface e sabe como oferecer os cuidados de modo adequado", indica Aparecida. De acordo com a médica, a atenção à resposta do paciente é essencial para evitar outros problemas. "A pressão positiva também pode danificar o pulmão, assim como em outros tipos de terapia. Por isso, antes de aplicar a técnica em alguém, é necessário balancear riscos e benefícios." Interfaces devem começar a ser usadas em breve De acordo com Carlos Carvalho, responsável pela UTI do Incor, desde abril várias empresas e pesquisadores se disponibilizaram a montar uma interface brasileira, buscando tornar possível o uso sem a importação. No HC, a equipe testa materiais de três grupos: da Poli (Escola Politécnica da USP), de uma equipe de engenheiros de São Paulo e outra de Sorocaba. Os modelos são feitos em dois materiais diferentes. Um leva plástico mais maleável e outro é de acrílico, mais rígido. "Fazemos sugestões de melhorias, testamos para checar se tem a oxigenação e troca de gás carbônico adequada e as interfaces voltam para as montadoras. Estou otimista e acredito que nesta semana já teremos um ou dois deles prontos para serem usados em pacientes", indica Carvalho.

GAÚCHAZH./PORTO ALEGRE
Data Veiculação: 25/05/2020 às 15h10

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre recebeu autorização para iniciar os testes do tratamento contra o coronavírus a partir do plasma de pacientes curados. De acordo com o chefe do Serviço de Hemoterapia, Leo Sekine, a instituição foi liberada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. No início de abril, o Clínicas e a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre manifestaram interesse em realizar os estudos desse tipo de terapia. Na semana passada, Caxias do Sul registrou a primeira doação de plasma para o tratamento experimental no Rio Grande do Sul. Conforme Sekine, a equipe do Clínicas está, neste momento, na fase de organização logística interna para começar o recrutamento de voluntários. — Não tenho ainda como prever uma data, mas será em breve — afirma. Sekine destaca que o hospital recebeu o aval para realizar a pesquisa de maneira própria. No início, chegou a ser cogitado o ingresso em um grupo coordenado pelos hospitais Albert Einstein, das Clínicas e Sírio-Libanês, de São Paulo. Para realizar a terapia com plasma, é necessário fazer uma transfusão de sangue do paciente curado para o doente. A expectativa é de que os anticorpos produzidos por quem já contraiu o vírus ajudem os doentes mais graves a reagirem mais rapidamente à covid-19. Os doadores para esse tipo de tratamento devem atender a uma série de critérios de gênero, idade e peso, além de terem apresentado quadro moderado da doença.

PODER 360/BRASÍLIA
Data Veiculação: 25/05/2020 às 16h21

Texto em circulação nas redes sociais engana ao afirmar que autópsias realizadas em Bérgamo, na Itália, teriam indicado que “o problema principal não era o coronavírus”, em referência à causa da morte dos pacientes por covid-19. A publicação diz também que “a cura já foi encontrada”. O conteúdo mistura informações verdadeiras com outras falsas ou sem sustentação científica para sugerir aos leitores que os óbitos estariam relacionados apenas com 1 distúrbio na circulação sanguínea a ser tratado em casa. O conteúdo foi publicado pelo site Oriundi.net e é a tradução de 1 texto em italiano assinado por Cesare Sacchetti em blog pessoal. O autor afirma que “a comunidade médico-científica” chegou a essas conclusões após serem realizadas 50 autópsias no Hospital Papa Giovanni 23, em Bérgamo, e 20 no Hospital Luigi Sacco, em Milão. Com base em declarações de 1 médico chamado Giampaolo Palma em post no Facebook, o texto expõe a teoria de que a covid-19 mata em razão da “microtrombose venosa” no organismo –obstrução de veias por pequenos coágulos que se formam em resposta à infecção– e que só depois o vírus agrediria os pulmões. Por esse ponto de vista, tanto o diagnóstico quanto o tratamento da doença estariam errados. Esse não é o entendimento dos órgãos de saúde até o momento. Receba a newsletter do Poder360 Apesar de existirem resultados promissores em pesquisas com anticoagulantes no tratamento de pacientes com covid-19, ainda não é possível dizer que essa é a “cura”, como aponta o texto, nem que os pacientes podem ser tratados em casa. A OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde afirmam que ainda não há medicamento com eficácia comprovada para tratamento ou prevenção da doença. Pacientes com sintomas graves devem receber suporte médico em hospitais. O próprio diretor do departamento de anatomia patológica do Papa Giovanni 23, Andrea Gianatti, responsável pelas autópsias no hospital de Bérgamo, afirma que esse tipo de terapia “parece absolutamente útil” como complemento a outras, mas é cauteloso ao analisar os resultados. “Estamos ainda na fase de definição, isto é, ainda não existem certezas”, comentou em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, publicada em 7 de maio. Gianatti também contrapõe o argumento presente no texto de que “o coronavírus não ataca os pulmões primeiro, mas afeta principalmente os vasos sanguíneos, impedindo o fluxo regular de sangue” e de que bastaria resolver o problema para prevenir a letalidade. Ao Corriere della Sera, o patologista relatou que a trombose nos pacientes analisados “geralmente ocorreu após a fase mais aguda da pneumonia, isto é, depois dos sintomas mais típicos causados pelo coronavírus”. Ou seja, mesmo quando a anomalia está presente, os pacientes ainda precisam de outros cuidados, considerando que a trombose não é a única complicação possível da doença. O Comprova pediu a opinião de outros dois especialistas sobre o assunto. Para a pneumologista do Hospital Sírio-Libanês e livre docente da USP (Universidade de São Paulo) Elnara Marcia Negri, a formação descontrolada de coágulos que podem obstruir as veias e levar à morte está associada a uma “tempestade inflamatória” no organismo, causada após a entrada do vírus pelo sistema respiratório e a sua agressão a estruturas dos pulmões. A médica afirma que, em alguns casos, a causa da morte realmente é a insuficiência respiratória em razão da trombose, mas esta não é a única causa, nem a principal. Pedro Silvio Farsky, cardiologista do Hospital Albert Einstein e do Instituto Dante Pazzanese, relata o mesmo mecanismo de ação, mas faz a ressalva: “Tudo isso é objeto de grande pesquisa, e os mecanismos exatos ainda estão por ser elucidados”. Quanto à hipótese de que a incidência de trombose nos pacientes seria anterior a complicações como a pneumonia —e que resolvê-la “curaria” os pacientes— o médico considera a teoria ainda “pouco provável”. “Não me parece lógico, especialmente porque vemos alterações radiológicas acometendo o pulmão sem que tenha aumento no dímero D (resultado da degradação de fibrina, 1 marcador de trombose)”. O Comprova também entrou em contato, por e-mail, com Andrea Gianatti, do Papa Giovanni XXIII. Gianatti respondeu que eram “apenas boatos” e que as informações corretas constam em relatório preliminar (preprint) que está sendo revisado para publicação na revista Lancet. O texto do Oriundi.net ainda traz uma série de afirmações duvidosas, como a de que os ventiladores mecânicos “pioraram as coisas”, e insinuações de que a pandemia seria uma “operação de terrorismo psicológico” motivada por interesses políticos. Em outro trecho, o boato alega que a imunização contra o novo coronavírus “seria completamente desnecessária e potencialmente prejudicial”, ao distorcer resultados de estudo científico anterior à pandemia de covid-19. Por que checamos isto? O Comprova faz verificações que atinjam grande número de compartilhamentos nas redes sociais, caso deste conteúdo, que registrou mais de 33 mil interações no Facebook. Esta verificação foi realizada pelo Comprova pois ela se insere na disputa política que se instalou no Brasil diante da pandemia. Sites e pessoas apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro, têm utilizado diferentes artifícios para tentar minimizar os problemas provocados pelo novo coronavírus, bem como para propagar a ideia de que uma cura para a doença é iminente. Nas últimas semanas, o Comprova verificou diversos conteúdos nessa linha, como o boato de que caixões vazios estavam sendo enterrados em Manaus e outro segundo o qual os números de óbitos registrados em cartório colocariam em dúvida o número de mortes divulgadas. Também circulou a mensagem de que a rotina de enterros em 1 cemitério de São Paulo estava normal, o que não é verdade. O Comprova também mostrou que uma descoberta de pesquisadores israelenses não significa, ao menos por enquanto, a cura para a covid-19 e que informações sobre 1 protocolo de tratamento no Piauí foram deturpadas para insuflar a ideia de que curar a doença é simples. A distribuição desse tipo de conteúdo é 1 desdobramento da disputa a respeito das medidas de isolamento social. Bolsonaro é contrário a essas medidas, enquanto os governadores, que seguem as recomendações das autoridades sanitárias e da Organização Mundial da Saúde, continuam impondo tais ações. Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro com o propósito de mudar o seu significado; que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor; conteúdo que confunde, com ou sem a intenção deliberada de causar dano. Como verificamos? O Comprova realizou essa checagem por meio de pesquisas a artigos científicos e outras fontes confiáveis da área médica, leitura de reportagens jornalísticas e entrevistas com especialistas. A primeira ação foi identificar a origem do boato. O texto no site Oriundi.net tinha a indicação de autoria de “Cesare Sacchetti” com o nome do blog “La cruna dell’ago” (“O olho da agulha”, em tradução livre) no rodapé da página. Ao encontrar o texto na internet, observamos que o artigo em português era apenas uma tradução do conteúdo e que o boato já circulava na Itália antes de chegar a sites brasileiros. Feita a leitura do texto, o Comprova elencou uma série de informações duvidosas presentes e pesquisou sobre cada uma delas, incluindo as supostas declarações dos médicos Giampaolo Palma e Cameron Kyle-Sidell. A reportagem encontrou post no Facebook de Giampaolo Palma, publicado em 9 de abril, e vídeo no YouTube de Cameron Kyle-Sidell, de 31 de março, sobre o assunto. Ao buscar informações sobre autópsias de pacientes de covid-19 na Itália, o Comprova chegou a artigo da Nature que apontava o médico Andrea Gianatti como uma das lideranças da área no Hospital Papa Giovanni 23. A reportagem encontrou o e-mail do médico em 1 artigo divulgado na plataforma medRxiv e entrou em contato pedindo esclarecimentos. Em meio a pesquisa pelo nome, também foi analisada reportagem do jornal Corriere della Sera com declarações de Gianatti, que informava sobre preprint em análise pela Lancet. O Comprova encontrou o relatório preliminar e verificou os resultados obtidos. Por fim, o Comprova pediu a opinião de dois médicos brasileiros que já haviam comentado sobre o aumento de coágulos em pacientes com covid-19 em reportagem e verificação recentes. A conversa ocorreu por mensagens e telefone. Qual a relação da covid-19 com a trombose? Uma série de estudos científicos vêm alertando para o risco de pacientes de covid-19 desenvolverem trombose, problema que consiste na formação de coágulos que obstruem os vasos sanguíneos. A situação motivou médicos do mundo inteiro a introduzirem terapia com anticoagulantes, além de estudos clínicos e in vitro com medicamentos como a heparina. Uma das pesquisas, feita no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, foi abordada em artigo recente da Science. Pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) descobriram, em outra experiência, que a heparina reduziu em 70% a infecção de células provenientes do rim do macaco-verde africano em laboratório. No entanto, a relação entre a covid-19 e a trombose ainda não está clara para os cientistas. Uma das possibilidades levantadas é de que, para entrar no corpo humano, o novo coronavírus utiliza receptores chamados de ACE2, que geralmente são encontrados no endotélio, espécie de tecido que reveste vasos sanguíneos e a parte interna do coração que influencia o controle da coagulação no sangue. Outra teoria afirma que o aumento da coagulação pode ser resultado de uma resposta inflamatória excessiva do organismo à infecção. Ela ocorreria a partir de uma “tempestade de citocinas”, proteínas conhecidas por enviarem mensagens às células e modularem o ataque organizado pelo sistema imunológico ao vírus. Autópsias de Bérgamo O texto enganoso de Cesare Sacchetti afirma, por outro lado, que autópsias realizadas na Itália apontam para a “cura” da doença e que a periculosidade do novo coronavírus “basicamente desapareceu” com a descoberta, o que não é verdade, segundo instituições de referência como a OMS. O autor também sugere que a principal causa de morte dos pacientes “não é o coronavírus” —o que é impreciso, no mínimo, diante do fato de que é a infecção viral que gera as complicações nos pacientes. Apoiado na opinião do médico cardiologista italiano Giampaolo Palma em post no Facebook, o autor afirma que os pacientes devem ser tratados em casa, com remédios, dispensando suporte hospitalar. Porém, a tromboembolia não é a única complicação presente nos casos graves de covid-19 que necessita de tratamento. “Essa doença pode atacar quase tudo no corpo com consequências devastadoras”, disse o cardiologista da Universidade de Yale Harlan Krumholz à revista científica americana Science. O Comprova encontrou dois artigos científicos com resultados de autópsias nos hospitais Papa Giovanni 23, de Bérgamo, e Luigi Sacco, de Milão. O primeiro foi publicado em 22 de abril na plataforma medRxiv (sem revisão por pares) e apresenta relatório de 38 casos. O segundo é de 6 de maio e foi baseado na análise de 35 pessoas que morreram no Papa Giovanni 23 — é este que está com revisão pendente para publicação na Lancet. A primeira pesquisa mostra que 33 vítimas (86%) nesses dois hospitais apresentaram coágulos em pequenos vasos sanguíneos nos pulmões, o que poderia explicar a falta de oxigênio no sangue dos pacientes. “Nossos dados apoiam fortemente a hipótese proposta por estudos clínicos recentes de que a covid-19 é complicada ou está, de alguma forma, estritamente relacionada com coagulopatia (distúrbios na coagulação) e trombose”, escrevem os pesquisadores. “Por essas razões, o uso de anticoagulantes foi recentemente sugerido como potencialmente benéfico para pacientes em quadros graves, ainda que a eficácia e segurança ainda não esteja demonstrada.” Já o segundo artigo aponta que foram feitas 75 autópsias em pacientes com covid-19 no Papa Giovanni 23 no período de 19 de março a 9 de abril. Foram considerados 35 análises para o estudo. Dessas, 10 (29%) foram diagnosticados com eventos tromboembólicos ainda no hospital durante o tratamento. Na autópsia, todos apresentavam tromboses em três ou mais órgãos, principalmente pulmões, coração, rins e fígado. O preprint destaca que esse problema pode ser ocasionado por diferentes processos patológicos, como a coagulação intravascular disseminada (CID), mas todas as hipóteses propostas foram descartadas com base no histórico hospitalar ou em testes posteriores. Os autores concluem que é difícil categorizar esses eventos trombóticos em doenças convencionais, mas que a condição pode estar sendo subestimada nos hospitais. No entanto, em nenhum momento, nos dois artigos, os pesquisadores afirmam que encontraram a “cura” da covid-19 ou que os resultados mostram que o perigo da doença não está mais presente. Tampouco apontam que os pacientes poderiam ser tratados em casa, sem a necessidade de internações, como defende o boato. Respiradores são inúteis? Em outro trecho, o texto argumenta que o uso de respiradores artificiais é inútil e prejudicaria os pacientes, citando declarações do médico Cameron Kyle-Sidell, do Maimonides Medical Center, de Nova York. No entanto, apesar de realmente estar ocorrendo uma discussão sobre a eficácia do equipamento, não é possível afirmar que os itens são dispensáveis. Em muitos casos, são a única maneira de manter vivo 1 paciente com perda da função respiratória. De fato, Kyle-Sidell afirmou, em vídeo no YouTube, que os ventiladores mecânicos poderiam “estar causando mais danos do que ajudando os pacientes de covid-19” e que acreditava estar “tratando a doença errada” nas unidades de tratamento intensivo. O texto omite, porém, que o médico declarou a seguir que não é possível abrir mão dos respiradores no suporte aos pacientes em estado crítico. “Nós, com certeza, precisamos de ventiladores. Eles são a única maneira, até o momento, de dar 1 pouco mais de oxigênio para aqueles pacientes que precisam”, afirma. De acordo com reportagem da revista Time, existe 1 “debate acalorado” sobre a utilização de respiradores artificiais na comunidade médica, que está ligado a dados de eficiência do método. Enquanto para outras síndromes respiratórias graves a taxa de recuperação após esse tipo de suporte invasivo está em torno de 50%, estudos na China, em Nova York e no Reino Unido apontam que a covid-19 leva a óbito de 66% a 80% dos pacientes que passam pelo procedimento. Por outro lado, alguns especialistas acreditam que esses percentuais podem estar sendo afetados por outros fatores, como a pressão sobre as unidades hospitalares. A ventilação mecânica pode estar sendo utilizada muito cedo, quando outros métodos menos invasivos poderiam funcionar, ou os hospitais podem estar destinando profissionais menos treinados para a função diante do cenário caótico, por exemplo. Outro apontamento diz respeito aos grupos de risco da doença, como idosos, que tendem a reagir pior a esse tipo de procedimento. Vacinas aumentam o risco de infecção? No final do texto, Sacchetti afirma que 1 “estudo científico do Pentágono relatou que as vacinas aumentam o risco de infecção por coronavírus em 36%” para dizer que não há mais necessidade de vacina contra o Sars-Cov-2 e que esta seria “potencialmente prejudicial”. Esse boato foi desmentido recentemente pelo FactCheck.org, projeto do Centro de Políticas Públicas Annenberg da Universidade da Pensilvânia. De acordo com a verificação, o boato começou a circular após uma postagem da organização Children’s Health Defense, fundada por Robert F. Kennedy Jr., conhecido pelo ceticismo sobre vacinas. O estudo citado foi realizado pelo setor de vigilância das Forças Armadas dos Estados Unidos e traz dados de 2017 e 2018, portanto, antes do surgimento do novo coronavírus. A tese é que a vacinação contra a influenza pode aumentar o risco de infecção por outros vírus respiratórios, em 1 processo chamado de “interferência viral”. Porém, não há consenso entre o meio científico, pois outras pesquisas indicaram que essa relação não existe. De qualquer forma, não é correto estender as conclusões para o Sars-Cov-2 — a pesquisa envolveu outros tipos de coronavírus. Em resposta ao FactCheck.org, o Sistema de Saúde Militar dos Estados Unidos declarou que estudo utiliza informações coletadas dois anos antes do surgimento da covid-19 e que a pesquisa “não mostra ou sugere que a vacinação contra a influenza predispõe, de qualquer maneira, o potencial para infecções por formas mais severas de coronavírus, como a covid-19”. Para a instituição, “continua sendo essencial que as pessoas obtenham a vacina sazonal contra a gripe a cada ano, assim que ela se torna disponível”. Origem do boato O texto original foi publicado, em italiano, no blog “La cruna dell’ago” (“O olho da agulha”, em tradução livre), no dia 25 de abril. O autor é Cesare Sacchetti, que se descreve no Twitter como 1 “jornalista politicamente incorreto”. O blog tem como proposta publicar “notícias e opiniões” que desviem “da linha de mídia dominante em favor da ideologia globalista e imigratória”. O conteúdo enganoso passou a circular no Brasil após ser traduzido e divulgado pelo site Oriundi.net, lançado em 2003. O site se apresenta como uma “revista digital sobre a Itália e a cultura italiana”. Contexto Conteúdos que tentam minimizar os efeitos da pandemia de covid-19 têm sido compartilhados à exaustão por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Esses textos, fotos e imagens são parte da disputa política entre Bolsonaro e os governadores estaduais a respeito de como lidar com o novo coronavírus. O grande ponto de contenção são as medidas de isolamento social, aplicadas pelos governos, mas criticadas por Bolsonaro. Assim como os conteúdos que minimizam a pandemia, têm circulado diversos materiais que apontam para uma suposta ineficácia de medidas de distanciamento. Recentemente, o Comprova verificou, por exemplo, 1 texto que afirmava, enganosamente, que dados de Nova York apontariam para riscos maiores de infecção caso as pessoas cumprissem as medidas. Também foram verificados 1 artigo que exagerava as falas de 1 médico alemão e 1 vídeo que inventava uma crítica do médico David Uip às políticas de isolamento social aplicadas em São Paulo. Alcance O link do site verificado pelo Comprova teve, até 20 de maio, mais de 36 mil interações no Facebook de acordo com a ferramenta de monitoramento de redes sociais CrowdTangle. O link foi postado pela página Aliança pelo Brasil e em 1 grupo que homenageia Alexandre Garcia.

PEBMED/ONLINE
Data Veiculação: 25/05/2020 às 18h00

Atualizado em 25.05.2020 Tempo de leitura: 2 minutos Clínica Médica, Coronavírus, Emergências, Infectologia, Terapia Intensiva Quer avaliar esse conteúdo? Avaliar Inscreva-se gratuitamente para acessar esse conteúdo e muito mais no Portal PEBMED! Tenha acesso ilimitado a quizzes, casos clínicos, novos estudos e diretrizes atualizadas. Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro. Nome: E-mail: A quanto tempo você se formou? Selecione Estou nos primeiros 4 anos da faculdade estou nos últimos 2 anos da faculdade tenho entre 1 a 3 anos de formado tenho entre 3 a 5 anos de formado tenho entre 5 a 10 anos de formado tenho mais de 10 anos de formado Qual é a sua formação? Selecione Médico especialista Médico generalista Residente de medicina Estudante de medicina outro profissional de saúde outro profissional você é usuário do Whitebook? Selecione Sim Não Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem-estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM. Inscreva-se ou Login Seja bem-vindo voltar para o portal avalie esse conteúdo Selecione uma nota: Selecione o motivo da sua nota: Errado Incompleto Desatualizado Confuso Outros Enviar Obrigado! Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal PEBMED. OK Houve um erro fazendo sua requisição, por favor tente novamente? OK A próxima PEBMED Live já tem data! Nesta quinta-feira, dia 28/05, às 20h30, a PEBMED realizará uma live, no instagram @pebmed_apps, em parceria com a Manole, editora líder em produzir conteúdo essenciais à formação dos profissionais da saúde. Nosso editor-chefe médico, Ronaldo Gismondi, vai conversar com Dr. José Paulo Ladeira, médico da UTI do Hospital Sírio-Libanês e do Pronto Atendimento do Hospital Albert Einstein, para discutir e tirar suas dúvidas sobre cuidados de terapia intensiva na Covid-19. Ladeira também é um dos autores do livo Medicina Intensiva: Abordagem Prática, em sua quarta edição. Para ter acesso a todas as informações da live, você pode se cadastrar aqui! Ao se cadastrar, você também receberá um cupom de desconto, após a live, para o Whitebook, maior aplicativo médico do Brasil! Além disso, a Manole vai oferecer um desconto exclusivo em toda a loja eletrônica da editora para livros, cursos e e-books. Não perca a live desta quinta-feira, 28, às 20h30, no instagram @pebmed_apps! PEBMED Live e Covid-19 A PEBMED Live é uma iniciativa da PEBMED que surgiu durante a pandemia pelo novo coronavírus. Diante da nova doença, uma maneira de ajudar médicos e profissionais de saúde no manejo clínico e na atualização sobre os principais estudos foi a divulgação do conhecimento por meio de lives no instagram. Nelas, um editor do Portal PEBMED conversa com um especialista sobre o que há de mais atual naquele recorte do tema e como está sendo na prática. Nossa primeira PEBMED Live contou com o médico intensivista Dr. Luciano Azevedo, professor da USP e Superintendente de Ensino do Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa. O tema foi o manejo da Covid-19 na realidade brasileira, e, se você não assistiu, pode conferir aqui! Depois, a médica intensivista Alessandra Thompson, coordenadora da Pós-Graduação de Medicina Intensiva da Rede DOr, conversou com a gente sobre ventilação mecânica no paciente com Covid-19. Assista aqui! 2019-nCoV coronavirus PEBMED live 2020-05-25